|
Nosso
país é cheio de contrastes. De um lado, somos
uma economia moderna, industrializada, que
produz carros, aviões, celulares e
computadores. Nossa sociedade navega na
internet, fala ao celular, vota eletronicamente
e declara seus rendimentos pela web. Por outro
lado, temos uma enorme dívida social com a
desigualdade entre a riqueza e a pobreza mais
discrepante do mundo.
Do
ponto de vista de consumo, os brasileiros são
bastante informados e fazem suas compras domésticas
no sistema de auto-serviço em sua grande
maioria das vezes. Os supermercados respondem
por cerca de 80% da distribuição de alimentos,
produtos de higiene e limpeza residencial e
produtos de beleza e higiene pessoal.
Nesse
contexto, a embalagem desempenha um papel
preponderante, o mesmo acontece com os produtos
brasileiros destinados ao mercado internacional
que precisam de boas embalagens para competir
pelo mundo afora.
Pesquisas
do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE
- Associação Brasileira de Embalagem,
mostraram que o brasileiro valoriza muito a
embalagem e sabe discernir com clareza uma boa
embalagem de uma concorrente de qualidade
inferior. Mostraram também que neste assunto,
ele não aceita ser tratado como um consumidor
do terceiro mundo. Quando perguntado sobre o que
seria, na sua opinião, a embalagem do futuro, o
consumidor brasileiro foi firme em apontar que a
embalagem do futuro é aquela que "foi
feita para ele", que o faz "sentir-se
tratado como um consumidor do primeiro
mundo".
Esta
qualificação, exigente do nosso consumidor,
educado para o consumo pela nossa excelente
televisão e pela publicidade premiada que aqui
se faz, tem levado a indústria de embalagem a
buscar sempre melhores soluções, pois toda vez
que se consegue uma solução que atende as
expectativas destes consumidores ela obtém
vantagem competitiva sobre o que existia. Esta
dinâmica tem nos levado a alcançar altos níveis
de modernidade e sofisticação.
O
resultado disso, é que hoje, a indústria
brasileira de embalagem já alcançou o nível
internacional. Nosso país está se tornando um
exportador de embalagens capaz de fornecer para
os mais exigentes mercados.
As
exportações de produtos brasileiros que não
param de crescer e vêm batendo sucessivos
records, estão se beneficiando da qualidade de
nossos produtos, pois a competição
internacional exige embalagens de qualidade e
este é um ponto em que o Brasil tem consistência.
Outro
aspecto importante para este processo é o
design de embalagem, pois não basta ter
qualidade e tecnologia se o resultado é feio ou
sem atratividade. Neste caso, o Brasil está
muito bem, pois a exemplo do que já acontece
com a nossa propaganda, o design brasileiro vem
conquistando prêmios e reconhecimento nos
principais concursos internacionais e está em
condições de colocar nossos produtos em
destaque nos mercados mais competitivos e
exigentes.
Para
se desenvolver de forma constante e sustentável,
as economias modernas precisam de boas
embalagens, capazes de tornar seus produtos
atraentes e felizmente, neste caso, este é um
setor em que o nosso país não está atrasado.
Fábio
Mestriner é presidente da ABRE - Associação
Brasileira de Embalagem, professor de Design da
ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing
e diretor da Packing Design de Embalagem
MATÉRIA
PRIMMA - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
contato@materiaprimma.com
www.materiaprimma.com
F: 11 4226-4671 / 4229-9460 |