| RESUMO EXECUTIVO - Maio 2005 Em maio, a indústria de transformação cearense voltou a apresentar-se em retração, repetindo assim o mesmo quadro de declínio registrado em abril. Entretanto, quando comparado com os números de maio do ano passado e nos primeiros cinco meses de 2005, o desempenho do setor foi favorável. Essas foram as principais conclusões da pesquisa Indicadores Industriais de maio, realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará – INDI, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – FIEC, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria – CNI. Segundo revelou a apuração da pesquisa, a maioria das variáveis investigadas apresentou, em maio, resultados negativos, com quedas registradas para as vendas, exportações de produtos industrializados, salários líquidos e pessoal empregado. Entretanto, as horas trabalhadas e o nível médio de utilização dos equipamentos apresentaram ligeiro crescimento. Em maio, o faturamento da indústria de transformação cearense apresentou uma queda real de 1,43%, relativamente aos resultados de abril. As maiores reduções nas vendas foram consignadas pelas indústrias química (- 18,93%), calçados (- 14,35%), metalúrgica (- 13,17%) e têxtil (-12,28%). Contudo, foram registrados aumentos de vendas para as indústrias de produtos alimentares (+ 10,40%) e minerais não metálicos (+ 5,39%). Seguindo a redução das vendas, o pessoal empregado na indústria manufatureira do Estado acusou um declínio de 0,27% e os salários líquidos pagos foram reduzidos, em termos reais, em 0,78%, comparativamente aos valores registrados em abril. As horas trabalhadas, contudo, foram ampliadas em 0,46%. Em maio, a indústria cearense estava operando a 77,97% da capacidade instalada, nível praticamente semelhante ao obtido em abril (77,87%) e um pouco acima do valor registrado em maio do ano passado (76,35%). As exportações de produtos industrializados cearenses alcançaram, em maio, US$ 52,6 milhões, representando uma queda de 7,30% em relação ao valor registrado em abril (US$ 56,7 milhões). Em relação a maio do ano passado, entretanto, foi registrado um crescimento de 20,47%. Nos cinco primeiros meses de 2005, as vendas externas da indústria atingiram US$ 263,5 milhões, representando um crescimento de 12,12% em relação a igual período do ano passado. Vale acrescentar, conforme já comentado anteriormente, que quando comparam-se os número de maio deste ano, com os de maio do ano passado, os resultados para a indústria cearense são positivos. Nesse base de confronto, todas as variáveis apresentaram crescimento. As vendas aumentaram 0,93%, as horas trabalhadas ampliaram-se em 7,36%, o pessoal empregado expandiu-se em 5,74% e os salários líquidos cresceram 4,67%, em termos reais. De janeiro a maio deste ano, o quadro é igualmente favorável,
quando comparado com igual período de 2004. O faturamento e os
salários líquidos aumentaram 4,52% e 10,36%, em termos
reais, respectivamente. Acompanhando esse movimento positivo, o pessoal
total empregado foi expandido em 6,42% e as horas trabalhadas foram ampliadas
em 7,83%. Tabela
1
VALOR TOTAL DAS VENDAS O faturamento da indústria manufatureira cearense apresentou uma queda real de 1,43% em maio, comparativamente aos números registrados em abril. De acordo com os empresários pesquisados, esse resultado deveu-se a uma pequena retração do mercado, tanto interno como externo. Em maio, as maiores reduções nas vendas foram registradas para as indústrias química (- 18,93%), calçados (- 14,35%), metalúrgica (- 13,17%) e têxtil (- 12,28%). Nada obstante, foram anotados crescimentos reais para as vendas das indústrias de produtos alimentares (+ 10,40%) e minerais não metálicos (+ 5,39%). Por outro lado, convém registrar que, quando são comparadas as vendas de maio deste ano com maio de 2004, o resultado é ligeiramente positivo, com um crescimento real de 0,93% para o total da indústria cearense. Uma análise temporal um pouco mais abrangente revela que a indústria de transformação cearense tem apresentado um bom desempenho para suas vendas, ao longo de 2005. Assim, no período de janeiro a maio deste ano, o faturamento acusou uma expansão real de 4,52%, comparativamente a igual período do ano passado. Nessa base de comparação, destacaram-se os resultados positivos para as vendas das indústrias de produtos alimentares (+ 28,11%), metalúrgica (+ 16,72%), vestuário (+ 9,88%) e minerais não metálicos (+ 4,72%). Como informação adicional, registre-se que não só no acumulado de janeiro a maio, como para cada um dos cinco meses de 2005, comparativamente aos mesmos períodos de 2004, os resultados das vendas foram positivos. Tabela
2
