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Presidente da FIEC Dr. Roberto Macêdo
Pronunciamento do Presidente da CNI, Dr. Carlos Eduardo Moreira Ferreira
 
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Roberto Macêdo é empossado na Presidência na FIEC
Fiec à Altura das Exigências Econômico-Sociais - Plano a quatro mãos pela mudança na área
CNI faz coro pela redução
Novo presidente da Fiec pretende ampliar representatividade da indústria
Presidente da CNI reafirma necessidade de controle do gasto público
Fiec empossa novo presidente
Um exemplo e um desafio da Fiec
Macedo assume Fiec com proposta de reunificação
Roberto Macedo assume presidência da FIEC
Diminuição da carga tributária é meta de Macêdo
 

Roberto Macêdo é empossado na Presidência na FIEC

Luiz Carlos Cabral de Morais

A harmonia da Orquestra de Câmera do SESI, que recepcionou os convidados na solenidade de posse do novo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Roberto Proença de Macêdo, não é privilégio
exclusivo dos músicos e do repertório musical apresentado durante a cerimônia, ocorrida no dia 18 de setembro de 2006.

Além da boa música, harmoniosa é também a proposta de reunificação defendida por Roberto Macedo, que recebeu aplausos efusivos de todos os presentes. O novo presidente pretende fazer da união o marco de sua gestão, direcionando suas ações à frente do Sistema FIEC, nos próximos quatro anos, e inaugurando um novo tempo para a Federação.

Roberto Macêdo homenageou o ex-presidente da FIEC, Luiz Esteves Neto, apontando o empresário como fonte de inspiração de sua gestão na luta em prol da união dos sindicatos que compõem a Casa
Roberto Macedo: Sem a redução da carga tributária, não resolveremos o problema da sonegação da Indústria. Para ele, ao fortalecer a Federação, os sindicatos serão
fortalecidos, o que aumentará a força competitiva da indústria
cearense.

“Outro pilar fundamental do nosso foco é o trato da carga tributária.

Sem a redução da carga tributária, não resolveremos o problema dasonegação. E o maior concorrente do empresário socialmente responsável é o sonegador de impostos”, observou.

Segundo o presidente, a diminuição do valor dos impostos, além de promover a justiça social, tornará a informalidade “menos atraente”. “Só teremos justiça social quando muitos estiverem pagando pouco, ao invés de poucos pagando muito”, arrematou.

Roberto Macedo, ao mesmo tempo, prestou homenagem ao ex-presidente, Jorge Parente Frota Júnior, e ao seu pai, José Dias de Macedo, ao utilizar o seu testemunho. “Conheço Jorge Parente há mais de três décadas... Como empresário, revelou-se eficiente na gestão de negócios e cumpridor eficaz de suas responsabilidades. Como líder classista, galgou, por seus méritos, a presidência da FIEC por dois mandatos, onde exerceu sua liderança com muita garra na condução da organização que congrega a indústria cearense”.

“Jorge, faço minhas estas palavras do José Macedo”, afirmou.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, destacou pontos altos da economia cearense. “O turismo, a fruticultura irrigada, a floricultura, os setores têxtil, de confecções e de processamento de alimentos, o projeto da Siderúrgica, o Porto do Pecém, os estaleiros navais, a interiorização das empresas industriais, e muitos outros empreendimentos produtivos, permitem, numa visão prospectiva, antever o Ceará como um dos principais pólos de desenvolvimento do Nordeste”.

Moreira Ferreira afirmou que a FIEC tem desempenhado papel relevante, tanto no processo de industrialização do Ceará, como na edificação do modelo confederativo de representação da indústria nacional. Segundo ele, Roberto Macêdo irá ratificar a imagem galgada pela FIEC, ao longo dos anos, por meio de suas ações, garantindo a continuidade de um trabalho sério.

O ex-presidente Jorge Parente agradeceu o apoio recebido durante sua gestão e elogiou o novo presidente. Segundo ele, o sistema sindical patronal industrial do Brasil cresce por ter o industrial do Grupo J. Macêdo na liderança da Federação. Encerrando, Jorge Parente fez ainda uma breve retrospectiva de suas ações e do crescimento econômico do Estado durante os dois mandatos consecutivos que exerceu na FIEC.

A solenidade de posse de Roberto Macêdo contou com as presenças do presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira; vice-governador do Ceará, Francisco de Queiroz Maia Júnior; presidente da Assembléia Legislativa do Estado, Marcos Cals; secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Régis Dias, representando o governo Estado; presidente da Câmara Municipal, Tim Gomes; comandante da 10ª Região Militar de Fortaleza, Sérgio Domingos; reitor da UFC, René Barreira; reitor da Uece, Jáder Onofre de Morais; presidente do BNB, Roberto Smith; deputado federal e presidente licenciado da CNI, Armando Monteiro Neto; além presidentes de federações de indústrias do país, entre muitas outras autoridades.

Conheça a nova Diretoria Plena:

Presidente: Roberto Proença de Macedo; 1º vice-presidente: Ivan Rodrigues Bezerra; vice-presidentes: Carlos Roberto Carvalho Fujita, Pedro Alcântara Rego de Lima e Wânia Cysne Medeiros Dummar; diretor administrativo: Affonso Taboza Pereira; diretor financeiro: Álvaro de Castro Correia Neto; diretor administrativo adjunto: José Moreira Sobrinho; diretor financeiro adjunto: José Carlos Braide Nogueira da Gama.
Diretores: Verônica Maria Rocha Perdigão, Abraão Sampaio Sales, Antônio Lúcio Carneiro, Cândido Couto Filho, Flávio Barreto Parente, Francisco José Lima Matos, Geraldo Bastos Osterno Júnior, Hercílio Helton e Silva, Jaime Machado da Ponte Filho, José Sérgio França Azevedo, Júlio Sarmento de Meneses, Manuel Cesário Filho, Marco Aurélio Norões Tavares, Marcos Veríssimo de Oliveira, Raimundo Alves Cavalcanti Ferraz e Pedro Jorge Joffily Bezerra.

Conselho Fiscal: efetivos - Frederico Hosanan Pinto de Castro, José Apolônio de Castro Figueira e Vanildo Lima Marcelo; suplentes - Hélio Perdigão Vasconcelos, Fernando Antônio de Assis Esteves e José Fernando Castelo Branco Ponte.

Delegados Representantes Junto à CNI: efetivos - Roberto Proença de Macedo e Jorge Parente Frota Júnior; suplentes - Manuel Cesário Filho e Carlos Roberto Carvalho Fujita.

