Terminais
de carga investem na expansão
O Ceará tem, atualmente, três canais de saída para as mercadorias
vendidas para o exterior: o Porto do Mucuripe, o Porto do Pecém e o terminal
de cargas do Aeroporto Pinto Martins. Todos registraram, através de sua
movimentação de carga, o aumento nas exportações
do Estado no primeiro quadrimestre do ano, comparando com o mesmo período
do ano passado. No Porto do Pecém, que detém o maior fluxo (mais
de 60% das vendas externas de todo o Estado passaram por lá), o aumento
foi de 27%. As exportações, até abril, foram de 119.584
toneladas de produtos cearenses. Já no Porto do Mucuripe, o aumento das
vendas externas foi de 10%, segundo a coordenadora comercial Telma Leite da
Companhia Docas do Ceará (empresa que administra o porto). Os principais
produtos responsáveis pelo crescimento, segundo ela, foram o camarão,
o granito e a castanha de caju. E no Aeroporto Pinto Martins, cuja pauta de
produtos é formada por frutas, pescados, flores e calçados, o
aumento registrado foi de 22% com um total de 1.007.278 quilos de mercadorias
exportadas até abril.
Contando com a continuação de expansão das vendas externas,
os terminais estão com medidas para aumentar a capacidade de carga e
incrementar a movimentação. No Porto do Mucuripe, está
previsto o aumento do calado (profundidade) de 10 para 13 metros, permitindo
que navios maiores atraquem. A previsão é de que a obra seja iniciada
ainda este ano e fique pronta em 2005.
No Aeroporto Pinto Martins, onde já existe uma câmara fria com
capacidade para 560 metros cúbicos (usada pelos exportadores de flores),
uma nova será construída com quase o dobro da capacidade: 1.003,32
metros cúbicos. A obra faz parte da substituição do atual
terminal de cargas provisório por um definitivo com espaço para
sete aeronaves e capacidade de movimentação de cinco milhões
de quilos por mês - dez vezes maior que a atual. A estimativa, segundo
a Infraero, é de que tudo fique pronto até 2007.
Nos dois portos também está em andamento a adequação
às novas normas de segurança estabelecidas pela Organização
Marítima Internacional (IMO), que foram criadas após os atentados
terroristas nos Estados Unidos, em setembro de 2001, e entrarão em vigor
a partir de 1º de julho. A previsão é de que ambos estejam
totalmente prontos para atender às exigências no próximo
mês. Fonte: O Povo
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