O que esperar do Linux ?

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O que esperar do Linux ?

Mensagempor alexandre ceni » 05 Dez 2008 15:29

Sistemas abertos devem trabalhar mais próximo dos códigos comerciais até que as diferenças entre eles se tornem quase invisíveis
O que vem ai para o Linux? A resposta para essa pergunta não é simples, porque o sistema não é uma entidade única, mas uma galáxia de implementações e possibilidades. A versão kernel 2.6.27.4 da ferramenta, está no centro de todas as transformações no mundo do código aberto e, aos poucos, vira um novo produto.
Duas forças em particular impulsionam as mudanças no Linux. Uma tenta criar um sistema dentro de um padrão, mais previsível para desenvolvedores e usuários. A outra busca alavancar a plataforma a partir de uma abertura geral do código fonte, vista como forma através de entregar inovação aos usuários. Ambas possibilidades apontam para miríade de ofertas múltiplas.
"Nesse ponto reside um dos objetivos do Ubuntu Linux", diz Mark Shuttleworth, fundador da Canonical, que oferece suporte comercial para a variante popular do sistema que teve uma versão especificamente desenvolvida e classificada como um passo em direção da unificação. A idéia por traz dessa ação é permitir que usuários instalem codecs multimídia sem suporte ou intermediários comerciais.
Tais esforços fazem do Ubuntu uma porta de entrada para o Linux no desktop. A distribuição do sistema "Netbook Remix", por exemplo, foca o mercado emergente de netbook, onde o sistema operacional ainda precisa de integração de hardware e interface de usuário preparada para serem aceitos.
Auto-regulador
O mercado de servidores - o maior e mais rentável da Linux - continua a amadurecer e expandir. Ubuntu, Fedora e SUSE são líderes no número de usuários, embora muitas outras ferramentas têm suporte ativo e são utilizadas também.
Nesse contexto, a Red Hat canaliza esforços para impulsionar a adoção de sistemas de código aberto como uma forma tornar virtualização um processo mais acessível, servindo de alternativa para VMware e Windows Server.
A unificação do sistema operacional é uma filosofia por trás da distribuição do servidor do Ubuntu. Graças às ferramentas de rápido provisionamento, o servidor tem se destacado em sites de tráfego pesado como o Wikipedia.
Um ponto definido como importante é a necessidade de diretrizes sobre como as peças se encaixam dentro dos sistemas computacionais pensando em um contexto futuro. Quem lida mais diretamente com esse contexto de padronização é a Linux Foundation. A entidade criou o Linux Standard Base (LSB), suíte de ferramentas de teste para avaliar se um aplicativo é compatível entre outros distribuídos no mercado.
Dado a cultura de liberdade do Linux, ninguém está forçando ninguém a seguir o LSB, exceto no sentido de que o trabalho não compatível pode não ser tão transportável entre as marcas. Mas, se um aplicativo não funciona, há menos chance de ser adotado. Um fator limitador, mas provavelmente inevitável.
Outra área onde o LSB precisa progredir é oferecer verificação para aplicativos escritos em uma gama maior de ambientes interpretados. Uma boa leva de aplicativos Linux não é entregue de forma binária, mas rodam em Perl, Python, Java e Ruby.
Open source sustentaria computação em nuvem?
Cloud computing tem sido considerada uma maneira para demonstrar o poder do uso de código aberto. Caso a economia venha a congelar os gastos da área de TI, alguns gerentes de tecnologia podem recorrer aos recursos da nuvem, pagando por hora para lidar com a demanda. Ao acessar ao Amazon EC2, o mercado se conecta a um código Linux, Apache e Xen - Hypervisor que lida com quase todas as operações em cloud da empresa. O EC2 roda os arquivos importados no formato virtual Amazon Machine Image.
Winston Bumpus, presidente da Distributed Management Task Force (DMTF), que promove padronizações de tecnologias de negócios, disse que novos formatos em desenvolvimento tentam facilitar a identificação e o gerenciamento de conjuntos de arquivos virtuais e importá-los para o hypervisor que o usuário escolher. Em tal mundo, o código aberto da nuvem deve trabalhar mais próximo dos códigos comerciais até que as diferenças entre eles se tornem quase invisíveis.
Os arquivos, quando uma aplicação e um sistema operacional são unidos em um appliance virtual, "acabam com qualquer complexidade de instalação de código aberto, garantindo que as peças se encaixem e garantindo que você carregou os drivers certos", salienta Bumpus. "Eles eliminam a necessidade de ter todos aqueles especialistas".
Produtos bem integrados, interfaces mais simples e appliances virtuais oferecem uma saída contra essa muralha. Em uma reviravolta econômica, os casos de negócios que apóiam a adoção do uso de código aberto se fortalecem. Algumas empresas e governos têm achado que a combinação de preço, características e eficiência é irresistível. Se a economia piorar, outras também podem mudar de idéia.
Fonte: http://www.itweb.com.br/hotsites/opensource/noticias.asp?cod=53391
Alexandre Ceni
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Cinco razões que fazem o Ubuntu 9.10 melhor que o Windows 7

