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Criada Plataforma do Algodão

O convênio foi assinado entre a FIEC e Embrapa para recuperar a
cotonicultura no Estado, uma atividade econômica que já registrou
um milhão de hectares plantados, hoje restritos a apenas 35 mil
ha
A Federação das Indústrias do
Estado do Ceará (FIEC) e a Embrapa assinaram no dia 8 de abril,
em solenidade
realizada no auditório Luiz Esteves Neto, da Casa da Indústria,
acordo de parceria para a criação do Projeto da Plataforma
do Agronegócio do Algodão no Ceará. A iniciativa
faz parte de um esforço para recuperar uma atividade econômica
que já registrou, no Estado, um milhão de hectares plantados,
hoje restritos a apenas 35 mil ha.
O projeto Plataforma do Algodão beneficia, principalmente, o pequeno
produtor, e prioriza a qualidade da matéria-prima que deverá
atender a indústria têxtil do Estado, responsável
por um consumo anual de 174 mil t de pluma de algodão/ano. Assinaram
o protocolo o presidente da FIEC, Jorge Parente Frota Júnior; o
presidente do Sindicato das Indústrias de Extração
de Fibras Vegetais e do Descaroçamento de Algodão, Marcos
Montenegro; o presidente da Federação da Agricultura do
Ceará, José Torres Ramos de Melo, e o chefe-geral da Embrapa
no Ceará, Francisco Férrer Bezerra.
Uma proposta de financiamento no valor de R$ 130 mil, a ser encaminhada
ao CNPq (Centro Nacional de Pesquisa), selará o acordo de parceria
para a criação do projeto da Plataforma do Agronegócio
do Algodão no Ceará. Pelo acordo, caberá à
Embrapa ser a executora técnica da proposta, através do
Centro Nacional de Pesquisa de Algodão e do Centro Nacional de
Agroindústria Tropical.
Nesse aspecto, ficará responsável pelo desenvolvimento científico
e tecnológico do trabalho, com a elaboração de pesquisas,
capacitação, geração e transferência
de tecnologia e conhecimento. O chefe-geral da Embrapa no Ceará,
Francisco Férrer Bezerra, assegurou que, a exemplo da Plataforma
do Agronegócio do Caju, a empresa também participará
da Plataforma do Algodão com apoio tecnológico a todos os
elos da cadeia produtiva.
A FIEC atuará como coordenadora e articuladora de instituições
de iniciativa privada e de fomento, extensão e pesquisa, visando
à viabilização de recursos financeiros, humanos e
físicos para a execução do projeto. Para o presidente
Jorge Parente, a iniciativa é de grande importância para
um setor que já foi muito forte na economia do Ceará. "Esperamos
que o projeto tenha o mesmo sucesso obtido com a plataforma do caju."
Ivan Bezerra, presidente do Sindicato da Indústria Têxtil,
garantiu o total apoio do setor. "Nosso segmento tem todo o interesse
em ver o algodão sendo produzido no Ceará", disse.
Bezerra destacou que a qualidade do algodão precisa ser priorizada
para atender as exigências impostas pelo mercado internacional.
"Queremos que pelo menos 40% de nosso consumo sejam de algodão
produzido no Ceará."
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