Fiec à Altura das Exigências Econômico-Sociais - Plano a quatro mãos pela mudança na área fiscal

Carlos Eugênio

Um plano a quatro mãos, na forma de um fórum fisco-contribuinte de caráter permanente, envolvendo o governo e os empresários, buscando caminhos para contribuir com a simplificação do sistema tributário e viabilizar a redução da carga de impostos, reduzir a informalidade, a sonegação, e permitir que todos paguem menos tributos. Esta é a missão do novo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Proença de Macedo, para os próximos quatro anos à frente da entidade. Empossado na noite de ontem, em substituição ao

empresário Jorge Parente, Macedo disse que assume a liderança da entidade sem ambição, mas convicto de que a reunificação da Federação - dividida por ocasião das últimas eleições - e a reestruturação do atual sistema de gestão serão condições necessárias para “recolocar a Fiec à altura das exigências econômicas, sociais e políticas dos novos tempos”.

Nesse sentido, Macêdo disse que pretende estimular o interesse de participação dos empresários, abrindo caminho para que os industriais passem a freqüentar o quinto andar, o andar da diretoria. “A Casa é nossa, a Fiec é dos industriais, temos que exercitar a participação de todos e vamos começar agora”, exclamou o novo presidente.

Roberto Macedo assume convicto da reunificação na entidade de classe industrial
Para ele, não há entidade forte, sem sindicatos fortes, sem profissionalismo. Em seu discurso, preparado anteriormente, Macedo destacou que pretende adotar uma estrutura empresarial para gerir a instituição, de forma a liberar os diretores da Casa para a ação mais focada no desenvolvimento dos setores que representam.

Em tom conciliador, Macedo falou que é amigo de todos na Fiec, que não encontra arestas ao seu nome e que “nada como braços abertos para abertos para recebê-los e começarmos um trabalho juntos.

DESTAQUE - Em noite de festa, de casa cheia, e diante de representantes de todos os segmentos políticos, econômicos, sociais e militares, o novo presidente destacou a pessoa e administração de Jorge Parente. Usando as palavras do pai, o também industrial José Dias Macedo, Roberto Macedo salientou a obstinação de Jorge Parente pelo trabalho, a eficiência de sua gestão e sua liderança classista. Primeiro a falar, Parente despediu-se com um rápido balanço de suas realizações, mas com muitos agradecimentos a todos os que o apoiaram ao longo de sete anos de sua administração.

Fonte: Diário do Nordeste - 19.09.2006

Novo presidente da Fiec pretende ampliar representatividade da indústria

Fortaleza - Fortalecer a representatividade e a união dos industriais cearenses em torno de ações estratégicas que promovam a inovação, aumentem a competitividade dos produtos e as exportações do Ceará, preservem os recursos naturais e melhorem a qualidade de vida do trabalhador. Essas são as metas da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), que tomou posse na noite de ontem na sede da instituição, em Fortaleza.

Segundo o novo presidente da instituição, Roberto Proença de Macedo, uma das idéias é ampliar as alianças com organizações e centros de conhecimento para que a indústria cearense alcance padrões internacionais de qualidade e competitividade. Isso, disse Macedo, será resultado da valorização das vocações regionais.

Em seu discurso de posse, ele destacou que um dos entraves ao desenvolvimento da indústria cearense é a elevada carga tributária. E garantiu que a Fiec atuará junto ao poder público para simplificar o sistema tributário, o que ajudará o país a elevar a base de contribuintes e combater a informalidade. "Só teremos justiça social quando tivermos muitos pagando pouco e não poucos pagando muito", afirmou o empresário, durante a cerimônia que reuniu mais de 300 pessoas.

Antes de transmitir o cargo ao sucessor, o ex-presidente da Fiec, Jorge Parente Frota Júnior, disse que uma das marcas da sua administração foi a articulação da

Presidente eleito da Fiec, Roberto Proença de Macedo (E), recebe os cumprimentos do presidente da CNI indústria cearense para garantir o desenvolvimento econômico do estado. Entre as diversas ações da Federação nesse sentido, Jorge Parente destacou a instalação de um posto avançado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) na sede da Fiec, que liberou R$ 2,6 bilhões para a modernização e a ampliação das empresas do estado.

Além disso, a atuação da Fiec contribuiu para alavancar as exportações do Ceará, que passaram de US$ 500 milhões para cerca de US$ 1 bilhão ao ano dos últimos quatro anos. Parente, que é presidente do Conselho Temático Permanente de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também lembrou as iniciativas da Fiec área de gestão ambiental e na área cultural. "Estimulamos a gestão socialmente responsável nas empresas", disse Jorge Parente.

Participaram da cerimônia de posse da diretoria da Fiec, o presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, o vice-governador do Ceará, Francisco de Queiroz Maia Júnior, o presidente da Assembléia Legislativa do Estado, Marcos Cals, o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Régis Dias, o deputado federal e presidente licenciado da CNI, Armando Monteiro Neto, e outros convidados.

Fonte: Agencia CNI - 19.09.2006

Presidente da CNI reafirma necessidade de controle do gasto público

Fortaleza - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, disse que a indústria brasileira tem sido uma protagonista do processo de mudanças ocorrido no Brasil. "Esse processo, no entanto, ainda está longe do estágio necessário para que possamos considerar o país apto a competir como gostaríamos. Há uma agenda de reformas inconclusa", afirmou Moreira Ferreira em discurso na posse da nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), realizada na noite de ontem (18), em Fortaleza.

Ele lembrou que a CNI, com o apoio das Federações e das Associações de Indústrias, trabalha ativamente para a concretização das reformas estruturais necessárias à modernização e ao aumento da competitividade dos produtos

brasileiros. Uma das ações nesse sentido é o documento Crescimento, a Visão da Indústria. "O documento analisa dez prioridades decididas em votação por mais de mil representantes de sindicatos de empresas industriais, que estiveram reunidos, no final de junho, em Brasília", disse Moreira Ferreira.

Entre essas prioridades, disse o presidente da CNI, está a redução do gasto público. "A política econômica tem insistido na manutenção dos juros altos, do câmbio valorizado e, sobretudo, de uma carga tributária insuportável, com tendência a crescer para atender um dispêndio publico excessivamente elevado e

Moreira Ferreira: Brasil precisa atacar as raízes das políticas que inibem o crescimento

ineficiente", afirmou Moreira Ferreira. "O Brasil precisa atacar as raízes das políticas que inibem o crescimento.

Entre essas prioridades, disse o presidente da CNI, está a redução do gasto público. "A política econômica tem insistido na manutenção dos juros altos, do câmbio valorizado e, sobretudo, de uma carga tributária insuportável, com tendência a crescer para atender um dispêndio publico excessivamente elevado e ineficiente", afirmou Moreira Ferreira. "O Brasil precisa atacar as raízes das políticas que inibem o crescimento. Isso implica enfrentar a agenda da eficiência e da diminuição dos gastos públicos", alertou o presidente da CNI.