Mensagempor wtsilva@sfiec.org.br » 19 Nov 2009 08:39

Steven J. Vaughan-Nichols, da PC World/EUA
05-11-2009
Nova versão do Linux (e praticamente qualquer outra distribuição) faz tudo que se precisa no PC, por menos dinheiro e problemas.

Mesmo reconhecendo que a Microsoft fez um bom trabalho com o Windows 7, que o novo sistema operacional está mais leve e é mais seguro que as versões anteriores já lançadas pela empresa, o que faz, então, um grande número de usuários continuar preferindo usar o Linux (sem contar os novos adeptos) e defender a plataforma open source com unhas e dentes?
Se os motivos listados abaixo lhe soam repetitivos, é porque eles continuam a ser os principais atrativos do sistema operacional Linux que a Microsoft ainda não conseguiu vencer.

Segurança
Está provado: o Windows 7 é, realmente, o Windows mais seguro já criado pela Microsoft. Mas é melhor do que o Vista? Sim, é. Mais rápido do que o Windows XP? Hum… não muito. Ele conta com toneladas de aplicativos para ele? Sim.

Mas o Windows 7 vai continuar enfrentando a infindável batalha dos malwares e ainda carrega muito de um modelo de segurança a era pré-internet? Sim, infelizmente a resposta é sim.

É possível manter um PC com Windows seguro, a partir de hábitos seguros e munidos das ferramentas adequadas. Isto é um pouco mais fácil para aqueles usuários com mais experiência em computadores e que não se deixam enganar facilmente pelos novos truques que os criminosos virtuais vem empregando.

O problema é que nem todo mundo tem esse conhecimento e mesmo os que têm não querem passar o tempo todo atentos a esse tipo de situação, não querem ter de se preocupar se serão hackeados enquanto fazem compras na web ou ter de pensar duas vezes antes de visitar um site ou clicar em um link que chegue pelo correio eletrônico.

No Linux, felizmente, esses problemas simplesmente não existem e os usuários podem usar seus computadores sem este tipo de preocupação.

Preço
Ok. Aqui vamos nós, uma vez mais, entrar na discussão sobre preço. Temos o novíssimo Ubuntu 9.10 funcionando perfeitamente em um PC da HP com processador Intel Pentium IV de 1,4 GHz e meros 512 MB de memória RAM, equipamento comprado em 2000. Seria impensável – e impossível – rodar qualquer versão decente do Windows 7 nesse equipamento.

Mas vamos deixar a questão do hardware de lado por um momento e pensar no preço do software. A versão mais barata do Windows 7 (Home Basic Full), no Brasil custa 329 reais – não existe a opção de atualização, embora a Microsoft possa lançá-la no início do próximo ano. Em contrapartida, o preço do Ubuntu 9.10 é… zero. Basta baixá-lo, instalar e começar a usar.

Atualização mais fácil
Para atualizar o Ubuntu no PC mencionado acima, foram necessários os seguintes passos: baixar o arquivo e queimá-lo em um CD; iniciar o PC a partir deste disco e instalar o Ubuntu 9.10 nele. O tempo total para realizar isso foi inferior a uma hora.

