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Dentre
as alterações para a 23a. edição
estão a premiação para empresas de diferentes
portes e a criação da modalidade “Gestão
Empresarial para a Sustentabilidade”
A partir de 30 de maio, pequenas, médias e
grandes empresas de todo o país podem se
inscrever no mais tradicional prêmio que
contempla as melhores práticas socialmente
responsáveis: Prêmio Eco 2005. Promovido pela
Câmara Americana de Comércio (AMCHAM), este prêmio
traz uma série de atualizações que refletem a
evolução na prática da responsabilidade
social pelas empresas nas últimas duas décadas.
“As mudanças são fundamentais para que o prêmio
acompanhe os avanços do conceito de boa
cidadania corporativa”, afirma Eduardo Bom Ângelo,
presidente da Brasilprev e membro do Subcomitê
de Cidadania da AMCHAM.
A
grande novidade é a criação da modalidade
“Gestão Empresarial para a Sustentabilidade”,
que irá premiar as empresas com práticas de
governança e gestão alinhadas com as dimensões
prescritas pelo conceito de desenvolvimento
sustentável, que engloba os três pilares do
modelo do Triple Bottom Line:
econômico, ambiental e social.
Segundo
esse modelo, as empresas de “nova geração”
são aquelas que atuam em três dimensões
complementares, buscando seus resultados econômico-financeiros
com observância dos seus impactos no meio
ambiente, procurando minimizá-los, e no tecido
social, buscando a promoção da qualidade de
vida para todos os afetados por suas operações.
Para Erwin Laszlo, presidente do Clube de
Budapeste, “novo negócio dos negócios são
os negócios sustentáveis” – que se tornam
assim em atores com capacidade transformadora,
em benefício de um mundo ambientalmente viável,
socialmente mais justo e próspero para todos.
De acordo com Bom Ângelo, essa nova modalidade
pretende introduzir uma premiação pioneira no
país. “A avaliação será baseada na conduta
de sustentabilidade da empresa como um todo”,
conclui.
Para
Homero Santos, consultor da AMCHAM de São Paulo
para assuntos de Cidadania Empresarial, uma
empresa é sustentável quando atua de forma
sistemática. “Sustentabilidade vai além de
projetos pontuais, sejam eles inovadores ou
meramente reparadores de disfunções. Nas
empresas, a sustentabilidade provém de uma prática
sistêmica inserida na gestão do negócio.
Vale lembrar que se a atividade econômica e, no
seu contexto, a atividade empresarial têm
trazido progresso material e gerado riquezas, à
margem desse progresso têm provocado desequilíbrios
e desigualdades, em razão do modelo dominante
de empresa focalizado exclusivamente no
desempenho econômico. Isso tem colocado as
empresas freqüentemente do lado do problema.
Hoje, elas são convidadas para, criativamente,
fazer parte – e parte decisiva – do lado da
solução e exercer o seu grande poder
transformador da sociedade”, explica.
Os prêmios na modalidade “Projetos de
Responsabilidade Social Empresarial” também
passaram por reformulações e foram reordenados
em Público Interno, Meio Ambiente,
Consumidores e Clientes e Comunidade.
A
segmentação dos prêmios por porte de empresa,
outra mudança do Prêmio ECO, é uma das
novidades que pretende atrair, este ano, um número
ainda maior de pequenas e médias empresas.
“As grandes empresas sempre foram a maioria no
Prêmio ECO. Isso acabou por inibir as pequenas
e médias de se inscreverem e concorrerem com
projetos de grande magnitude”, explica Bom Ângelo.
No novo modelo, a concorrência será entre as
empresas de mesmo porte. “É uma forma de
democratização do reconhecimento das boas práticas.
Sabemos que as pequenas e médias também
possuem programas sociais significativos
voltados para o desenvolvimento do país”,
acrescenta.
As inscrições para o Prêmio ECO começam no
dia 30 de maio, nas duas modalidades, e o
recebimento do material para avaliação das práticas
se encerra no dia 15 de julho. A cerimônia de
premiação está prevista para acontecer na
primeira quinzena de setembro.
Informações
para inscrições:
Site:
http://www.amcham.com.br/premioeco
Tel.: (11) 5180-3908 com Elaine
Pimenta |