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NOTÍCIA_______________________________________ 

OMC decide a favor do Brasil contra a UE sobre frango congelado

Fortaleza, 30/05/2005  15h50
Fonte:
Folha Online

A OMC (Organização Mundial do Comércio) decidiu nesta segunda-feira a favor do Brasil em uma disputa contra a União Européia (UE) pelo aumento de tarifas à importação de frango salgado, congelado e desossado.

A organização concluiu que a UE atuou de modo incompatível com certas disposições do Gatt (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio), que data de 1994 e recomendou ao bloco europeu que se adapte às normas do tratado.

A Tailândia também foi autora da representação contra a UE no caso e foi beneficiada com a decisão. O Brasil é o país em desenvolvimento que apresentou a maior quantidade de queixas até hoje --um total de 22, superando a Índia (16) e a Tailândia (11) e tem obtido vitórias no órgão contra os americanos --no caso do litígio em torno do algodão-- e contra os europeus --em torno do açúcar.

O Brasil acusou os EUA de causar "grave prejuízo" ao comércio internacional com os subsídios ao algodão, provando junto à OMC que os preços mundiais do produto estariam 12,6% mais baixos devido aos recursos que o governo norte-americano emprega na cultura.

Já contra a UE, o Brasil acusa o bloco europeu de ter aumentado as suas tarifas alfandegárias, o que teria diminuído as exportações para a Europa em cerca de 80% nos últimos dois anos.

Em abril deste ano, a OMC confirmou decisão anunciada em agosto do ano passado quanto à ilegalidade dos subsídios oferecidos pela União Européia aos produtores de açúcar. A ação contra a UE foi movida pelo Brasil, Austrália e Tailândia. A organização entendeu que a Europa não poderia exportar o açúcar subsidiado ainda que continuassem a ser permitidos os incentivos da produção que seria consumida internamente.

Derrota

A liderança do órgão, no entanto, não ficou com o Brasil, na recente disputa à sucessão na direção da OMC. O candidato brasileiro ao cargo, o embaixador brasileiro Luiz Felipe Seixas Corrêa, foi eliminado logo na primeira rodada de escrutínios, no mês passado.

O escolhido foi o ex-comissário de Comércio da União Européia, Pascal Lamy, que defendeu, até o ano passado, as duras posições européias contra a liberalização agrícola e o fim dos subsídios.

Lamy, no entanto, diz que abriu o mercado europeu para todos os produtos industriais e agrícolas dos 50 países mais pobres e aboliu subsídios europeus à exportação. "Por todas as questões eu tive que brigar na Europa com certo custo para mim mesmo, mas eu fiz isso porque acredito na contribuição dessas mudanças para o desenvolvimento do comércio."

 

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
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