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                                                                    Fortaleza,                

 

                                                                    Atualizado em 06/10/2003 

 

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NOTÍCIA_______________________________________ 

BNDES anuncia nova linha de atuação com as indústrias

O Banco  Nacional  do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai mudar  sua  linha  de  atuação.  A  nova  política operacional, que combina desenvolvimento  com inclusão social, foi discutida no último dia 01/10, entre a direção do banco  e  os  integrantes  do  Fórum  Nacional  da  Indústria,  na  sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Essa  é  a  primeira  vez  que  o  BNDES debate com os industriais as rioridades, prazos e custos dos financiamentos. "A aliança com a indústria ajudará  o  banco a promover o desenvolvimento do país", disse o presidente do BNDES, Carlos Lessa.

A  proposta  de  mudança  nas  diretrizes  operacionais  precisa  ser aprovada  pelo  Conselho  do  BNDES. Mas a expectativa de Lessa é de que as novas  regras entrem em vigor no início do próximo ano. Conforme a proposta apresen

tada  aos  industriais,  o banco concentrará sua atuação na inclusão social,   na   recuperação   e   desenvolvimento   da  infra-estrutura,  na modernização  da  produção,  na  promoção  das  exportações  e no apoio aos pequenos e médios empresários.

Financiamento

A  nova  política  operacional  do  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico   e   Social  (BNDES)  muda  a  cobrança  dos  spreads  sobre  os financiamentos concedidos às empresas. As mudanças na cobrança dos spreads, que  ainda  serão  submetidas  à  aprovação  do  Conselho  do  banco, foram apresentadas na última semana pela  direção  do  BNDES aos empresários que integram o Fórum Nacional da Indústria, na sede da CNI.

O spread  de crédito, por exemplo, que variava 0,1% a 4,5%, foi equalizado em  1,5%  para  todos os projetos. O spread básico será de 2% para todos os tomadores dos empréstimos.

O  que  vai  variar  é  o spread de prioridade. Nos casos de projetos considerados  importantes  para  o  desenvolvimento do país, essa taxa será negativa  e funcionará como um redutor no cálculo do spread total. O spread de  prioridade varia de acordo com o porte da empresa, a origem do capital, a finalidade e o local do investimento.

Assim,  os  financiamentos  para  as  pequenas  empresas terão um spread de prioridade  de  1%  negativo.  A  taxa  para as grandes empresas de capital nacional  será  de  1%  positivo.  A  taxa  para  as  empresas  de  capital estrangeiro será de 2% e 3% positivo, de acordo com o setor de atividade.

Além  dos  spreads,  que  cobrem os custos do BNDES com a operação de crédito,  os financiamentos continuarão sendo corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 11% ao ano.

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação 
do Sistema FIEC

Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
webmaster Gevan Oliveira (CE01185jp) -  Fones: (85) 466.5434/35/36  - Fax: (85) 466.5426.

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