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                                                                    Atualizado em 25/10/2004 

 

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NOTÍCIA_______________________________________ 

Dilma descarta apagão e diz que agência internacional reconhece esforço do Brasil

Fortaleza, 27/10/2004 - 18h

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, afirmou que o relatório divulgado ontem pela AIE (Agência Internacional de Energia) sobre a necessidade de investimentos em geração no país não aponta para um risco de racionamento. Além disso, o estudo reconheceria o esforço do governo em criar um novo modelo para o setor elétrico.

O estudo "Perspectiva da Energia Mundial 2004", feito pela agência, diz que o Brasil terá de contar com a participação do setor privado e com um ambiente regulatório estável para obter os recursos necessários para investimentos em energia até 2030.

Dilma afirmou que a própria agência reconhece que o setor já tem um novo marco regulatório e que os leilões de concessões --para geração e transmissão-- mostram que já existem parcerias no modelo "público-privado", entre governo e empresas de energia.

Segundo a ministra, o governo brasileiro trabalha com um cenário que exclui o risco de racionamento até 2010. Já a agência, faz previsões para o período 2004-2030 e não fala na possibilidade de falta de energia no país, o que seria uma leitura equivocada.

"Não há como alguém supor que é possível fazer uma estimativa se vai faltar energia em 2030", disse a ministra. "Não concordo que se use o relatório como prova de que há um problema quando ele não diz isso", afirmou.

Energia nuclear

Apesar de dizer que o relatório não está "incorreto", a ministra mostrou divergências entre os dados da AIE e as estimativas do governo.

A agência projeta um crescimento médio anual do consumo de energia elétrica abaixo da expansão do PIB (Produto Interno Bruto), de 2,5% e 3%, respectivamente, até 2030. O ministério projeta um aumento de 4,5% no PIB (média anual) e de 5,1% para o consumo até 2010.

"O [crescimento do] consumo de energia é sempre maior que o crescimento do PIB em países emergentes, como o Brasil", disse a ministra.

Ela também disse que não vê a energia nuclear como a opção mais viável para ampliar o parque gerador brasileiro, como aponta o relatório.

Segundo Dilma, o Brasil ainda utiliza apenas 24% dos recursos hidráulicos e tem como fonte alternativa a geração termelétrica com biomassa. Isso sem considerar a possibilidade de integração energética com outros países da América Latina.

"O Brasil tem outra fonte que sequer foi mencionada aqui, que é a biomassa", disse a ministra. "A questão da energia nuclear está sendo posta para países que não tem outras alternativas", afirmou.

Em relação à questão do petróleo, a ministra também se mostrou otimista com o aumento no consumo de álcool combustível que, junto com o álcool misturado à gasolina, poderia chegar no futuro a representar 75% do combustível vendido no país.

Sobre o fato de o Brasil aparecer em 26o lugar no ranking de desenvolvimento energético elaborado pela AIE, a ministra disse desconhecer a informação e que o país deveria ser considerado um dos mais desenvolvidos do ponto de vista energético.

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
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