A nova diretoria da Fiec é comandada pelo empresário Roberto Proença de Macedo. A posse reuniu mais de 300 convidados na sede da instituição, em Fortaleza. Além de Moreira Ferreira, participaram da cerimônia, o vice-governador do Ceará, Francisco de Queiroz Maia Júnior, o presidente da Assembléia Legislativa do Estado, Marcos Cals, o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Régis Dias, e o deputado federal e presidente licenciado da CNI, Armando Monteiro Neto.

Fonte: Agencia CNI - 19.09.06

Macedo assume Fiec com proposta de reunificação

Novo presidente vai comandar a entidade nos próximos quatro anos

A reunificação da Federação, reforma estatutária da entidade, fortalecimento das cadeias produtivas e descentralização, além da atração de novos investimentos para o Estado, são bandeiras defendidas pelo novo presidente da Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), Roberto Proença de Macedo, empossado no cargo ontem à noite, durante concorrida solenidade no auditório Waldyr Diogo.
Em seu discurso de posse, Roberto Macedo, disse que planeja reunir os integrantes da Diretoria Plena para traçar um plano de trabalho pautado na distribuição de tarefas, respeitando a competência de cada um dos membros da equipe. “Só podemos nos fortalecer, se atuarmos em conjunto”, disse Macedo, que pretende incentivar a participação dos 38 sindicatos filiados, para que eles se tomem mais atuantes e representativos.
No que diz respeito ao cenário externo, o presidente empossado da Fiec tem posições definidas. Em relação aos impostos que incidem sobre o empresariado estadual, Roberto Macedo declarou que a alta carga tributária está fazendo um grande mal à economia do Estado e que será importante a atuação efetiva e conjunta dos sindicatos para a redução das alíquotas. Ele aposta, ainda, na defesa do meio ambiente como estratégia de atuação das indústrias do Ceará.
Sobre a política industrial do Estado, o novo presidente da Fiec afirmou que a entidade vai continuar junto com o governo, trabalhando “a quatro mãos”, buscando caminhos e soluções para os problemas do cotidiano.
“A atual política industrial do Ceará precisa de alguns ajustes, para que possamos avançar e estabelecermos uma posição necessária para os momentos certos, uma vez que a política é dinâmica, o mundo é dinâmico e temos que estar sempre acompanhando e preparados para isso”, ressaltou.
Por sua vez, ao passar o comando da instituição para seu sucessor, Jorge Parente Frota Júnior manifestou seus agradecimentos aos que contribuíram para o êxito de seus sete anos de gestão, destacando o crescimento das exportações e da economia cearense como um todo, no período, superando, inclusive, a média nacional.

Fonte: O Estado - 19.09.06

CNI faz coro pela redução

Ampliando o coro contra a carga tributária, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira defendeu ontem, na sede da Fiec, o anúncio de medidas que permitam reduzir os tributos e ampliar a competitividade das empresas, já como primeiros atos do futuro presidente da República.

Ao empossar o novo titular da Casa da Indústria cearense, Ferreira falou que o País precisa de reformas urgentes e consistentes.

“Não podemos continuar remendando a política econômica, de tributo em tributo, aumentando alíquotas aqui e ali. Precisamos nos adequar ao ponto que vivemos. O Brasil tem pressa”, alertou o presidente da CNI, ao defender reformas tributária, da Previdência Social e política, urgentes.

PIB — “O ministro Furlan (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) está apontando com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em torno de 4%. Isso é muito modesto”, criticou Ferreira. Para ele, o Pais precisa atacar as raízes das políticas que inibem o crescimento, precisa perseguir a agenda da eficiência, enfrentando os gastos públicos e reduzindo as taxas de juros. (CE)

Eduardo Moreira Ferreira: País requer reformas urgentes e consistentes
 

Fonte: Diário do Nordeste - 19.09.2006

Um exemplo e um desafio da Fiec

VERTICAL S/A

Jocélio Leal

O exemplo: desde ontem oficialmente ex-presidente da Federação das Indústrias (Fiec), Jorge Parente, deixou uma boa nova para a Casa. O Laboratório de Metrologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (LMS-CE), em Maracanaú, teve seu processo de acreditação autorizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Assim, tornou-se o primeiro laboratório na Área Dimensional acreditado pelo Inmetro no Ceará. Instalado desde 2004, o LMS-CE trabalha na calibração de instrumentos de medição dimensional, tais como micômetros, paquímetros, peneiras de classificação para granulometria, pente de rosca, entre outros de nome igualmente esquisitos, porém, tecnicamente fundamentais. Na prática, a acreditação aumenta o peso do Senai como difusor de tecnologia e pessoal qualificado para a indústria cearense.

O desafio: tome-se como exemplo o caso da Faculdade Senai/Cetiqt, do Rio de Janeiro, que criou o quinto curso superior para a cadeia da moda: o de Administração, com habilitação em Negócios de Confecção e Varejo de Moda, já aprovado pelo MEC. O primeiro vestibular de Administração será realizado em dezembro, com 240 vagas. O curso será noturno, com duração de quatro anos. Haverá ainda mais 550 vagas para os cursos de Design de Moda, Tecnólogo em Modelagem, Artes com habilitação em Indumentária e Figurino e Engenharia Industrial Têxtil. A Faculdade Senai/Cetiqt, além de laboratórios e plantas pilotos que reproduzem todo o ambiente do mercado têxtil e de confecção, oferece 300 alojamentos para alunos de outros estados, com áreas de lazer para vários esportes - do tênis à natação, passando pelo futebol, vôlei e basquete. Na 14ª edição do Guia do Estudante da Editora Abril, foi avaliado como muito bom, recebendo quatro estrelas.

O caso fluminense é um exemplo de como costurar bem a necessária e quase sempre difícil aliança entre academia e mercado, uma política que, a propósito, avançou bastante na gestão encerrada ontem. A desenvoltura da Faculdade Senai no Rio remete ao necessário reforço acadêmico nesta área no Ceará. O Ceará foi um dos primeiros estados do País a criar um curso de estilismo e moda, ainda em 1994. Foi o primeiro em universidade pública. Bem mais recentemente a Marista entrou no segmento - há três anos - como graduação tecnológica. O Curso da UFC é enquadrado pelo MEC como um curso de design de moda, mas permanece ligado ao Centro de Ciências Agrárias. Mais que uma inadequação, um indício de que merece mais atenção. Investir na qualificação do setor têxtil. Eis um bom desafio para a gestão de Roberto Macêdo.

