Agronegócio
já chega a 5,6% do PIB cearense
A cadeia produtiva do agronegócio do Ceará tem participação
de 5,6% na formação do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.
Além dos produtos tradicionais, líderes da pauta de exportações,
como amêndoas de castanha de caju, lagosta e cera de carnaúba,
outros produtos estão abrindo mercados para exportações,
como mel natural, sucos de frutas, pimenta, camarão, frutas frescas e
flores. A participação do País, na formação
do PIB, é de 10,2%. Nas exportações, o agronegócio
brasileiro tem participação de 42%, enquanto o do Ceará
chega a 52%.
As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$
30,6 bilhões em 2003. O crescimento foi de 23,3% sobre 2002, cujo montante
atingiu US$ 24,8 bilhões. O volume representou, também, 41,9%
das exportações totais do País, gerando saldo (exportações
menos importações) de US$ 25,8 bilhões, 27% a mais comparando
com 2002.
Os números foram apresentados, ontem, pelo presidente da Federação
da Agricultura do Ceará, José Ramos Torres de Melo, durante o
lançamento da PEC Nordeste 2004, na Superintendência Estadual do
Banco do Brasil.
Na apresentação do panorama da agropecuária brasileira,
Torres de Melo Filho informou que o agronegócio movimenta, anualmente,
R$ 711,73 bilhões e somente a agropecuária participa com R$ 154,43
bilhões, representando 10,2% do PIB nacional.
O percentual sobe, se forem incluídos outros segmentos ligados ao campo,
chegando a 33,8% somando a participação de máquinas, insumos
e matrizes animais.
A balança comercial do agronegócio alcançou saldo recorde
de US$ 25,8 bilhões, superior ao superávit de 2002, de US$ 20,3
bilhões. Carnes - incluindo bovina, suína e frango - foram os
principais destaques das exportações, além dos produtos
florestais e a soja.
O setor de carnes, cujas vendas cresceram 31% - de US$ 3,1 bilhões para
US$ 4,1 bilhões - foi responsável por 17% do aumento das exportações
do País no ano passado.
As exportações de carne bovina "in natura" registram
crescimento de 48,7%, saindo de US$ 776 milhões para US$ 1,54 bilhão,
e de frango "in natura" cresceu 28%, passando de US$ 1,3 bilhão
para US$ 1,7 bilhão. Fonte: Diário do Nordeste
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