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A
entrada do biodiesel na matriz energética
brasileira abre novas perspectivas para o Ceará
em investimentos. O Estado, que tem hoje uma
unidade experimental em Quixeramobim, com
capacidade de produção de 500 litros/dia do
combustível, prepara-se para receber, ainda
este ano, mais duas usinas piloto: uma no município
de Piquet Carneiro e outra em Tauá. Em fase de
andamento, estão também projetos para o
plantio e a extração do óleo da mamona,
utilizado para produção do combustível, em
Quixadá e Crateús.
Segundo
Expedito Parente Júnior, diretor técnico da
Tecbio, empresa incubada no Parque Tecnológico
da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec),
responsável pela assessoria técnica e
industrial dos projetos de Tauá e Piquet
Carneiro, as novas usinas – capazes de
produzir 2,4 mil litros/dia de biodiesel, cada
– contam com o apoio do Dnocs, que liberou
recursos de R$ 1,2 mi. Ambas estão previstas
para entrar em operação em seis meses.
Empresas
como Brasil Ecodiesel e Olveq Indústria de óleos
vegetais, que apostam no potencial da região de
Crateús e Quixadá, respectivamente, também vão
contribuir para incrementar a produção do
combustível no Estado. De acordo com o gerente
institucional da Brasil Ecodiesel, Arlindo
Pereira, a empresa pretende atuar em toda a
cadeia produtiva, desde o plantio da mamona,
passando pela extração do óleo, até a produção
do biodiesel.
Para
tanto, estão sendo implantados na região dois
tipos de projetos: um, baseado em assentamentos
já existentes –
com 11 mil hectares plantados,
beneficiando 6 mil famílias – e outro em um
assentamento privado, com investimentos de R$ 2
mi, que irá beneficiar mais 700 famílias. A
produção vai abastecer uma usina de extração
de óleo de mamona da empresa, em construção
no Crateús. Com capacidade de produção de 500
mil litros/dia, a usina recebeu investimentos de
R$ 3 mi. “Além disso, a Brasil Ecodiesel já
está em negociação com o governo do Estado
para implantação, entre 2006 e 2007, de uma
usina de biodiesel no complexo portuário do Pecém,
cujos investimentos somam R$ 15 mi”,
complementa Pereira.
Já
a Olveq, investiu R$ 260 mil em uma usina de
extração de óleo de mamona, em Crateús, com
capacidade para produção de 40 mi litros/dia,
prevista para operar até o final de 200. “Já
estamos de olho na possível instalação de uma
usina de biodiesel da Petrobras no município”,
destaca Renato Carneiro, um dos diretores da
empresa. |