O setor têxtil e de confecção, que tanto sofre com a concorrência global - lícita (porém desleal) e também a clandestina - é o terceiro empregador na indústria de transformação, com alegado 1,65 milhão de trabalhadores em todo o País. A maioria mulheres. O faturamento no ano passado foi de nada menos do que US$ 32 bilhões, segundo dados da Associação do setor, a Abit.

Fonte: Jornal O Povo - 19.09.2006

Fiec empossa novo presidente

Fortalecimento da instituição, abertura de novos mercados para produtos cearenses e redução da carga tributária são algumas das metas do novo presidente da Fiec, Roberto Macêdo, que pretende "dar continuidade aos avanços da gestão de Jorge Parente"

Wânia Caldas da Redação

O quadriênio 2006-2010 na Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) será marcado pelo fortalecimento e pela reunificação da instituição. Quem afirma é o presidente Roberto Proença de Macêdo, que tomou posse ontem juntamente com a nova diretoria plena e o novo conselho fiscal. "Nos últimos quatro anos houve uma divisão na Fiec e isso não nos interessa. Uma das principais metas é promover a reunificação o mais rápido possível", diz.

Entre as prioridades do presidente também estão a abertura de novos mercados para os produtos cearenses, facilitando o trabalho da micro e pequena empresa, e a busca por uma menor carga tributária, através da sensibilização dos governos. "Vamos lutar por uma alíquota de imposto menor para haver mais arrecadação e menos sonegação. O ideal é que muitos paguem pouco em vez de poucos pagarem muito", explica.

O empresário do Grupo J. Macêdo, que saiu vitorioso da disputa com os empresários Hermano Franck (Chaves Mineração) e Orlando Siqueira (Kibrita) na eleição do dia 17 de agosto com 19 dos 38 votos, afirma que é imprescindível melhorar a representatividade dos sindicatos que atualmente compõem a Federação, atrair novos associados e buscar uma maior profissionalização da instituição. "Queremos uma estrutura de caráter empresarial. Vamos tratar a Fiec como uma empresa e buscar resultados mensuráveis", explica. E para atingir tal objetivo, o novo presidente recriará o cargo de superintendente geral do sistema Fiec, que engloba, entre outras entidades, o Serviço Social da Indústria (Sesi-CE), Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-CE) e o Instituto Euvaldo Lodi (Iel-CE). O cargo ficará com o empresário Paulo Fontenele.

Roberto Macêdo, que preferiu "não entrar no mérito de indicadores por enquanto", diz que o momento é de "arregaçar as mangas e trabalhar" para dar continuidade aos avanços externos promovidos pela gestão de Jorge Parente.

Já o ex-presidente da Fiec, que ficou à frente da Federação por sete anos (1999-2006), diz que a expectativa para os próximos quatro anos é "muito boa". "Roberto Macêdo tem muita experiência na área industrial e existe a certeza de que teremos uma boa gestão. O nome dele por si só já é uma forte solidificação para o setor".

Crescimento marca gestão

A gestão Jorge Parente foi encerrada com a previsão de crescimento industrial no Estado de 5,5% para este ano. O índice se deve, em parte, à expansão da indústria cearense de 7,2% de janeiro a maio de 2006, em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Brasil e o Nordeste registraram 3,35%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 4,8% enquanto o crescimento nacional foi de 3,2%, comparado ao mesmo período de 2005, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Parte desse resultado se deve ao crescimento da indústria, principalmente no Interior.

Outros destaques da gestão da Fiec nos últimos sete anos são o crescimento das exportações do Estado (de US$ 370 milhões em 1999 para US$ 900 milhões em 2005), aumento do número de itens exportados (808 em 2005, 9,6% a mais que em 2004), e diversificação de destinos dos produtos cearenses, que passaram de 78 para 138 entre 1996 e 2005, reduzindo a dependência em relação ao mercado norte-americano.

O ex-presidente da entidade, Jorge Parente acrescenta que a injeção de recursos de instituições como BNDES e BNB e a administração compartilhada foram importantes ganhos de sua gestão. "Conseguimos inserir a Fiec na sociedade através de uma linha corporativa de participação ampla, além disso registramos números recordes no que se refere à capacitação profissional e alfabetização de crianças e adultos". (WC)

Fonte: Jornal O Povo - 19.09.2006

Roberto Macedo assume presidência da FIEC

Atração de novos investimentos; redução da carga tributária; reunificação da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC); reforma do estatuto da entidade e descentralização dentro do Sistema FIEC. A partir de hoje (18/09), essas propostas começam a ser trabalhadas pelo novo presidente da FIEC, Roberto Proença de Macedo (foto). A posse solene da nova diretoria ocorre às 19h, no auditório Waldyr Diogo, térreo do edifício Casa da Indústria.

Para o novo presidente, a atração de novos investimentos deverá ser pautada na inovação e desenvolvimento tecnológico das empresas, qualificação da mão-de-obra e aprimoramento do atual modelo de incentivos fiscais. Ainda na área tributária, Roberto Macedo afirma que os elevados impostos estão fazendo um grande mal à economia cearense e destacou a importância da atuação efetiva e conjunta dos sindicatos para a redução das alíquotas.

Durante os próximos quatro anos à frente da FIEC (2006-2010), o empresário do Grupo J.Macedo pretende reunificar a entidade, valorizando os 38 sindicatos e, conseqüentemente, alavancando as cadeias produtivas do Estado. “Só podemos nos fortalecer se atuarmos em conjunto”, alerta. Em relação à reforma no estatuto da Federação, a idéia é modernizar: “Temos um estatuto antiquado e precisamos partir de imediato para uma adaptação aos tempos modernos”, defende o novo presidente.

Roberto Macedo planeja reunir os integrantes da Diretoria Plena para traçar um plano de trabalho calcado na distribuição de tarefas, respeitando a competência de cada um dos membros da equipe. Ele irá adotar um novo modelo de gestão para o Serviço Social da Indústria do Ceará (SESI-CE), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI-CE) e Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL-CE). Para tanto, está criando o cargo de superintendente geral do Sistema FIEC, em substituição ao posto de superintendente técnico, a cargo do empresário Paulo Rubens Fontenele Albuquerque.

