Sistemas abertos devem trabalhar mais próximo dos códigos comerciais até que as diferenças entre eles se tornem quase invisíveis
O que vem ai para o Linux? A resposta para essa pergunta não é simples, porque o sistema não é uma entidade única, mas uma galáxia de implementações e possibilidades. A versão kernel 2.6.27.4 da ferramenta, está no centro de todas as transformações no mundo do código aberto e, aos poucos, vira um novo produto.
Duas forças em particular impulsionam as mudanças no Linux. Uma tenta criar um sistema dentro de um padrão, mais previsível para desenvolvedores e usuários. A outra busca alavancar a plataforma a partir de uma abertura geral do código fonte, vista como forma através de entregar inovação aos usuários. Ambas possibilidades apontam para miríade de ofertas múltiplas.
"Nesse ponto reside um dos objetivos do Ubuntu Linux", diz Mark Shuttleworth, fundador da Canonical, que oferece suporte comercial para a variante popular do sistema que teve uma versão especificamente desenvolvida e classificada como um passo em direção da unificação. A idéia por traz dessa ação é permitir que usuários instalem codecs multimídia sem suporte ou intermediários comerciais.
Tais esforços fazem do Ubuntu uma porta de entrada para o Linux no desktop. A distribuição do sistema "Netbook Remix", por exemplo, foca o mercado emergente de netbook, onde o sistema operacional ainda precisa de integração de hardware e interface de usuário preparada para serem aceitos.
Auto-regulador
O mercado de servidores - o maior e mais rentável da Linux - continua a amadurecer e expandir. Ubuntu, Fedora e SUSE são líderes no número de usuários, embora muitas outras ferramentas têm suporte ativo e são utilizadas também.
Nesse contexto, a Red Hat canaliza esforços para impulsionar a adoção de sistemas de código aberto como uma forma tornar virtualização um processo mais acessível, servindo de alternativa para VMware e Windows Server.
A unificação do sistema operacional é uma filosofia por trás da distribuição do servidor do Ubuntu. Graças às ferramentas de rápido provisionamento, o servidor tem se destacado em sites de tráfego pesado como o Wikipedia.
Um ponto definido como importante é a necessidade de diretrizes sobre como as peças se encaixam dentro dos sistemas computacionais pensando em um contexto futuro. Quem lida mais diretamente com esse contexto de padronização é a Linux Foundation. A entidade criou o Linux Standard Base (LSB), suíte de ferramentas de teste para avaliar se um aplicativo é compatível entre outros distribuídos no mercado.
Dado a cultura de liberdade do Linux, ninguém está forçando ninguém a seguir o LSB, exceto no sentido de que o trabalho não compatível pode não ser tão transportável entre as marcas. Mas, se um aplicativo não funciona, há menos chance de ser adotado. Um fator limitador, mas provavelmente inevitável.
Outra área onde o LSB precisa progredir é oferecer verificação para aplicativos escritos em uma gama maior de ambientes interpretados. Uma boa leva de aplicativos Linux não é entregue de forma binária, mas rodam em Perl, Python, Java e Ruby.
Open source sustentaria computação em nuvem?
Cloud computing tem sido considerada uma maneira para demonstrar o poder do uso de código aberto. Caso a economia venha a congelar os gastos da área de TI, alguns gerentes de tecnologia podem recorrer aos recursos da nuvem, pagando por hora para lidar com a demanda. Ao acessar ao Amazon EC2, o mercado se conecta a um código Linux, Apache e Xen - Hypervisor que lida com quase todas as operações em cloud da empresa. O EC2 roda os arquivos importados no formato virtual Amazon Machine Image.
Winston Bumpus, presidente da Distributed Management Task Force (DMTF), que promove padronizações de tecnologias de negócios, disse que novos formatos em desenvolvimento tentam facilitar a identificação e o gerenciamento de conjuntos de arquivos virtuais e importá-los para o hypervisor que o usuário escolher. Em tal mundo, o código aberto da nuvem deve trabalhar mais próximo dos códigos comerciais até que as diferenças entre eles se tornem quase invisíveis.
Os arquivos, quando uma aplicação e um sistema operacional são unidos em um appliance virtual, "acabam com qualquer complexidade de instalação de código aberto, garantindo que as peças se encaixem e garantindo que você carregou os drivers certos", salienta Bumpus. "Eles eliminam a necessidade de ter todos aqueles especialistas".
Produtos bem integrados, interfaces mais simples e appliances virtuais oferecem uma saída contra essa muralha. Em uma reviravolta econômica, os casos de negócios que apóiam a adoção do uso de código aberto se fortalecem. Algumas empresas e governos têm achado que a combinação de preço, características e eficiência é irresistível. Se a economia piorar, outras também podem mudar de idéia.
Fonte: http://www.itweb.com.br/hotsites/opensource/noticias.asp?cod=53391
