Fortaleza,
18/02/2004 - 17h18min
A Associação das Empresas do Distrito
Industrial de Maracanaú (Aedi) realizou,
nesta quarta-feira (18/02), encontro com o
secretário-adjunto da Secretaria de
Desenvolvimento Econômico (SDE), Alexandre
Adolfo (foto,
à esquerda),
para tratar da questão dos terrenos
desapropriados pelo governo do Estado na época
da construção do Distrito Industrial e,
depois, cedidos em comodato às indústrias.
O problema é que 23 empresários instalados
no local ainda não têm a escritura da
propriedade. Segundo Alexandre Adolfo, a questão
é que, à época, os antigos donos não
aceitaram o que foi oferecido pelo governo do
Estado e entraram na Justiça questionando a
desapropriação. “Não há como o Estado
acelerar o processo, porque isso depende da
Justiça”, disse. O secretário garantiu, no
entanto, que o Estado está cumprindo tudo o
que é solicitado quando a Justiça pede
informações.
Alexandre Adolfo sugeriu, no entanto, que as
empresas que desejarem acelerar o processo
devem fazê-lo judicialmente, por conta própria.
Para tanto, é necessária uma boa fundamentação
dos danos causados pela falta do documento,
como, por exemplo, a questão dos
financiamentos, uma vez que os terrenos não
podem ser oferecidos como garantia.
“O Estado se sente constrangido em oferecer
algo que ainda não nos pertence. Entretanto,
gostaríamos de acrescentar que o pleito é
uma das prioridades do governo atual e deverá
ser atendido o mais breve possível”,
acrescentou.
No
final da reunião, o secretário-adjunto
anunciou que a SDE estava cedendo, por meio de
comodato à Aedi, um terreno de 900m2 para a
construção de um heliponto. Para o
presidente da Aedi, Álvaro de Castro Correia
Neto (foto,
à direita),
“a novidade irá contribuir para a agilidade
e segurança nos deslocamentos do distrito”.