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Fortaleza ganha centro de desenvolvimento em design

O espaço vai apoiar novos empreendedores saídos dos cursos
de design. O objetivo é inserir esses profissionais no mercado
de trabalho
A Federação das Indústrias
do Estado Ceará (FIEC) sediou, no dia 1o. de abril, assinatura
de protocolo de criação
do Centro de Inovação e Desenvolvimento de Produtos de Fortaleza
(CID). A solenidade reuniu o presidente da FIEC, Jorge Parente Frota Júnior;
a secretária de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza, Maria
do Carmo Magalhães (representando o prefeito Juraci Magalhães);
o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(SENAI/CE), Francisco das Chagas Magalhães, e a superintendente
do Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL-CE), Vera Ilka Meireles
Sales, além de representantes da Universidade Federal do Ceará
(UFC), da Secretaria de Ciência e Tecnologia, do Sebrae-CE e do
Banco do Nordeste.
O principal objetivo do centro é o oferecimento de apoio logístico,
técnico, gerencial e estratégico para um conjunto de pequenas
empresas, visando à inserção e consolidação
das mesmas no mercado de prestação de serviços técnicos
especializados em design. "O centro vai apoiar novos empreendedores
saídos dos cursos de design e inseri-los no mercado de trabalho",
afirmou Eduardo Barroso Neto, consultor de design do IEL-CE.
Segundo Barroso, um diagnóstico da área de design no Estado
demonstra que poucas empresas do segmento possuem capacidade de desenvolver
projetos de maior grau de complexidade, pois não possuem infra-estrutura
eficiente de informação e atendimento por conta dos altos
investimentos necessários. "Nesse sentido, essas empresas
têm dificuldade de prospectar novos nichos de mercado e identificar
novos negócios."
O consultor revelou ainda que uma pesquisa sobre a demanda por design
no Nordeste, realizada pelo SENAI em 1999, já estimava que, a cada
dois anos, são lançados no mercado nordestino mais de 10
mil novos produtos nos diversos segmentos produtivos. O estudo também
registrou que 65% das empresas pesquisadas pretendiam desenvolver novos
produtos para atender aos requisitos do mercado e 47% delas pretendiam
receber atendimento em design.
Para o presidente da FIEC, Jorge Parente Frota Júnior, o CID cria
uma sinergia numa área extremamente competitiva. "Com o apoio
da Prefeitura e dos demais parceiros, vamos estimular a instalação
de empresas no centro, além de promover a capacitação
dos profissionais responsáveis por essas empresas."
Entre as linhas de atuação definidas para o centro, estão
a intermediação entre oferta e demanda de design; a prospecção
de mercados e identificação de novos negócios para
o design; a realização de estudos, pesquisas e desenvolvimento
de produtos de interesse coletivo e, em especial, equipamentos de mobiliário
urbano de acordo com as necessidades da cidade de Fortaleza; a capacitação
de recursos humanos em consonância com as demandas identificadas
em Fortaleza e a articulação conjunta com os agentes financeiros
e organismos públicos e privados, nacionais e internacionais, objetivando
apoio e financiamento aos projetos e ações do CID.
Com relação às atribuições de cada
órgão, ficou definido que a Prefeitura Municipal de Fortaleza
ficará responsável por disponibilizar as instalações
físicas onde funcionará o CID em área física
de 300 m2, sendo que o espaço destinado a cada uma das empresas
incubadas no centro será de cerca de 12 m2. O Sebrae/CE ficará
com as ações relativas à capacitação
e treinamento das empresas de design abrigadas pelo CID.
O SENAI-CE ficará responsável pelo mobiliário, equipamentos
de informática, além de máquinas e equipamentos necessários
às oficinas que funcionarão no centro. Ao IEL-CE caberá
o dimensionamento da necessidade de pessoal de apoio/estagiários.
O Sistema FIEC exercerá ainda parte das ações necessárias
à integração do CID com o segmento empresarial cearense.
O Banco do Nordeste deverá disponibilizar o material didático,
bibliográfico, serviços de impressão gráfica
e reprografia necessários ao funcionamento do centro, bem como
facilitar o acesso ao crédito das empresas participantes.
Design... o que é?
O design é um instrumento para se agregar valor e para se encontrarem
diferenciais competitivos. Um processo de design é um processo
de inovação, que a cada dia vem sendo considerado como um
fator-chave para distinção entre empresas bem sucedidas
e empresas que ainda copiam produtos fabricados lá fora e, que
por isso, não terão condições para enfrentar
o competitivo mercado externo.
O designer de produto cria objetos de formas simplificadas ou arrojadas
para que possam ser melhor utilizadas. Ele pode criar todos os tipos de
objetos do mercado (fabricados em série), desde eletrodomésticos,
embalagens, carros, armas, vestuário, brinquedos, móveis,
etc.
O mercado na área do design está em expansão, principalmente,
em se tratando de concorrência entre grandes empresas, onde a função
do designer é essencial. Desde reduzir gastos para fabricação
de produtos manufaturados, pesquisar funcionalidades, formatos ergonômicos
ou até obter resultados visuais atrativos ou estritamente informativos
para embalagens, o designer participa a partir da necessidade de um novo
produto, até a sua concepção no mercado, acompanhando
de perto sua relação com o consumidor.
Fonte de pesquisa: http://www.terravista.pt/baiagatas/6197/desigfaz.htm
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