Macedo será o 9o presidente da FIEC, ao longo dos 56 anos da entidade. Composta pelo Serviço Social da Indústria do Ceará (SESI-CE), Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria do Ceará (SENAI-CE) e Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL-CE), a FIEC é uma das mais importantes instituições do setor produtivo cearense. Já presidiram a instituição Waldyr Diogo de Siqueira (1950 a 1962), Thomaz Pompeu de Sousa Brasil Netto (1962 a 1970), José Raimundo Gondim (1967 a 1970), Francisco José Andrade de Silveira (1971 a 1977), José Flávio Costa Lima (1977 a 1986), Luiz Esteves Neto (1986 a 1992), Fernando Cirino Gurgel (1992 a 1999) e Jorge Parente Frota Júnior (1999 a 2006)

Serviço:
Posse da Diretoria Plena e Conselho Fiscal
Data: 18/9/2006 - 19h
Local: Auditório Waldyr Diogo de Siqueira - Casa da Indústria
End: Av. Barão de Studart, 1980

Veja quem tomará posse

DIRETORIA PLENA ELEITA
Presidente:
Roberto Proença de Macedo;
1º vice-presidente: Ivan Rodrigues Bezerra;
vice-presidentes:
Carlos Roberto Carvalho Fujita, Pedro Alcântara Rego de Lima e Wânia Cysne Medeiros Dummar;
Diretor Administrativo:
Affonso Taboza Pereira;
D iretor Financeiro:
Álvaro de Castro Correia Neto;
Diretor administrativo adjunto:
José Moreira Sobrinho;
Diretor Financeiro Adjunto:
José Carlos Braide Nogueira da Gama.

DIRETORES:
Verônica Maria Rocha Perdigão, Abraão Sampaio Sales, Antônio Lúcio Carneiro, Cândido Couto Filho, Flávio Barreto Parente, Francisco José Lima Matos, Geraldo Bastos Osterno Júnior, Hercílio Helton e Silva, Jaime Machado da Ponte Filho, José Sérgio França Azevedo, Júlio Sarmento de Meneses, Manuel Cesário Filho, Marco Aurélio Norões Tavares, Marcos Veríssimo de Oliveira, Raimundo Alves Cavalcanti Ferraz e Pedro Jorge Joffily Bezerra.

CONSELHO FISCAL:
Efetivos:
Frederico Hosanan Pinto de Castro, José Apolônio de Castro Figueira e Vanildo Lima Marcelo;
Suplentes: Hélio Perdigão Vasconcelos, Fernando Antônio de Assis Esteves e José Fernando Castelo Branco Ponte.

DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO À CNI:
Efetivos:
Roberto Proença de Macedo e Jorge Parente Frota Júnior
Suplentes:
Manuel Cesário Filho e Carlos Roberto Carvalho Fujita.

PROGRAMAÇÃO:

I. JARDINS DA CASA DA INDÚSTRIA
RECEPÇÃO ÀS AUTORIDADES - Grupo Musical do SESI

II. AUDITÓRIO WALDYR DIOGO
RECEPÇÃO AOS CONVIDADOS - Orquestra de Câmera do SESI
1. ABERTURA DA SOLENIDADE
1.1 Abertura pela cerimonialista
1.2 Formação da Mesa de Honra
1.3 Execução dos Hinos Nacional e do Ceará

2. DISCURSO

2.1 Presidente da FIEC, Jorge Parente

3. POSSE DA DIRETORIA
3.1 Indicação Nominal da Diretoria
3.2 Formalização da Posse pelo Governador do Estado do Ceará

4. HOMENAGEM
4.1 À Sra. Nadja Frota, pela Diretoria da FIEC

5. DISCURSOS
5.1 Presidente da FIEC, Roberto Macêdo
5.2 Presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira

6. ENCERRAMENTO DA SOLENIDADE · Discurso do Governador do Estado, Lúcio Alcântara.

7. COQUETEL - Jardins da Casa da Indústria

Fonte: FIEC On-line - 18.09.06


Diminuição da carga tributária é meta de Macêdo

O novo presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, quer fortalecer os sindicatos da entidade e combater a elevada carga tributária

O industrial Roberto Proença de Macêdo assume hoje, a presidência da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), para o quadriênio 2006-2010. Desde 1999, a entidade estava sob a liderança de Jorge Parente Frota Júnior. A cerimônia ocorre às 19 horas, no auditório Waldyr Diogo da Casa da Indústria (na avenida Barão de Studart, 1980). Na ocasião, também tomarão posse a nova diretoria plena e o novo conselho fiscal da entidade. O evento contará, entre outras autoridades, com a presença do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira.

Roberto Macêdo, empresário do Grupo J. Macêdo e vice-presidente de Assuntos Internacionais da Fiec na gestão que se encerra, tem como principais propostas a reunificação da Federação e o fortalecimento dos 38 sindicatos que compõem a entidade. "Tendo sindicatos fortes, também teremos uma Fiec forte", ressalta. Macêdo destaca a intenção de ampliar a base de associados dos sindicatos, dando mais representatividade aos mesmos.

Outra bandeira da sua administração, explica Roberto Macêdo, será a profissionalização da Fiec, com profissionais do mercado à frente da parte operacional da Federação. Assim como a descentralização das responsabilidades e atividades. "Queremos dar uma característica de administração empresarial à entidade", reforça. Ainda na meta de profissionalização, Macêdo recriará o cargo de superintendente geral do sistema Fiec, que engloba, entre outras entidades, o Serviço Social da Indústria (Sesi-CE), Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-CE) e o Instituto Euvaldo Lodi (Iel-CE). O cargo de superintendente ficará com o empresário Paulo Fontenele.

Além dos muros da Casa da Indústria, Macêdo quer reduzir a carga tributária sobre o setor industrial, trabalhando em cima das cadeias produtivas. "Vamos discutir com os próximos governos formas de reduzir as alíquotas dos impostos, que são exorbitantes", avalia. Outros focos do novo presidente da Fiec são difundir o conceito de responsabilidade social entre os industriais cearenses e expandir as fronteiras das empresas do Estado no comércio internacional.

Além de Roberto Macêdo, presidiram a Fiec Waldyr Diogo de Siqueira (1950 a 1962), Thomaz Pompeu de Sousa Brasil Netto (1962 a 1970), José Raimundo Gondim (1967 a 1970), Francisco José Andrade de Silveira (1971 a 1977), José Flávio Costa Lima (1977 a 1986), Luiz Esteves Neto (1986 a 1992), Fernando Cirino Gurgel (1992 a 1999) e Jorge Parente Frota Júnior (1999 a 2006). (Oswaldo Scaliotti)
Fonte: Jornal O Povo - 18.09.06


Discurso do Presidente da FIEC Roberto Macêdo

Autoridades aqui presentes, Luiz Esteves Neto.

Deixei a citação do amigo Luiz Esteves por último porque a ele quero render uma homenagem especial.

Luiz Esteves nos dá a honra de ser patrono da nossa Diretoria.

Os companheiros de Diretoria e eu estamos sensibilizados com o grande esforço que você está fazendo para estar nesta solenidade, numa demonstração do seu amor por esta Casa e por todos os que a compõem.

