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A Federação das Indústrias do Estado do Ceará
(FIEC), em parceria com a CeArt, inaugura no dia
17 de novembro, às 17h, a loja
de arte índígena Toré-Torém, que irá
comercializar trabalhos desenvolvidos por todas
as etnias indígenas existentes no Estado.
O empreendimento vem coroar o trabalho
desenvolvido pelo Instituto, através do
Programa Difusão da Cultura Indígena, que tem
atuado no resgate e divulgação da arte e da
cultura dos índios, contribuindo para a afirmação
da identidade étnica da comunidade, além de
gerar renda para os artistas.
“Já
tomamos parte de exposições no Encontro Econômico
Brasil-Alemanha, no Centro Cultural Dragão do
Mar, no Theatro José de Alencar, na Faculdades
Integradas do Ceará (FIC) e no 1° Congresso
Regional de Trabalho e Juventude, ocorrido no último
mês de setembro, em Recife (PE). Nessas ocasiões,
os índios têm obtido renda com a venda de suas
mercadorias”, relata a socióloga e secretária
executiva do Instituto, Cybelle Borges.
O Programa
Difusão da Cultura Indígena é coordenado pelo
Instituto FIEC de Responsabilidade Social e tem
como co-responsáveis o Serviço Social da Indústria
(SESI-CE), o Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE) e a
Secretaria de Trabalho e Empreendedorismo do
Estado (Sete).
A Loja
de Arte Indígena Toré-Torém ficará
localizada à Avenida Santos Dumont, 1107, Loja
24. Outras informações através dos telefones
(85) 3466-5845 e 3466-5483.
O Programa Difusão da Cultura Indígena
O
objetivo do programa é contribuir para a difusão
das artes indígenas, por meio do aperfeiçoamento
de técnicas que possam agregar valor aos seus
artefatos tradicionais, possibilitando que as
atuais 12 etnias, totalizando cerca de 20 mil
indígenas, cujas terras estão localizadas em
14 municípios no Ceará, sejam os agentes do
projeto.
A meta inicial do programa é trabalhar com as
etnias que já possuam tradição em tecelagem,
cerâmica, palha, madeira, entre outras, de modo
a promover o resgate dessas atividades,
originalmente indígenas, e que tanto
caracterizam o Estado do Ceará.
O trabalho de inclusão social e geração de
renda do Programa de Difusão da Cultura Indígena
cearense iniciou com a criação de quatro núcleos
de produção de artes do povo Tremembé (cerâmica,
tecelagem, serigrafia e desenho artístico),
culminando com a recuperação de técnicas e
saberes ancestrais.
No ano de 2004, o programa deu um salto
quantitativo e qualitativo, ampliando o número
de atendimento e diversificando as áreas de
capacitação dos indígenas.
Foi criado o Núcleo de Tecelagem, através da
doação de dois teares pela FIEC, em parceria
com o Sebrae-CE. Participam desse Núcleo nove
mulheres com tradição de fiar e tecer, que
haviam paralisado suas atividades em função de
fatores, como a crise do algodão.
O Núcleo de Serigrafia, que também funciona na
localidade de Varjota, no município de Itarema,
foi incrementado. A idéia é possibilitar a
impressão dos desenhos de autoria indígena em
variados produtos, seja em cerâmica ou
tecelagem. O projeto, desenvolvido em parceria
com o SESI-CE, que viabilizou a equipe de
profissionais para o desenvolvimento da
atividade, beneficia atualmente 21 jovens.
O Núcleo de Desenhistas Tremembés, que tem
hoje quatro artistas, desenvolve atividades,
como pintura em tela, pintura com toá (tintura
natural encontrada no leito do rio) e pintura em
tecido, cuja fabricação tem origem no Núcleo
de Tecelagem.
Aproximadamente 15 mulheres Tremembés
participam do Núcleo de Cerâmica, que estava
desativado, e, por intermédio do estímulo da
equipe do Fireso, foi revitalizado, funcionando
hoje na localidade de Lameirão, na região
praiana de Itarema. Lá é fabricada toda a cerâmica
levada às exposições dos Tremembés.
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