Os
preços internacionais do petróleo atingiram
novos recordes de alta nesta quinta-feira, forçando
a Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (Opep) a considerar um segundo
aumento de produção apenas um dia após elevá-la
em 500 mil barris por dia.
Os
contratos futuros em Nova York para entrega em
abril chegaram a US$ 57,50. Às 9h50 (horário
de Brasília), eles eram cotados a US$ 57,33.
Em
Londres, os contratos para maio atingiram o
pico de US$ 56 e depois eram negociados em
alta de 0,97 dólar, a US$ 55,85.
Já
produzindo no maior ritmo em 25 anos, a Opep
tem pouco espaço para rapidamente atender à
crescente demanda, fazendo com que os
investidores apostem que a alta do petróleo
pode estender-se.
"Não
está nas nossas mãos, os preços são
determinados pelo mercado", disse o
ministro do Petróleo dos Emirados Arábes
Unidos, Mohamed al-Hamli.
O
presidente da Opep, Ahmad al-Fahd al-Sabah,
disse que os ministros do cartel podem começar
as discussões sobre um segundo aumento de
produção na próxima semana se os preços não
caírem.
A
Opep elevou sua produção em 500 mil barris
por dia na quarta-feira, com vigência
imediata, e concordou em realizar um novo
aumento de 500 mil se os preços do petróleo
em Nova York não ficarem abaixo de US$ 55.
Ahmad
disse que esse segundo aumento poderia ocorrer
em abril.
"Se
os preços continuarem onde estão agora, então
começaremos a partir da próxima semana
nossas discussões", disse ele.
Os
investidores de outros ativos entraram
pesadamente nos mercados de petróleo e
commodities, fazendo o preço em Nova York
registrar uma média de US$ 49,16 neste ano,
alta de 7,7 dólares sobre a média de 2004 e
de US$ 18 sobre a de 2003.
"Esse
mercado é alimentado por temores e não por
fundamentos", afirmou Deborah White, do
Societé Generale.