Amigo Luiz, você é símbolo da união do empresariado industrial do Ceará.

Inspirados em você, reafirmamos neste momento a nossa promessa de buscar a reunificação da nossa FIEC o mais rapidamente possível.

Luiz, todos nós que aqui estamos e que lhe queremos muito bem rogamos a Deus para que continue lhe dando muita força neste momento de provação.

Meus companheiros de diretoria, com quem tenho a satisfação de estar assumindo o comando da FIEC.

Minha esposa, meus filhos, meus netos, meu pai, meus irmãos, parentes e amigos.

Senhoras e Senhores

Boa noite.

Inicio minhas palavras neste momento invocando a Deus como fazia Santo Inácio de Loiola, fundador da ordem dos Jesuítas onde fui educado na juventude.

“Senhor, que eu conheça, que eu aceite e que eu cumpra a Tua vontade”

1

Estou aqui sem nunca ter tido a ambição de ser Presidente da FIEC.

Aceitei candidatar-me à Presidência da nossa Federação atendendo a um chamado da maioria dos representantes do empresariado industrial do Ceará.

Este chamado significa um desafio, entendido como missão, para a reunificação da nossa entidade e para o avanço do seu processo de modernização.

Assumo esse honroso cargo para o cumprimento dessa missão e, reafirmo, é por isso que estou aqui !

2

Durante a campanha tivemos oportunidade de ouvir, observar e registrar idéias emitidas pelas mais diversas vertentes de pensamento do nosso meio. Os percalços que dificultaram o processo eleitoral, que ocorreram até a última sexta-feira, nos orientam no sentido de promovermos uma profunda e imediata reforma dos nossos Estatutos.

O nosso companheiro Orlando Siqueira, que também foi candidato a Presidente, encabeçando a Chapa 2, já nos ofereceu uma proposta que deverá ser analisada e discutida.

É nossa intenção aproveitar a sua contribuição no que ela se adequar aos objetivos da reestruturação do atual sistema de gestão, para colocar a FIEC à altura das exigências econômicas, sociais e políticas dos novos tempos.

3

O papel da Federação das Indústrias do Estado do Ceará na contribuição ao desenvolvimento das nossas empresas, dos nossos sindicatos e do nosso Estado requer, antes de tudo, o fortalecimento de sua representatividade.

E para melhorar esta representatividade torna-se indispensável que sejamos capazes de aumentar o interesse dos industriais pelos seus sindicatos e, consequentemente, ampliar a participação dos seus respectivos setores na nossa Federação.

Na minha convivência nesta Casa tenho observado que existe uma inibição de muitos dos nossos companheiros industriais em freqüentar o quinto andar, o andar da Diretoria.

A Casa é nossa, a FIEC é dos industriais, temos que exercitar a participação de todos e vamos começar agora!

A nossa diretoria irá às empresas e aos sindicatos, utilizando este convívio para uma troca permanente de idéias que levem os empresários a participarem e discutirem problemas e projetos, como companheiros e aliados e não como concorrentes.

Entendo que com essa aproximação reduziremos os preconceitos, aumentaremos a confiança mútua, aprenderemos mais, sairemos do isolamento, superaremos o individualismo e teremos mais união.

Assim, fortaleceremos a nossa Federação, os nossos sindicatos e aumentaremos nossa força competitiva.

4

Para o cumprimento da nossa missão, a diretoria que ora assume, trabalhará a fim de aumentar o grau de profissionalização da gestão da FIEC, qualificando ainda mais os seus profissionais, para um melhor desempenho das suas tarefas administrativas cotidianas.

Elevando o nível de profissionalização da gestão e adotando uma estrutura empresarial para nossa Instituição, o tempo dos diretores será liberado para a ação focada no desenvolvimento dos setores que representam, numa atuação mais estratégica e menos operacional, assegurando assim o fortalecimento dos respectivos sindicatos.

5

Ao olharmos o Sistema FIEC nos orgulha ver que já possuímos muitos e variados instrumentos que nos asseguram uma base sólida de competências em favor da superação dos nossos desafios.

SESI – Serviço Social da Indústria

SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

CIN – Centro Internacional de Negócios

INDI – Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará

IEL – Instituto Euvaldo Lodi

FIRESO – Instituto de Responsabilidade Social

Estes e outros são os instrumentos que serão incentivados a continuar com suas expressivas contribuições para inovações em produtos e processos, expansão das nossas exportações, apoio e busca de novas oportunidades de negócios, qualificação das pessoas e melhoria das condições sociais dos trabalhadores da indústria e de seus familiares, principalmente quanto à qualidade educacional e valorização cultural.

6

Continuaremos cultivando o excelente relacionamento que a FIEC sempre teve com a Confederação Nacional da Indústria e, como prova disso, estamos hoje aqui contando com a prestigiosa presença dos nossos amigos, o presidente Dr. Carlos Eduardo Moreira Ferreira e o presidente licenciado, Deputado Federal Armando Monteiro.

Agradecemos também as ilustres presenças dos presidentes e demais representantes das Federações...

A propósito, teremos a partir de agora, na CNI, o empenho e o dinamismo do novo vice-presidente, nosso companheiro Jorge Parente da Frota Júnior, que, assim como fez pelo Ceará em nossa Federação, muito poderá realizar pelo Brasil na nossa entidade nacional.

Gostaria agora de falar um pouco do nosso companheiro e amigo Jorge Parente. Vou usar algumas palavras de um jovem de 87 anos, José Dias de Macêdo, que sempre se expressa de forma simples e sincera. Quero com isso, reconhecer as qualidades do Jorge e homenagear o meu pai:

“Conheço o Jorge Parente há mais de três décadas. Ele é obstinado pelo trabalho e sempre coloca muita energia em tudo o que faz, gozando de excelente memória, grande inteligência e facilidade de expressão. Como empresário, revelou-se eficiente na gestão de negócios e cumpridor eficaz de suas responsabilidades. Como líder classista galgou, por seus méritos, a presidência da FIEC por dois mandatos, onde exerceu sua liderança com muita garra na condução da organização que congrega a indústria cearense. Aí, Jorge expandiu as atividades da Federação, dinamizando várias áreas de importância para a indústria e para a sociedade cearense. Fez articulações com a CNI, onde exerceu funções em diversos colegiados, e promoveu contatos que aproximaram fontes de financiamento para as empresas cearenses. Congregou industriais e políticos do nosso Estado para defender programas e projetos relevantes em prol dos interesses do desenvolvimento sustentável do Ceará”.

Jorge, faço minhas estas palavras do José Macêdo.

7

Ampliaremos as alianças com todos os órgãos do Sistema S, com universidades, centros de pesquisas, com grandes instituições, empresas, agências de desenvolvimento e Organizações Não-governamentais do País e do exterior.

