O
dólar caiu pelo segundo dia consecutivo e
registrou a menor cotação da semana. A moeda
fechou negociada a R$ 2,862, uma baixa de
0,13%. O forte recuo do petróleo aliviou o
recente clima pessimista do mercado.
Em Nova York, o barril desabou 4,91% para US$
52,46 após a divulgação de um aumento dos
estoques de petróleo nos EUA. A notícia
reduziu o temor de crise de desabastecimento,
mas ainda é cedo para falar que a trégua será
definitiva.
O dólar poderia ter caído mais, mas os
investidores ainda se sentem inseguros sobre o
cenário externo. No próximo dia 2, haverá a
eleição presidencial nos EUA. Últimas
pesquisas indicam maior chance do democrata
John Kerry vencer o presidente George W. Bush.
Internamente, aguarda-se a divulgação da ata
do Copom (Comitê de Política Monetária), a
ser divulgada na manhã desta quinta-feira,
podendo ajudar a estancar a piora das
expectativas de inflação.
O documento do Banco Central é importante
para calibrar as apostas dos bancos sobre o
rumo dos juros --elevados na semana passada em
0,50 ponto percentual para 16,75% ao ano,
acima do esperado pela maioria dos bancos
(0,25).
O vencimento dos contratos de dólar futuro na
virada do mês também favorece um recuo da
moeda dos EUA. Neste mês diversos bancos
apostaram na queda das cotações. O
desempenho positivo das exportações reduz
pressão sobre a divisa.
Na próxima segunda, o BC anuncia se resgata
ou não dívida cambial de US$ 656 milhões
que vence dia 10. É o penúltimo vencimento
do ano. A expectativa é de que o débito não
seja rolado, já que não há demanda no
mercado por "hedge" (proteção).