O
comércio entre o Brasil e a China apresenta uma
trajetória de rápido crescimento e tem
oportunidades significativas de aumentar ainda
mais. Nos últimos dez anos, o valor
comercializado entre os dois países cresceu, em
média, 20% ao ano. A participação da China
nas exportações brasileiras saltou de 2% em
1993 para 6,2% em 2003, mas a pauta de
exportações brasileiras para o mercado chinês
ainda mostra uma concentração elevada em
poucos produtos básicos, enquanto as vendas
chinesas para o Brasil são diversificadas.
A
análise consta do boletim Comércio Exterior em
Perspectiva divulgado hoje pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o
documento, a similaridade das pautas de
exportação e a distância entre os dois
países são dificuldades estruturais que
dificultam a maior diversificação das
exportações brasileiras para a China,
concentrada em soja em grão e minério de
ferro.
Ainda
assim, a CNI identificou que há oportunidades
expressivas de crescimento das exportações
brasileiras para 75 produtos nos quais o país
é competitivo. Atualmente, o Brasil é o sexto
fornecedor desses 75 produtos para a China e os
principais competidores do país no mercado
chinês para esses produtos são o Japão, a
Coréia do Sul e os Estados Unidos.
Segundo
o boletim, a visita do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva à China despertou grande
interesse no Brasil e no exterior e o expressivo
número de empresários que aderiram à missão
evidencia as oportunidades de negócios e
parcerias vislumbradas entre os dois países.
"O movimento brasileiro em busca de uma
maior aproximação com a China certamente
contribuirá para que essas oportunidades sejam
materializadas.
Iniciativas mais agressivas e estruturadas de
promoção comercial permitirão um melhor
conhecimento da economia e do mercado consumidor
chinês e facilitarão a descoberta de novas
oportunidades", avaliam os técnicos da
CNI.
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