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Otimismo marca início de 2004

Fortaleza, 13/01/2004 - 14h10min

Diferente do que ocorreu durante praticamente todo o ano de 2003, o início de 2004 está sendo marcado pelo otimismo. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as projeções, por exemplo, para a taxa de desemprego, apontam 11,1%, contra uma estimativa de 12,4% para o ano passado. No mesmo tom, o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, acredita que o Nordeste vai conseguir superar o crescimento de outras regiões e gerar mais empregos.

"Temos setores fortes que respondem rapidamente à retomada do crescimento, como o da agroindústria e o têxtil. Há capacidade ociosa e investimentos que serão feitos de qualquer maneira, mesmo sem benefícios fiscais", afirmou Monteiro Neto, lembrando que o segmento industrial alavanca também o setor de serviços. O otimismo na redução do índice de desemprego se deve a um provável incremento de 3,5% no Produto Interno Bruto (PIB) e à diminuição da População Economicamente Ativa (PEA).

Mesmo com um PIB sem alteração em 2003, com relação a 2002, a CNI estima uma variação de 0,8% na produção industrial do país. Para 2004, as projeções são de 4,5%. Um dos motivos é a diminuição da taxa básica de juros da economia (Selic), que chegaria a 14,5% na média anual. Para ele, a prioridade para o ano de 2004 no país deve ser o crescimento sustentável.


A visão otimista é compartilhada pelo coordenador da Unidade de Economia e Estatística da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Hélio Beltrão. Ele diz que o ano começa com fortes pressões nos custos industriais impulsionados por reajustes nos preços de commodities, como aço e derivados de petróleo, além de outros, por conta de aumentos sazonais (energia, tarifas públicas) e impostos (IPTU, ICMS, etc...), mas com meta de inflação de 5,5% estabelecida pelo BC, com taxas de juros reais oscilando entre 6% a 7%.

Com relação a 2003, Hélio avalia que o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado pelo Banco Central do Brasil para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas da inflação, deve fechar o ano entre 9% e 9,2%, ultrapassando a meta fixada pelo Copom, em 8,5%, num patamar inferior a 10%. Segundo o técnico da FIEC, ''méritos para a política monetária estabelecida pelo BC".

Apesar disso, Beltrão reconhece que "o preço pago pela sociedade será um crescimento do PIB estimado em 0,75%, baixo para uma sociedade como a nossa". Já a atividade industrial cearense deve apresentar no balanço final de 2003 um acréscimo nas vendas reais de 2% (descontada a inflação). A média da utilização da capacidade instalada, algo em torno de 83%, representará um acréscimo de 1,05% em relação a 2002.
 

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
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