A instalação do Windows 7 a partir do XP é um processo muito mais complexo e, em nossos testes, consumiu cerca de oito horas. Uma forma de encurtar esse processo é contar com o auxílio de alguns programas extras com o Windows Easy Transfer e o PCmover, além do disco de instalação do sistema operacional propriamente dito.

Definitivamente, esse não é um processo simples, a não ser que você goste muito de lidar com tecnologia e decida fazer isso por sua conta e risco. Se realmente quer usar o Windows 7, o melhor a fazer é comprar um PC novo já com o sistema operacional instalado.

Compatibilidade de hardware
Ainda existe uma ilusão persistente de que o Linux suporta apenas um limitado conjunto de periféricos. Este é um conceito totalmente incorreto. O Ubuntu Linux é capaz de lidar com praticamente qualquer hardware disponível no mercado. Tudo bem que existem alguns itens específicos, em particular algumas placas gráficas e chipsets, para os quais será necessário baixar um driver adicional para poder obter o melhor desempenho gráfico possível.

Mas o que isso tem a ver com a comparação entre o Windows 7 e o Ubuntu? Muito. Ainda que a Microsoft tenha feito um trabalho muito melhor no quesito suporte a hardware com o novo Windows do que vimos no Vista, ainda existem alguns falhas de suporte com relação a alguns dispositivos bem comuns.

Por exemplo, o problema de sincronização do iPhone com o Windows 7 que parece resultado de um combinação entre a versão 64 bits do novo sistema operacional e algumas placas-mãe de alto desempenho que utilizam o chipset Intel P55 Express.

Ou que tal isso: as impressoras da HP ainda não possuem drivers compatíveis com o Windows 7. As informações mais recentes da consultoria IDC dão conta de que a HP detém 54% do mercado norte-americanos de impressoras. É inacreditável

Aplicativos
O senso comum sugere que o Windows tem a vantagem de possuir o maior número de aplicativos disponíveis do que a plataforma Linux. E de fato tem, é fato.

Mas quantos desses os usuários realmente precisam e utilizam? É claro que se o que o usuário realmente precisa são recursos que só existem, digamos, no Adobe Photoshop, então ele não tem qualquer motivo de pensar em usar o Ubuntu nem qualquer outra distribuição Linux. Nesse caso, a pergunta seria: então por que não escolher rodas o Snow Leopard em um Mac? Mas esta é outra discussão.

Entretanto, com exceção de jogos, nada parece apontar em favor do sistema operacional da Microsoft. O Ubuntu (e várias outras distribuições também) vem com uma suíte de aplicativos de produtividade gratuita que faz praticamente tudo que o Office da Microsoft é capaz de fazer.

Quer um cliente de e-mail? O Outlook Express não vem mais com o Windows 7 (embora se ainda seja possível baixá-lo do site da Microsoft). Já o Ubuntu oferece o Evolution, um dos melhores utilitários de e-mail já desenvolvidos.

Precisa fazer backup do seu PC? As duas plataformas oferecem isso, mas apenas o Ubuntu proporciona um serviço online, o Ubuntu One, com 2 GB de capacidade disponível.

Caso necessite de uma ferramenta que não tenha vindo com a distribuição, basta visitar o Ubuntu Software Center, a “loja” do Ubuntu. As aspas estão aí porque tudo o que está lá é gratuito.

No caso do Windows, todo mundo conhece o caminho das pedras. Ou você compra o aplicativo que precisa (seja em uma loja física ou online) ou procura por algo que sirva no Download.com ou Tucows, por exemplo. Só não se esqueça de ter seu cartão de crédito em mão, afinal um bom software para Windows dificilmente será gratuito.

Não esperamos, mesmo, convencer fãs de carteirinha do Windows a trocar de plataforma. Nosso objetivo é acrescentar um pouco mais de lenha na discussão e colocar os usuários para pensar. Se puder, experimente o Ubuntu – e pode-se fazer isso mesmo sem mexer em nada na sua instalação Windows atual.

Quem sabe você não acabe descobrindo que esta distribuição (ou qualquer outra) do Linux é capaz de fazer tudo o que você precisa em um computador com muito menos problemas e sem precisar gastar nada.
fonte:
http://www.ubuntudicas.com.br/?tag=noticias
Tags: noticias
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