O
dólar à vista opera em baixa moderada
neste final de manhã, já colocando em
teste o patamar dos R$ 2,10. Às 12h15m, a
moeda americana caía 0,57% e era negociada
por R$ 2,103 na compra e R$ 2,105 na venda.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)
subia 0,86% (38.584 pontos), indicando que
poderá zerar hoje as perdas acumuladas em
fevereiro.
A
alta da Bovespa se sustenta mesmo após o
dado de inflação no atacado americano ter
ficado acima do esperado. O PPI, sigla em
inglês para índice de preços ao produtor,
teve alta de 0,3% em janeiro, contra previsão
de 0,2%. O núcleo do PPI ficou em 0,4%,
também acima da previsão, de 0,2%.
Entre
as 57 ações do Ibovespa, as maiores altas
são de Telemig Participações PN (+4,30%)
e Petrobras PN (+3,54%). As quedas mais
significativas do índice são de Bradespar
PN (-2,48%) e Cesp PN (-1,85%).
Com
a demanda pelos títulos da dívida externa
brasileira, o risco-país cai 5 pontos, para
224 pontos centesimais. No mercado futuro de
juros, as projeções da taxa Selic recuam
novamente, acompanhando o dólar e o risco.
No
câmbio, a queda é atribuída à
perspectiva de ingresso de recursos externos
ao país, principalmente depois de editada a
medida provisória que desonerou
investimentos estrangeiros. A previsão de
analistas é de que o patamar dos R$ 2,10
seja rompido no curto prazo. Para a virada
do mês, não se descarta um dólar em torno
de R$ 2,00.