A
Federação das Indústrias do Estado do Ceará
(FIEC) realiza no próximo dia 1º de julho
(quinta-feira), a
partir das 19 horas, no auditório Waldyr Diogo,
a solenidade oficial em homenagem ao Dia da Indústria,
comemorado no dia 25 de maio, e aos 58 anos do
Serviço Social da Indústria (SESI), entidade que tem como lema ser a
marca da responsabilidade social.
Mais que um lema, essa postura tem sido o maior
diferencial do SESI-CE. Prova disso é que o
SESI-CE bateu o recorde de alfabetizações em
todo o país na primeira etapa do programa SESI
– Por um Brasil Alfabetizado, o que rendeu ao
Ceará a realização do Encontro Nacional do
Programa em Fortaleza, no último mês de maio.
Na solenidade do Dia da Indústria, a Medalha do
Mérito Industrial será entregue a três
personalidades. Entre
os agraciados com a
comenda, está o industrial Jorge Gerdau
Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau,
considerado o maior produtor de aços longos do
continente americano, ocupando hoje a 14a
posição no ranking dos maiores produtores
siderúrgicos do mundo. Jorge Gerdau será o
homenageado da FIEC em nível nacional.
Em nível local, haverá dois homenageados. Um
deles é o industrial Antônio Cláudio Gomes
Figueiredo, diretor
presidente do Grupo Jandaia, que
recentemente instalou nova fábrica no município
de Pacajus, no Ceará, e exportou produtos
hortifrutigrangeiros para o mercado
internacional, consolidando os processos de
interiorização e de exportação de produtos
cearenses.
O economista José Tarcísio Rodrigues Pinheiro,
fundador e presidente da TP & E – Tarcísio
Pinheiro & Economistas Associados, é o
outro homenageado da FIEC, em nível local. Sua
empresa atua nas áreas de consultoria e
desenvolvimento de negócios, tendo mobilizado
US$ 1 bilhão em financiamentos para empresas
cearenses, que resultaram na geração de 57.241
empregos diretos.
Além da outorga da Medalha
do Mérito Industrial, o evento do Dia da
Indústria contará com outra importante premiação.
A Ordem do Mérito Industrial será conferida,
pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI), ao industrial cearense Francisco Ivens de
Sá Dias Branco, diretor presidente do Grupo M.
Dias Branco, que atua no segmento alimentício,
construção civil e hoteleiro, sendo
considerado o maior da América Latina no ramo
alimentício e forte concorrente dos maiores
grupos mundiais.
Induzindo
o desenvolvimento industrial do CE
Fundamentada
no espírito empreendedor e no pioneirismo dos
engenheiros Waldyr Diogo de Siqueira e Thomaz
Pompeu de Souza Brasil Netto, nascia há 54 anos, em 12 de maio de 1950,
a Federação das Indústrias do Estado do
Ceará (FIEC).
Naquela época, cinco sindicatos possibilitaram
a criação da entidade sindical cearense, que
logo se transformaria na principal indutora do
desenvolvimento industrial do Estado. Entre os
pioneiros, estavam o Sindicato da Indústria de
Fiação e Tecelagem em Geral do Estado do
Ceará; o Sindicato de Alfaiataria e Confecção
de Roupas para Homens de Fortaleza; o Sindicato
da Construção Civil de Fortaleza; o Sindicato
da Indústria de Calçados de Fortaleza; e o
Sindicato da Indústria de Tipografia de
Fortaleza.
Hoje, a Federação
das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) é a
maior entidade de classe do Estado, congregando
36 sindicatos patronais da indústria. Suas
ações visam estimular a competitividade do
parque fabril cearense, além de fortalecer os
vínculos entre os sindicatos que compõem o
Sistema.
Considerada um grande fórum de discussão das
principais questões nacionais e regionais,
além de agente impulsionador dos negócios, a
FIEC tem sido co-responsável pelas principais
conquistas em áreas estratégicas, como
exportação, infra-estrutura, energia,
desenvolvimento regional, tecnologia, cidadania
empresarial, turismo, agrobusiness, cultura e
responsabilidade social.
A atuação da FIEC, no atendimento às demandas
do setor industrial do Estado, processa-se
através dos órgãos que a compõem, como o
SESI, SENAI, IEL, CIN e INDI. Através deles, a
FIEC promove qualificação de mão-de-obra,
ações na área social, comércio
internacional, informação, qualidade total,
recuperação de empresas, entre outros.
