Os
preços do petróleo em torno dos US$ 59 por
barril e a baixa no setor bancário derrubaram as
bolsas de valores européias dos níveis mais
altos em três anos nesta segunda-feira.
Os
papéis de empresas de energia e a esperança de
cortes nas taxas de juros na zona do euro, no
entanto, ajudaram a limitar as perdas, ainda que
alguns já não acreditem mais na aposta de alívio
monetário.
"Muitos
pensam que diminuir as taxas de juros seria bom
para as economias da zona do euro", declarou
um operador. "Eles têm achado isso há um
bom tempo, mas o mercado até agora teve a impressão
de que o BCE (Banco Central Europeu) não vai sair
do lugar."
O
aumento do preço do petróleo reforçou os
temores de que os altos custos com energia afetem
os gastos do consumidor e os resultados de
empresas, que terão seu custo com combustíveis
elevado. Os papéis da companhia aérea Air France,
por exemplo, recuaram 2,4%.
Já
as petrolíferas como BP e a Royal Dutch foram
beneficiadas em suas perspectivas de lucros por
conta do avanço da commodity.
Os
papéis de bancos estiveram entre as maiores
quedas na sessão, depois de o Lloyds TSB, maior
banco de empréstimos da Grã-Bretanha, alertar
sobre o crescimento da inadimplência no varejo.
As ações do Lloyds caíram 0,4%.
Rivais
como Royal Bank of Scotland e Barclays, que
fizeram o mesmo no mês passado, tiveram recuo de
quase 1% nas ações.
Em
Londres, o Financial Times recuou 0,11%, para
5.072 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,38%,
para 4.586 pontos. Em Madri, o Ibex-35 caiu 0,24%,
para 9.659 pontos.
Em
Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 0,65%,
a 4.193 pontos. Em Milão, o Mibtel teve queda de
1,16%, para 24.649 pontos. Em Lisboa, o PSI20
oscilou negativamente em 0,11%, para 7.509 pontos.