Fortaleza,
27/02/04 - 16h15min
Os sinais de recuperação da economia
registrados pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) no quarto
trimestre do ano passado são frágeis e
não apontam para uma retomada efetiva do
crescimento. A avaliação é do economista
Renato Fonseca, coordenador da Unidade de
Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Ele disse que a queda de 0,2% do Produto
Interno Bruto (PIB) em 2003 confirma os
dados sobre o desempenho da economia
divulgados anteriormente pela CNI e pelo
próprio IBGE. “A retração do ano
passado é resultado, principalmente, do
aumento da inflação e dos juros altos”,
diz Fonseca. Esses dois fatores foram
responsáveis pela queda de 3,3% no consumo
das famílias, que reponde por 60% do PIB, e
pela retração dos investimentos.
Fonseca destaca que a retomada firme do
crescimento depende do estímulo ao consumo
e aos investimentos, por meio da redução
dos juros da
estabilidade dos preços. Por isso, o
economista da CNI critica a decisão do
Comitê de Política Monetária (Copom) do
Banco Central de manter os juros básicos da
economia em 16,5% ao ano na reunião deste
mês.
"Com isso, não há perspectivas de
retomada do crescimento", afirma
Fonseca. A CNI estima que o PIB deste ano
terá um incremento de 3,5%. A notícia
está na Agência CNI: Sinais de
recuperação são frágeis, diz economista
da CNI.
Fonte: CNI