A
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)
abriu em alta de 0,05%, com o Índice
Bovespa em 35.492 pontos. No mercado de câmbio,
o dólar à vista recuava 0,61% às 11
horas, cotado a R$ 2,266 na compra e R$
2,268 na venda.
A
Bovespa bateu três recordes históricos na
semana passada, refletindo o cenário
interno tranqüilo e a grande procura de
investidores estrangeiros por ativos
brasileiros. O risco-país também bateu
recordes, o que contribuiu para esse
movimento de ingresso de recursos externos
ao país.
O
principal canal de ingresso de dinheiro
internacional continua a ser a balança
comercial. O superávit na primeira semana
de janeiro foi de US$ 745 milhões, quantia
considerada boa para um início de ano.
Como
está bastante "esticada", a
Bovespa tende a passar por movimentos de
realização de lucros. Mas esses movimentos
poderão ser absorvidos, de acordo com o
apetite do investidor estrangeiro por papéis
nacionais.
A
queda do dólar reflete principalmente a
entrada de dinheiro de fora do país, mas
também mostra que são grandes as apostas
na queda do dólar que os bancos fazem no
mercado futuro. O Banco Central continua a
comprar dólares do mercado, mas não tem
impedido a queda da cotação. Nesta segunda
o BC oferta mais 8.800 contratos de swap
reverso, em operação que equivale a uma
compra de dólares pelo BC no mercado
futuro.
O
Boletim Focus, do Banco Central, trouxe
estabilidade nas projeções do mercado em
quase todos os quesitos. Não houve alteração
na previsão de inflação deste ano e do
ano passado, assim como na projeção de
crescimento econômico. Os analistas
mantiveram em 0,5 ponto percentual as
apostas para o corte de juros deste mês, e
não o 0,75 ponto que vinha sendo defendido
semanas atrás.
No
mercado futuro de juros, todas as projeções
da taxa Selic operam estáveis. O Depósito
Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2007 tem
taxa de 16,33% ao ano. O risco-país
permanece estável, em 284 pontos
centesimais.