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Fortaleza,
21/11/2005 8h35
Fonte: Globo Online
A recente aceleração nos índices de inflação levou o mercado a
elevar, pela terceira semana seguida, as
estimativas para 2005. Analistas revisaram para
cima a projeção do Índice de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA, indicador usado no
sistema de metas do governo) de 5,52%, há uma
semana, para 5,53%, nesta segunda-feira, segundo
pesquisa do Banco Central (BC) com cerca de cem
instituições financeiras. Em outubro, o índice
ficou em 0,75%, atingindo 4,73% no acumulado do
ano. O centro da meta ajustada do BC para o IPCA
deste ano é de 5,1%. Os economistas dos bancos,
porém, reduziram o prognóstico do IPCA do ano
que vem, de 4,60% para 4,55%.
Apesar da elevação da expectativa de inflação,
a projeção da taxa básica de juros (Selic)
para o fim do ano foi mantida em 18%, pela 15ª
semana seguida. Os analistas mantêm, portanto,
as apostas em mais dois cortes de meio
percentual cada na taxa que serve de parâmetro
para os juros, nas reuniões do Comitê de Política
Monetária (Copom) desta semana e do mês que
vem. Para o fim de 2006, a estimativa para a
Selic caiu, de 15,75%, para 15,50%.
Já a estimativa para o crescimento da economia
caiu, pela terceira semana seguida. Os analistas
das instituições financeiras projetam avanço
do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das
riquezas geradas pelo país) de 3,09% este ano.
Na semana passada, a previsão era de
crescimento de 3,20%. Para o ano que vem, o
prognóstico foi mantido em 3,50%.
Já a estimativa para o superávit da balança
comercial (a diferença entre as exportações e
as importações) para este ano cresceu: de US$
42,02, bilhões há uma semana, para US$ 42,40
bilhões, hoje. Para o ano que vem, a estimativa
do saldo comercial também subiu: de US$ 35 bilhões
para US$ 35,20 bilhões.
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