A
perspectiva de um saldo da balança
comercial menor em fevereiro, ante o mesmo
período do ano passado, mostra que a forte
depreciação do dólar em relação ao real
"preocupa", disse o ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Fernando Furlan, que participou da
inauguração do programa do governo
federal, Exporta Cidades, em Diadema (SP).
"Isso mostra que a taxa de câmbio
preocupa e ela deve ser modificada pelas próprias
forças do mercado".Segundo ele, o
crescimento das exportações nas primeiras
três semanas de fevereiro foi de apenas 5%
em relação ao mesmo período do ano
passado.
No entanto,
destacou que a queda do ritmo das vendas
externas deve reduzir o fluxo de dólares
para o Brasil. Quanto à medida de desoneração
de impostos para os investidores
estrangeiros, aprovada pelo governo na
semana passada, Furlan disse que este é um
fator positivo, porque visa a redução do
custo Brasil e redução da dívida em moeda
estrangeira. "Eu acredito que seja uma
medida positiva, mas é necessário fazer
também uma reforma na legislação cambial
para que isso tire o peso dos setores de comércio
exterior, que agravam os custos e diminuem a
competitividade", disse.
Segundo o
ministro, o impacto da reforma cambial
poderia ocorrer na redução da burocracia,
na possibilidade das empresas brasileiras
poderem ter uma conta exportação, na qual
pudessem compensar a importação de máquinas
ou de matérias primas", disse.
"Assim, evitando os custos e intermediação
financeira, inclusive das questões das
diferenças de taxas, porque o exportador
vende pela taxa de compra e o importador
compra pela taxa de venda. Há um spread
também envolvido que em muitos casos pode
representar, dependendo do tamanho da
empresa, (custo menor) de 2% a 5%".