14.05.2012

Ceará em Comex

Ceará exporta 1,1% a mais no primeiro quadrimestre de 2012, mas balança segue deficitária

A balança comercial cearense segue deficitária em US$ 308,2 milhões. Já a balança comercial brasileira segue superavitária em US$ 3,3 bilhões. No comparativo histórico dos últimos dez anos, o saldo comercial cearense apresentou o maior déficit do período. Os números fazem parte da pesquisa Ceará em Comex, estudo estatístico do comércio exterior cearense elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), a partir da fonte do sistema AliceWeb do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Nos primeiros quatro meses de 2012, o Ceará exportou 1,1% a mais que o mesmo período de 2011. Esse percentual é inferior ao crescimento das exportações brasileiras, de 4,5%, e inferior ao crescimento da região Nordeste, de 15,7%.

Quanto ao valor exportado e ao valor importado pelo Ceará de janeiro a abril de 2012, é o maior dos últimos dez anos. O Ceará permanece na 16ª posição dentre os estados brasileiros exportadores e na quinta posição dentre os nordestinos.

Os cinco principais setores exportadores cearenses – calçados, couros, castanha de caju, ceras vegetais e fruticultura –  são responsáveis por 74,3% do total exportado pelo estado até abril de 2012. O setor de calçados permanece como o principal exportador, apresentando uma variação positiva de 2,3% quando comparado ao mesmo período de 2011. O de ceras vegetais apresentou crescimento de 71,3%.

Nos primeiros quatro meses de 2012, os dez principais produtos exportados pelo Ceará representam 68,6% do valor total exportado no estado. Dentre os principais produtos exportados destacam-se couros/peles, bovinos, com variação positiva de 161,4%; ceras vegetais, com alta de 71,3%, e melões frescos. Destaque também para castanha de caju, fresca ou seca, que permanece como o principal produto exportado pelo estado, apesar de sofrer uma variação negativa de 18,7% no valor total exportado quando comparado ao mesmo período de 2011.

Dentre os países-destino das exportações cearenses, destaca-se a Hungria, com crescimento de 1.821,4%. Tal crescimento deve-se, principalmente, ao aumento das exportações  no setor de couros/peles. Dentre os blocos econômicos/regiões, a África se destaca com variação positiva de 74,7% na comparação entre os quadrimestres 2012/2011, seguida pelo Oriente Médio, com alta de 60,5%, e Oceania, com 41,3%. Já o Mercosul – forte bloco econômico para o estado – sofre queda de 25% na participação.

O Porto do Pecém, Porto de Fortaleza (Mucuripe) e o Aeroporto de Fortaleza são responsáveis pelo escoamento de 84,3% do valor exportado pelo estado. O Porto de Parnamirim (RN) e o Aeroporto do Rio de Janeiro se destacam entre os corredores das exportações com crescimento respectivo de 500% e 521,7%.

Importações
O crescimento das importações cearenses até abril de 2012 (22,6%) é superior ao crescimento das importações brasileiras (7,4%) até abril de 2011. O primeiro quadrimestre de 2012 apresenta queda de 23,6% nas importações cearenses. Destaque para as importações de outros grupos eletrogeradores de energia eólica oriundas da Itália, com crescimento de 1.681,0%; gás natural liquefeito, oriundas da Nigéria e do Catar, com crescimento de 194,3%; barras de ferro/aço, laminados quente, dentadas etc., oriundas da Turquia, com crescimento de 704,8%; e laminados de ferro/aço, a frio, oriundas da China e dos Estados Unidos, com crescimento de 241,9%.

Outros trigos e misturas de trigo com centeio para semeadura permanecem como o principal produto importado pelo estado até abril de 2012. O segmento de ferro e aço é o principal setor importado pelo estado, com crescimento de 82,7%. Merece ainda destaque o crescimento de 236,6% nas importações do setor de combustíveis e óleos minerais.

Dentre os países-origem das importações cearenses destacam-se: Equador, com crescimento de 1.5827,3%, devido, principalmente, às importações de óleos de dendê, em bruto; e Austrália, com crescimento de 1.503,1%, devido às importações de laminados de ferro/aço, quente, e inseticidas e seus componentes.


Mais informações, Eduardo Bezerra, superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN)
(85) 3421 5475 / 3421 5421.
Assessoria de Comunicação Sistema FIEC
(85) 3421 5435 / 3421 5434