25.05.2012

Indústria comemora seu dia hoje sem ter muito o que celebrar, diz Skaf

A indústria comemora o seu dia hoje, mas em termos de resultados não parece ter muito o que celebrar. De acordo com a última pesquisa da Fiesp e do Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), divulgada no dia 15 deste mês, a indústria da transformação abriu apenas 48 novos postos de trabalho em abril registrando, com isso, o pior desempenho do setor desde 2006.

 

”Não há muito o que comemorar. Com as medidas tomadas pelo governo neste ano, a indústria de transformação tende a apresentar alguma melhora somente no segundo semestre. Por isso, nossa previsão é que o crescimento da indústria neste ano seja zero”, diz o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

 

E com uma variação de 0% frente a 2011, as perspectivas para os próximos meses também não parecem ser lá muito promissoras, devendo permanecer desta maneira até o próximo ano.

 

“Tivemos a menor variação da série histórica desde 2006, com a criação de 18 mil postos de trabalho e isso é muito pouco. Acreditamos que as medidas do governo deverão ajudar, mas apenas serão sentidas, de fato, em 2013”, diz Skaf.

 

Mais competitividade
Para o presidente da Fiesp, uma boa maneira de resolver os problemas da indústria brasileira, que ainda sofre com a concorrência dos importados, está no aumento da competitividade do setor e na adoção de medidas mais pontuais pelo governo.

 

Segundo ele, se o País resolver esses problemas, a indústria certamente terá melhores condições gerar empregos e riquezas, não importando, por exemplo, o que está acontecendo na zona do Euro, China, ou qualquer país.

 

“Não podemos resolver os problemas dos outros países, temos que resolver os nossos. Por isso, ao invés de ações pontuais, defendo que o governo deveria atacar os problemas que afetam a competitividade brasileira primeiro”, diz.

 

Pacotes mais amplos
E o representante da indústria segue com suas sugestões. Para ele, o País precisaria apostar em pacotes maiores e mais duradouros, que beneficiassem todos os setores e não apenas alguns selecionados.

 

“Se todos os meses acontecerem eventos que aumentem a competitividade do Brasil, em um ano, dois anos, estaremos em outro cenário”, acredita Skaf.

 

 

Fonte: InfoMoney