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                                                                    Atualizado em 23/05/2005 

 

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NOTÍCIA_______________________________________ 

Inovação ou mera questão de existência?

Por Marcel Bergerman

Nos últimos anos a sociedade brasileira passou a conviver com o termo "Inovação", um conceito poderoso que vem definindo o sucesso e o fracasso de empresas e nações há mais de um século.

Definida no dicionário Houaiss como "aquilo que é novo, coisa nova, novidade", na prática do mercado, inovação é "a introdução no mercado de um novo produto ou processo, ou de uma versão melhorada de um produto ou processo existente". Inovação é, então, sinônimo de geração de riqueza para um país e sua sociedade.

Quem faz inovação no mundo? Para responder a essa pergunta basta indagar: Quem oferece novos produtos ou processos ou versões melhoradas de produtos ou processos ao mercado e à sociedade? Várias instituições, mas majoritariamente o setor privado. Nos países desenvolvidos, é o setor privado quem realiza a inovação -– contratando milhares de cientistas e engenheiros, financiando seus próprios laboratórios corporativos de P&D (15.000 nos EUA, 5.000 na Coréia do Sul) e protegendo suas inovações através de registros de propriedade intelectual (patentes, registros de software, marcas, etc.). Interessante e importante é notar que a atividade de inovação nestes países deve-se em grande parte à maciça presença de doutores (e cientistas em geral) nas empresas, enquanto no Brasil a maioria destes profissionais atua em universidades.

Como anda a inovação no Brasil? Inúmeros estudos e publicações recentes mostram que a minoria das empresas aqui instaladas inova, ao passo que a academia produz e publica pesquisa em quantidades vastamente superior. Enquanto o Brasil é responsável por mais de 1,5% da produção científica mundial, responde por menos de 0,1% das patentes concedidas em mercados competitivos, como o americano. 

É cada vez mais claro que uma das causas do baixo desenvolvimento brasileiro é o desbalanço grave do ciclo pesquisa–inovação. Nossa timidez em inovação não gera os recursos econômicos e sociais suficientes  para alimentar o ciclo, tornando-o vicioso. A continuar dessa forma, até mesmo nossos excelentes resultados em pesquisa podem ser comprometidos no longo prazo. O próprio presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, recentemente afirmou que "inovação é a palavra-chave do vocabulário econômico do nosso tempo".


No Brasil, alguns institutos privados de pesquisa e desenvolvimento, sem fins lucrativos, vem atuando há vários anos com foco na inovação tecnológica para o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (TICs) – entre eles Atlântico, Brisa, CERTI, CESAR, CITS, CPqD, Eldorado, FITec, Genius, LACTEC, Sapientia e Von Braun. Abrangendo todas as regiões geográficas do país, estes institutos começam a ocupar uma lacuna importante no ciclo da pesquisa e inovação das TICs, colaborando para o aumento da competitividade das empresas nacionais e até mesmo de multinacionais instaladas no Brasil.


As inovações geradas nos institutos podem chegar ao mercado tipicamente através de dois caminhos não excludentes. Empresas de médio e grande porte contratam os institutos para desenvolverem novas tecnologias e produtos para posterior industrialização e comercialização no mercado. Outro caminho possível é a criação de empresas, os chamados spin-offs a partir do corpo técnico dos próprios institutos, que passam a industrializar e comercializar as inovações no mercado. Neste caso, as Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica têm também um papel fundamental como parceiras na viabilização e fortalecimento dessas pequenas empresas inovadoras nascentes.


Os institutos privados atendem a todos os requisitos exigidos de um agente de inovação: corpo técnico multidisciplinar e de alto nível; certificações de qualidade, como CMM e ISO; gerenciamento profissional de projetos, baseado nas severas normas do Project  Management Institute; formação contínua de pessoal nos níveis de pós-graduação, mestrado e doutorado; gestão séria de contratos comerciais; e, acima de tudo, uma vasta carteira com mais de 250 clientes nacionais e internacionais.


Construir o ciclo virtuoso da pesquisa e inovação é um dever de todos os atores interessados no desenvolvimento do país: empresas, institutos, universidades, ONGs, governo e a sociedade como um todo. O momento é de ação, para que possamos começar a colher o quanto antes os benefícios e riqueza que a inovação provê. Os institutos privados, como um dos mais sólidos pilares nacionais da inovação, já iniciaram este movimento e contribuirão cada vez mais para a elevação do Brasil à categoria de país desenvolvido.

 

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
webmaster Gevan Oliveira (CE01185jp) -  Fones: (85) 3466.5434/35/36  - Fax: (85) 3466.5426.

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