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Fortaleza,
30/05/2005 15h56
Fonte:
Folha
Online
O
dólar comercial não pára de cair e bate a
cotação de R$ 2,368 para venda, em queda de
0,67%, no seu menor nível dos últimos três
anos. O feriado americano do Memorial Day
esvazia os negócios no mercado de câmbio, o
que ajuda na trajetória de desvalorização da
moeda americana.
Há pelo menos dois fatores que sustentam essa
trajetória: primeiro, a expectativa de que a
taxa básica de juros (Selic) permaneça alta
nos próximos meses, já que o Banco Central
identificou focos de pressão inflacionária no
varejo.
A manutenção de uma Selic alta garante uma
taxa de retorno atraente para os ativos
brasileiros do ponto de vista dos investidores
no exterior.
Em segundo lugar, o relatório do banco de
investimentos Merrill Lynch, que elevou a
recomendação para títulos da dívida do
Brasil, numa indicação de que os títulos
brasileiros têm apresentado bom desempenho e
podem atingir novos picos.
Captações
Os dois fatores trabalham em conjunto para
ratificar a perspectiva de novas captações
privadas em moeda estrangeira, já sinalizada
pela notícia de que o Itaú conseguiu levantar
um financiamento de US$ 400 milhões.
Trata-se de uma operação de "liquity
facility", isto é, a abertura de uma linha
de crédito disponível por dois anos, sem
restrição de mercado e que pode ser sacada
parcial ou integralmente. O prazo para pagamento
do saque é de dois anos. O banco não informou
as taxas da operação.
Segundo o banco, a operação contou com a
coordenação do HSBC e com a participação de
18 bancos internacionais.
Ainda segundo a instituição financeira, a
operação será usada "como uma contingência
de liquidez internacional para o Itaú".
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