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“Qualquer indústria que pense em ter futuro
precisa se fundamentar numa base tecnológica,
aliada ao conhecimento e ao capital”,
disse o presidente da Federação das Indústrias
do Estado do Ceará (FIEC), Jorge Parente Frota
Júnior, durante palestra proferida aos
participantes do painel 3 da Future, que abordou
o tema Inovação Tecnológica e Novos Negócios.
Parente, que falou sobre as
Perspectivas de Novos Negócios na Indústria,
especialmente no Ceará, demonstrou, numa breve
retrospectiva, o indiscutível privilégio desse
mercado nas regiões Sul e Sudeste do país,
para onde foi destinada a maioria dos
investimentos, desde o nascimento da indústria
no Brasil.
Segundo ele, nascem daí também
as desigualdades regionais, que serão ainda
mais agravadas com o texto da reforma tributária
que tramita no Congresso Nacional. “É uma
reforma tremendamente injusta e nociva para os
estados mais pobres”, disse Parente, que
criticou o fim da política de incentivos
fiscais – “uma forma criativa que os estados
pobres encontraram para atrair investimentos de
grandes empresas”, completou.
Para o presidente da FIEC, se
hoje o Estado de São Paulo já detém 42% do
mercado de produção industrial no Brasil, com
o fim dos incentivos fiscais, essa concentração
tende a aumentar, já que os grandes centros são
os detentores de insumos e infra-estrutura, além
de importantes mercados consumidores.
Como perspectivas de negócios no
Ceará, Parente citou a refinaria e a
siderurgia, como os futuros atrativos, que irão
trazer grandes indústrias satélites para o
nosso Estado.
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