PESSOAL EMPREGADO Em maio, o pessoal empregado na indústria manufatureira cearense apresentou um leve declínio, com uma redução de 0,27%, comparativamente aos números observados em abril. Segundo alguns informantes, esse resultado deveu-se aos desligamentos por diminuição da produção. As maiores quedas no pessoal empregado foram verificadas para as indústrias química (- 7,32%), calçados (- 1,75%), vestuário (- 1,36%) e têxtil (- 0,23%). Entretanto, foram anotados crescimentos para o pessoal empregado para as indústrias metalúrgica (+ 2,10%), produtos alimentares (+ 1,43%) e minerais não metálicos (+ 1,20%). Convém informar que essa pequena redução do pessoal empregado em maio, comparativamente a abril, não comprometeu o desempenho dessa variável num período de tempo um pouco maior. Assim, em relação a maio do ano passado, o pessoal empregado registrou um crescimento de 5,74%. Esse resultado é ainda mais significativo quando se toma o período de janeiro a maio desse ano, em relação a igual período de 2004. Nessa base de comparação, o pessoal empregado acusou um crescimento de 6,42%, com destaques para as expansões verificadas nas indústrias têxtil (15,68%), química (+ 8,57%), produtos alimentares (+ 5,67%) e vestuário (5,67%). Tabela
3
TOTAL DOS SALÁRIOS LÍQUIDOS PAGOS PELA INDÚSTRIA Em maio, os salários líquidos totais pagos na indústria manufatureira cearenses registraram uma leve redução (- 0,78%), comparativamente aos valores pagos em abril. Convém ressaltar que esse resultado foi determinado pelas diminuições de salários ocorridas nas indústrias de produtos alimentares (- 6,68%), calçados (- 2,54%) e vestuário (- 1,69%). As demais indústrias pesquisadas apresentaram crescimentos reais para essa variável, a exemplo dos aumentos verificados para as indústrias de minerais não metálicos (+ 4,43%), química (+ 2,79%), têxtil (+ 1,76%) e metalúrgica (+ 1,21%). Entretanto, quando são comparados os meses de maio deste ano com maio do ano passado, o resultado para os salários líquidos pagos é positivo, com aumento real de 4,67%. Esse número é ainda mais expressivo quando a comparação envolve o período de janeiro a maio deste ano, contra igual período de 2004. Nessa base de comparação, os salários líquidos pagos pela indústria cearense cresceram, em termos reais, 10,36%, com destaques para os aumentos verificados nas indústrias têxtil (+ 18,18%), minerais não metálicos (+ 13,16%), química (8,72%) e vestuário (+ 3,41%). Tabela
4
HORAS TRABALHADAS NA PRODUÇÂO Em maio, as horas trabalhadas na indústria de transformação estadual apresentaram uma expansão de 0,46%, relativamente ao total registrado em abril. Na opinião dos empresários pesquisados, esse leve aumento deveu-se ao maior número de dias trabalhados em maio e aumento de horas extras. Na verdade, as horas trabalhadas foi a única variável industrial que apresentou crescimento em maio. Assim, foram observados crescimentos para esse indicador para as indústrias metalúrgica (+ 5,22%), produtos alimentares (1,62%) e minerais não metálicos (+ 0,74%). Entretanto, foram registradas reduções nas horas trabalhadas para as indústrias química (- 2,38%), têxtil (- 2,08%), vestuário (- 1,25%) e calçados (- 1,24%). Por outro lado, comparando-se maio/2005 com maio/2004, as horas trabalhadas pela indústria cearense registraram um crescimento de 7,36%, com destaques para os resultados positivos apresentados pelas indústrias têxtil (+ 20,00%), química (+ 18,79%), vestuário (+ 8,60%) e calçados (+ 7,75%). Esse resultado positivo foi também registrado nos cinco primeiros meses desse ano, comparativamente a igual período de 2004. Nessa base de confronto, as horas trabalhadas pelo conjunto da indústria cearense apresentaram uma expansão de 7,83%, destacando-se as expansões verificadas nas indústrias química (+ 23,84%), têxtil (+ 17,78%), vestuário (+ 10,08%) e calçados (+ 8,34%). Tabela
5 UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA
Vale acrescentar que a indústria têxtil cearense vem operando perto do seu limite de produção. Em maio, a referida indústria estava utilizando seus equipamentos, em média, a 92,02% da capacidade instalada. Nos últimos cinco anos, salvo exceções isoladas de novembro/2002, abril/2003 e janeiro/2005, a indústria têxtil tem operado sempre acima do índice de 90% da capacidade instalada. Por outro lado, as demais indústrias pesquisadas estavam trabalhando, em maio, com um índice mais baixo de utilização dos equipamentos, como foi o caso das indústrias de minerais não metálicos (75,98%), produtos alimentares (75,45%), metalúrgica (74,52%) e vestuário (74,46%). Tabela
6 Tabela
7 Sumário Metodológico As informações aqui apresentadas resultam de levantamento feito em oito setores de maior representatividade da indústria de transformação cearense. Executa-se mensalmente, utilizando um plano de cobertura amostral correspondente ao mínimo de 50% do número de empregados da indústria, segundo o cadastro da RAIS. Foram escolhidas variáveis relacionadas com a atividade produtiva e comercial das empresas. Neste boletim, estamos apresentando o agregado da indústria de transformação referente ao mês de maio de 2005. As informações aqui apresentadas são passíveis de modificações, posteriormente, caso se registrem alterações nos dados fornecidos pelas empresas pertencentes à amostra. Os índices aqui reproduzidos são deflacionados pelo Índice
de Preços no Atacado, conceito Oferta Global - IPA/OG, Indústria
de Transformação, produzidos pela Fundação
Getúlio Vargas, para valores comerciais, e pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, para a Região
Metropolitana de Fortaleza, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística/IBGE, para os custos da mão-de-obra. |