Assim, potencializaremos nossos recursos, buscando alcançar o estágio requerido pelos padrões mundiais de qualidade e competitividade.

8

Temos uma forte crença na destacada responsabilidade da FIEC como legítimo agente do desenvolvimento das cadeias produtivas do Ceará, através da promoção do setor industrial, que é o maior impulsor do conjunto da economia. Esta é a forma mais eficaz de contribuição dos industriais para a melhoria da qualidade de vida da nossa gente.

Com vistas a reduzir as fortes desigualdades de crescimento e valorizar as vocações econômicas regionais, o processo de interiorização industrial no nosso Estado, que já vem sendo perseguido e aplicado pelos últimos governos estaduais, será um dos pilares da nossa gestão.

O setor industrial do Ceará conta com algumas indiscutíveis vantagens comparativas, tais como um potencial humano invejável – com inteligência, criatividade e disposição para o trabalho; uma boa infra-estrutura portuária e aeroportuária, de logística, de utilidades e de serviços; bem como uma localização geográfica privilegiada de acesso aos grandes mercados externos.

É certo que temos muito o que melhorar em termos de gestão, tecnologia e inovação, para obtermos vantagens competitivas.

Para aumentar nossas vantagens e reduzir nossas deficiências é imperioso fomentarmos uma mobilização conjunta e permanente do empresariado, dos governos, das universidades, das lideranças políticas e da sociedade.

Trabalharemos igualmente pela complementação e implantação de uma política industrial adequada à capacidade empreendedora do cearense e que continue influenciando a atração de novos investimentos nacionais e internacionais.

9

Outro pilar fundamental do nosso foco é o trato da carga tributária. Sem a redução da carga tributária não resolveremos o problema da sonegação. E o maior concorrente do empresário socialmente responsável é o sonegador de impostos.

Por isso, atuaremos fortemente para contribuir com a simplificação do sistema tributário e a redução da carga de impostos, com o intuito de viabilizar as atividades empresariais e alargar a base de contribuintes, tornando a informalidade menos atraente.

É desejável que criemos um sistema específico de diálogo sobre a questão tributária, na forma de um fórum fisco-contribuinte de caráter permanente.

O Ceará já demonstrou que isso é possível quando no início do Pacto de Cooperação, em 1992, então coordenado pelo meu irmão Amarílio, o governo do Estado e alguns setores da economia exercitaram a realização de parcerias que obtiveram como fruto uma substancial redução de alíquotas de impostos com um grande aumento na arrecadação gerada por esses setores.

Essas são condições necessárias ao exercício de um compromisso social básico das empresas para com a sociedade: o pagamento de impostos justos.

Só teremos justiça social quando muitos estiverem pagando pouco ao invés de poucos pagando muito!

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Cuidaremos também das condições que dêem sustentabilidade ao desenvolvimento, respeitando o meio ambiente e integrando a indústria com todos os demais setores. Queremos nossas florestas recuperadas, riachos e lençóis freáticos despoluídos e chaminés limpas.

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É ainda propósito da nossa diretoria, trabalhar para estimular a elevação da auto-estima e do orgulho de ser cearense.

A sociedade do Ceará pode estar certa de que continuará a ter na Federação das Indústrias um espaço plural e acolhedor para os debates de interesse do nosso Estado e do Brasil.

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Em nome da nossa diretoria, agradeço a todos os companheiros que participaram da nossa campanha e se empenharam na nossa eleição, por acreditarem na possibilidade da união e da modernização da nossa Entidade.

Agradeço igualmente aos que nos honraram com o seu voto e aos que, mesmo não tendo votado em nossa chapa, exercitaram com decência o direito de escolha e aceitaram com espírito democrático o veredicto das urnas.

Quero saudar a todos aqueles que fazem o Sistema FIEC e, neste momento, agradecer aos que cuidaram para que essa festa fosse coroada de êxito, proporcionando um ambiente alegre e acolhedor

Por fim, agradeço a todos os que aqui vieram prestigiar e abrilhantar esse momento em que se estabelece uma nova etapa para nossa instituição, FIEC. Momento, este, carregado de esperanças de um futuro melhor para todos e para o nosso País.

Concluo minhas palavras invocando novamente a Deus, em nome de todos, parafraseando Santo Inácio de Loiola:

“Senhor, que conheçamos, que aceitemos e que cumpramos a Tua vontade”.

Muito obrigado.


Pronunciamentodo Presidente da CNI, Dr. Carlos Eduardo Moreira Ferreira

Senhoras e Senhores,

É sempre uma gratificante oportunidade poder estar mais uma vez no Ceará.

Ao longo de nossa história, o povo cearense revelou indomável coragem e espírito libertário, enfrentando as adversidades do clima e da terra e participando de grandes momentos da luta pela independência e pela defesa dos direitos humanos. A postura de vanguarda dos cearenses está eternamente marcada na corajosa antecipação em quatro anos da própria Lei Áurea, concitando o País a eliminar a Escravidão.

São também inquestionáveis as conquistas alcançadas pelo Estado do Ceará nos últimos anos. Ocupando 1,7% do território brasileiro, tornou-se a 14ª economia nacional, e a 3ª maior da Região Nordeste, com significativo crescimento de seu Produto Interno Bruto, que tendo como base o ano de 1985, cresceu anualmente em um ritmo acima da média nacional e regional, com incremento de aproximadamente 80%, no período 1985-2004.

O turismo, a fruticultura irrigada, a floricultura, os setores têxtil, de confecções e de processamento de alimentos, o projeto da Siderúrgica, o Porto do Pecém, os estaleiros navais, a interiorização das empresas industriais, e muitos outros empreendimentos produtivos, permitem, numa visão prospectiva, antever o Ceará como um dos principais pólos de desenvolvimento do Nordeste.

Coube à Federação das Indústrias do Estado do Ceará - a nossa FIEC -, desde a sua fundação, prestar uma notável contribuição à vida econômica deste Estado, tanto na mobilização de novos investimentos, como na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento industrial.

Pelo relevante papel desempenhado pela FIEC, tanto no processo de industrialização do Ceará, como na edificação do modelo confederativo de representação da indústria nacional, sinto-me particularmente feliz em estar aqui, participando deste solene momento de sucessão de sua Diretoria.


Senhoras e Senhores,

Minha satisfação é maior ainda, pois esta sucessão ocorre entre duas figuras de indiscutível destaque no cenário deste Estado e do universo empresarial brasileiro, que são JORGE PARENTE FROTA JUNIOR e ROBERTO PROENÇA DE MACEDO.