Os resultados de seu trabalho podem ser medidos
facilmente nos números da economia do Estado. O
crescimento das exportações cearenses é
exemplo disso. Nos últimos três
anos, o Estado aumentou suas exportações em
39,9%, atingindo o dobro do percentual de
crescimento em nível nacional, que chegou a
21,1%.
Só no primeiro quadrimestre de 2004 (de janeiro
a abril), as exportações injetaram na economia
do Estado o equivalente a US$ 267,62 milhões,
representando um crescimento de mais de 25% em
relação ao mesmo período de 2003, quando as
exportações trouxeram para o Ceará recursos
da ordem de US$ 212,7 milhões.
Entre os produtores que vêm mantendo destaque,
em 2004, na lista das exportações cearenses,
estão os setores coureiro/calçadista, que
registrou um crescimento de 33,7%, no primeiro
quadrimestre de 2004; as confecções, com 51%
de aumento das exportações no mesmo período;
a castanha de caju, que atingiu 29,5%; e o setor
de móveis, que superou todas as expectativas,
exportando 480,7% a mais que o mesmo período,
em 2003.
Segundo o presidente da FIEC, Jorge Parente
Frota Júnior, apesar de os números comprovarem
que o produto cearense está mais competitivo,
os resultados ainda não são suficientes. Ele
tem como meta atingir, até o final de seu
mandato, U$ 1 bilhão em exportações
para o Estado.
Parente lembra, porém, que o significativo
crescimento das exportações cearenses resulta
de uma estratégia compartilhada e não de um
esforço isolado. Para ele, tudo é
conseqüência da atuação integrada dos
agentes produtivos e esferas governamentais, a
fim de implementar os meios necessários para
viabilizar as exportações cearenses.
Os meios que Parente fala se referem à
infra-estrutura. “A infra-estrutura é fator
determinante de competitividade. Não existe
indústria sem energia, nem exportações sem
portos. Assim como o aeroporto é fundamental
para o turismo”, exemplifica.
Na opinião do secretário de Desenvolvimento
Econômico do Estado, Francisco Régis
Cavalcante Dias, é incontestável que, ao longo
das últimas décadas, a indústria cearense tem
gerado oportunidades de negócios, atingindo
recordes de exportação e conquistando novos
mercados. “É com muita satisfação que
constatamos a presença de produtos cearenses
nas prateleiras pelo Brasil afora e no exterior.
Por um dever de justiça, reconhecemos o papel
da FIEC como aglutinadora de esforços da classe
empresarial e representante por excelência da
nossa Indústria”, avalia Régis.
Para o secretário Régis Dias, os fatos
evidenciam que há muitos motivos para comemorar
o Dia da Indústria. “A sociedade como um todo
valoriza a geração de emprego e de riqueza e
é isso que a indústria cearense tem feito”,
acrescentou.
O
presidente da Assembléia Legislativa, deputado
Marcos Cals, lembra que se,
em 1985, a indústria respondia por apenas 20%
do nosso PIB, atualmente, esse percentual
corresponde a 40%. “Esses números poderiam
ser ainda mais significativos caso o excesso de
carga tributária do setor não engessasse o
desenvolvimento da produção e o aumento na
oferta de emprego”, pondera.
De
acordo com o Marcos Cals, “é preciso
reconhecer a eficácia de uma política de
incentivo à implantação de novas indústrias
e, sobretudo, o empenho do nosso setor
produtivo, representado pela FIEC, que sempre
acreditou na capacidade dos cearenses de fazer
no dia-a-dia o desafio permanente da superação
das dificuldades”, completa.
Perfil
dos agraciados
Ordem
do Mérito Industrial
Francisco
Ivens de Sá Dias Branco
Diretor
presidente do Grupo M. Dias Branco
Nasceu em 3 de agosto de 1934, na cidade de
Cedro, no Ceará.
Iniciou suas atividades, em 1953, na empresa de
seu pai, Manuel Dias Branco, tendo
participação ativa na vida empresarial,
destacando-se por seu forte incentivo para a
construção de uma moderna fábrica de
biscoitos e massas, dotada dos mais avançados
padrões de tecnologia de alimentos. Na década
de 70, já sob sua administração executiva,
efetivou vários projetos de modernização e
ampliação da Fábrica Fortaleza.
