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Barril bate recordes e Opep avalia nova alta

Fortaleza, 17/03/2005  18h
Fonte: Folha Online

Os preços internacionais do petróleo atingiram novos recordes de alta nesta quinta-feira, forçando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a considerar um segundo aumento de produção apenas um dia após elevá-la em 500 mil barris por dia.

Os contratos futuros em Nova York para entrega em abril chegaram a US$ 57,50. Às 9h50 (horário de Brasília), eles eram cotados a US$ 57,33.

Em Londres, os contratos para maio atingiram o pico de US$ 56 e depois eram negociados em alta de 0,97 dólar, a US$ 55,85.

Já produzindo no maior ritmo em 25 anos, a Opep tem pouco espaço para rapidamente atender à crescente demanda, fazendo com que os investidores apostem que a alta do petróleo pode estender-se.

"Não está nas nossas mãos, os preços são determinados pelo mercado", disse o ministro do Petróleo dos Emirados Arábes Unidos, Mohamed al-Hamli.

O presidente da Opep, Ahmad al-Fahd al-Sabah, disse que os ministros do cartel podem começar as discussões sobre um segundo aumento de produção na próxima semana se os preços não caírem.

A Opep elevou sua produção em 500 mil barris por dia na quarta-feira, com vigência imediata, e concordou em realizar um novo aumento de 500 mil se os preços do petróleo em Nova York não ficarem abaixo de US$ 55.

Ahmad disse que esse segundo aumento poderia ocorrer em abril.

"Se os preços continuarem onde estão agora, então começaremos a partir da próxima semana nossas discussões", disse ele.

Os investidores de outros ativos entraram pesadamente nos mercados de petróleo e commodities, fazendo o preço em Nova York registrar uma média de US$ 49,16 neste ano, alta de 7,7 dólares sobre a média de 2004 e de US$ 18 sobre a de 2003.

"Esse mercado é alimentado por temores e não por fundamentos", afirmou Deborah White, do Societé Generale.

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
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