À frente da Federação, JORGE PARENTE revelou-se um dinâmico e criativo administrador, conduzindo o Sistema FIEC a um elevado patamar técnico de eficiência operacional, marcando sua gestão com inúmeras iniciativas em favor do desenvolvimento industrial do Estado, a par do incremento dos serviços prestados pelo SESI, SENAI e IEL.

De nossa convivência como companheiro, de vários anos, na Diretoria da CNI e na Presidência do Conselho Temático de Responsabilidade Social da Entidade, pudemos extrair seus exemplos de dedicação, competência e sensibilidade em relação às questões nacionais que envolvem os interesses da Indústria e a promoção do bem estar e da melhoria da qualidade de vida da comunidade, de modo geral.

Felizmente para todos nós, ao transmitir o cargo de Presidente da FIEC, JORGE PARENTE continuará nas mesmas importantes funções na CNI, prosseguindo, assim, com maior intensidade, com a sua contribuição à Indústria e ao País.

ROBERTO PROENÇA DE MACEDO, por sua vez, é a garantia da continuidade desse trabalho sério, que, pela sua importância para o presente e para o futuro do Ceará, tem nele um competente e firme defensor.

ROBERTO MACEDO revela-se não somente um empresário e líder sindical de reconhecida capacidade, mas também um cidadão extremamente preocupado com as grandes questões nacionais e, ainda, uma figura humana de grande sensibilidade social.

Sua condução à Presidência da FIEC nos dá a mais absoluta convicção de que reeditará, nessa nova missão, o sucesso já alcançado em todas as suas atividades.

Prezados Companheiros

O Brasil encontra-se em meio a um importante processo de mudança estrutural, que se iniciou há quase duas décadas e que segue transformando a economia e a sociedade brasileira. As mudanças que ocorreram, e que continuam ocorrendo, vêm transformando o País numa sociedade mais aberta e democrática e, também, proporcionaram a criação de uma economia mais competitiva, com maior grau de dinamismo.

A indústria brasileira tem sido um protagonista ativo do processo de mudanças no País. A sua, por vezes até surpreendente, capacidade constante de adaptação às condições da chamada era do conhecimento e da economia globalizada tem sido intensa, e manifesta-se na crescente inserção de nossas empresas industriais no mercado mundial e na expansão das exportações de manufaturados de maior conteúdo tecnológico.

As transformações econômicas sofridas pelo Brasil nos últimos anos, mediante reformas estruturais apenas parcialmente realizadas e a estabilidade monetária conseguida a partir da implementação do Plano Real, em 1994, - estabilidade que é apenas um dos condicionantes do desenvolvimento sustentável e que deve, pois, ser preservada, mas não tornar-se um fim em si mesma - criaram, sem dúvida, um novo ambiente econômico e possibilitaram, embora ainda com muitas carências, maior potencial de crescimento e adaptação às exigências do mercado.
Este processo, no entanto, ainda está longe de haver atingido o estágio necessário para que possamos considerar o País apto a competir como gostaríamos. Há, todavia, uma ampla Agenda de Reformas inconclusa.

Com o apoio das Federações de Indústrias, das Associações Setoriais da Indústria e do empresariado brasileiro, temos trabalhado ativamente pela concretização das reformas constitucionais e de medidas indispensáveis à modernização das estruturas produtivas do País, para assegurar à empresa nacional isonomia competitiva em relação aos concorrentes estrangeiros.

No próximo mês, teremos eleições gerais para renovação dos quadros dirigentes do País.

Não podemos perder de vista que tão ou mais importante que a escolha do próximo Presidente da República e dos Chefes dos Executivos Estaduais são as eleições para a recomposição do Poder Legislativo, mais especialmente do Congresso Nacional.

Para essas próximas eleições, a exemplo do que ocorreu anteriormente, a CNI elaborou, com ampla consulta às suas bases, o documento "Crescimento - A Visão da Indústria", que já foi dado a conhecer à sociedade brasileira, através da mídia, há alguns dias atrás, conforme certamente sabem os companheiros aqui presentes.

O documento analisa dez prioridades decididas em votação por mais de mil representantes de sindicatos de empresas industriais, reunidos no final de junho em Brasília, durante o Primeiro Encontro Nacional da Indústria. São elas: redução do gasto público; tributação; infra-estrutura; financiamento; relações do trabalho; desburocratização; inovação; educação; política comercial e meio ambiente. Não há hierarquia na ordem desses temas: todos são primordiais.

A nossa tese central é a de que o Brasil precisa se desenvolver de forma consistente e sustentável. O pressuposto básico é que a política macroeconômica deve criar um ambiente geral favorável aos negócios e aos empreendedores.

São praticamente impossíveis o desenvolvimento sustentável e os investimentos quando os juros básicos da economia são persistentemente superiores às taxas médias de retorno dos setores produtivos.

A política econômica governamental - e não falo apenas do atual governo - tem insistido na manutenção de juros altos, do câmbio

valorizado e, sobretudo, de uma carga tributária insuportável, com tendência a crescer, para atender um dispêndio público excessivamente elevado e ineficiente. Como sabemos, tal política vem nos levando ao desperdício das oportunidades trazidas por uma forte expansão da economia global nos anos recentes.

O Brasil precisa atacar as raízes das políticas que inibem o crescimento. Isto implica enfrentar a agenda da eficiência e da diminuição dos gastos públicos, apressando a indispensável redução da taxa de juros.

Sem dúvida, é uma prova da maturidade política do País que a CNI ofereça suas propostas de desenvolvimento aos candidatos ao Executivo e ao Legislativo, com a expectativa de que sejam incorporadas aos programas de governo.

Nos nossos contatos com os candidatos devemos clamar pelo enfrentamento dos grandes desafios nacionais. Os brasileiros merecem vivenciar uma época com um desenvolvimento à altura de suas legítimas aspirações.


Senhoras e Senhores,

Ao concluir, cumprimento a todo o empresariado do Ceará, na pessoa do Companheiro JORGE PARENTE, a quem expresso o reconhecimento da CNI pelo seu trabalho em favor da indústria brasileira.

Congratulando-me com o Companheiro ROBERTO MACEDO e os demais membros da sua Diretoria pela sua posse, desejo afirmar-lhes que podem contar com a CNI, como sua aliada na busca da competitividade da indústria e do desenvolvimento do Ceará e do Brasil.

Por fim, saúdo uma vez mais a todos os presentes e ao laborioso povo cearense, na certeza de que, unidos, todos nós, brasileiros de todos os recantos deste País, saberemos vencer, com patriotismo e trabalho, as dificuldades que hoje se apresentam para conseguirmos fazer do Brasil a nação efetivamente justa e generosa para nossos filhos e netos, que tanto almejamos.

Muito obrigado.