Foi homenageado com várias comendas e troféus,
incluindo a Medalha do Mérito Industrial.
Atualmente, é diretor presidente do Grupo M.
Dias Branco, que atua no segmento alimentício,
construção civil e hoteleiro, sendo
considerado o maior da América Latina no ramo
alimentício e forte concorrente dos maiores
grupos mundiais.
Medalha
do Mérito Industrial
Jorge
Gerdau
Johannpeter
Presidente
do Grupo Gerdau
Nascido
em 8 de dezembro de 1936, no Rio Grande do Sul, Jorge
Gerdau iniciou suas atividades aos
14 anos, no período de férias escolares,
operando as máquinas de produzir pregos na
Siderúrgica Riograndense, de propriedade de seu
pai, o alemão Curt Johannpeter. Aos 20 anos,
estudante de Direito, já integrava a
Federação das Indústrias gaúchas. Formou-se
em 1961. Passou por todas as áreas da empresa
até assumir a presidência do grupo em 1983. Sob
sua liderança, a companhia tornou-se uma
empresa internacional, que hoje ocupa a 14a
posição no
ranking
dos maiores produtores siderúrgicos do mundo.
De 1983 até 2003 o faturamento evoluiu de US$
456 milhões para US$ 5,5 bilhões e o número
de colaboradores passou de nove mil para mais de
20 mil pessoas.
Sua atuação lhe conferiu inúmeros títulos de
destaque empresarial, além de ser reconhecido
como forte incentivador da cultura, do trabalho
voluntário, do empreendedorismo e de projetos
voltados à educação, à saúde, ao esporte e
à pesquisa científica e tecnológica. No
Ceará, Gerdau
está investindo 25 milhões de dólares na
ampliação de sua fábrica localizada no
Distrito Industrial de Maracanaú.
Antônio
Cláudio Gomes Figueiredo
Diretor
presidente do Grupo Jandaia
Nasceu
no Ceará, em setembro
1938. Economista e industrial, é formado pela
Faculdade de Economia e Administração da
Universidade Federal do Ceará. É fundador e
presidente do Caju do Brasil S/A, empresa
pioneira na agroindústria do caju no país. Em
razão de sua formação profissional, sempre se
dedicou nas empresas por onde passou à área
financeira, acumulando, atualmente, esse mesmo
cargo na Jandaia Indústria Ltda., considerada
uma das mais conceituadas empresas industriais,
produtores do suco de frutas do Brasil. Grande
batalhador em favor da agroindústria do Ceará
e do Nordeste, é diretor da Associação das
Indústrias Processadoras de Frutos Tropicais
(ASTN).
Na década de 70, foi um grande batalhador
junto às instituições governamentais, como
Banco do Nordeste e DNOCS, no sentido de
incentivar a implementação de projetos de
irrigação nas áreas dos açudes públicos,
visando à horticultura e a fruticultura em
escala empresarial. Recentemente,
instalou nova fábrica no município de Pacajus,
no Ceará, e exportou produtos
hortifrutigranjeiros para o mercado
internacional, consolidando os processos de
interiorização e de exportação de produtos
cearenses.
José
Tarcísio Rodrigues Pinheiro
Fundador
e presidente da TP & E - Tarcísio
Pinheiro & Economistas Associados Ltda
Economista,
formado pela Faculdade de Ciências Econômicas
e Administrativas da Universidade Federal do
Ceará, Tarcísio Pinheiro é hoje professor
da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), no Curso
de Economia, e da Universidade do Estado do
Ceará (UECE), no Curso de Administração de
Empresas da Escola de Administração do Ceará.
É fundador e presidente da Fundador e
presidente da TP & E - Tarcísio
Pinheiro & Economistas Associados Ltda,
que atua na promoção
de negociações e elaboração de projetos para
obtenção de financiamentos de longo prazo e
obtenção de incentivos financeiros estaduais e
federais; gerenciamento de negociações junto a
entidades financeiras e instituições públicas
e privadas; consultoria na área de
desenvolvimento de negócios e transferência de
controle acionário; e elaboração de estudos
de viabilidade econômica e financeira.
Através de sua empresa, foi responsável em
2003 pela mobilização de US$ 1 bilhão
em financiamentos para empresas cearenses, que
resultaram na geração de 57.241
empregos diretos.