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O
Banco Nacional
do Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) vai mudar
sua
linha
de atuação.
A nova
política operacional, que combina
desenvolvimento
com inclusão social, foi discutida no último
dia 01/10, entre a direção do banco
e os
integrantes
do Fórum
Nacional
da Indústria,
na sede
da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Essa
é a
primeira
vez
que
o BNDES debate com os industriais as rioridades, prazos e
custos dos financiamentos. "A aliança com
a indústria ajudará
o banco
a promover o desenvolvimento do país",
disse o presidente do BNDES, Carlos Lessa.
A
proposta
de mudança
nas
diretrizes
operacionais
precisa
ser aprovada
pelo
Conselho
do BNDES.
Mas a expectativa de Lessa é de que as novas
regras entrem em vigor no início do próximo
ano. Conforme a proposta apresen
tada
aos
industriais,
o banco concentrará sua atuação na
inclusão social,
na
recuperação
e
desenvolvimento
da infra-estrutura, na modernização da
produção,
na promoção
das
exportações
e no apoio aos pequenos e médios empresários.
Financiamento
A
nova
política
operacional
do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES)
muda
a cobrança dos
spreads sobre os
financiamentos concedidos às empresas. As mudanças
na cobrança dos spreads, que
ainda
serão
submetidas
à aprovação
do Conselho
do banco,
foram apresentadas na
última semana pela
direção
do BNDES
aos empresários que integram o Fórum Nacional
da Indústria, na sede da CNI.
O
spread
de crédito, por exemplo, que variava
0,1% a 4,5%, foi equalizado em
1,5%
para
todos os projetos. O spread básico será
de 2% para todos os tomadores dos empréstimos.
O
que
vai
variar
é o
spread de prioridade. Nos casos de projetos
considerados
importantes
para
o desenvolvimento do país, essa taxa será negativa
e funcionará como um redutor no cálculo
do spread total. O spread de
prioridade varia de acordo com o porte da
empresa, a origem do capital, a finalidade e o
local do investimento.
Assim, os
financiamentos para as
pequenas
empresas terão um spread de prioridade
de 1% negativo. A
taxa
para as grandes empresas de capital
nacional será de
1% positivo.
A taxa
para
as empresas
de capital
estrangeiro será de 2% e 3% positivo, de acordo
com o setor de atividade.
Além
dos
spreads,
que
cobrem os custos do BNDES com a operação
de crédito,
os financiamentos continuarão sendo
corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP),
atualmente em 11% ao ano.
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