Fortaleza,
18/02/2004 - 15h55min
A
Santista Têxtil encerrou 2003 com um
crescimento de 5,7% no faturamento, atingindo um
total de R$ 1,1 bilhão, com um aumento de 2,7%
nas vendas físicas. As vendas externas se
mantiveram no mesmo patamar do ano anterior,
representando cerca de 50% da receita líquida
total, somado as exportações a partir do
Brasil e o faturamento das subsidiárias
integrais na Argentina e Chile.
No total, a empresa atendeu com seus tecidos
Denim, a clientes de 50 países, mantendo-se
entre os maiores produtores mundiais desse tipo
de tecido à base de algodão. Adicionalmente,
manteve-se na liderança do fornecimento de
tecidos para roupas profissionais no Cone Sul.
O EBITDA de R$ 145 milhões (R$ 179 milhões no
ano anterior), manteve-se acima de 15% da
receita líquida, e possibilitou melhorar a relação
Debt/Equity de 54,1% em 2002 para 51,0% em 2003,
além de manter a geração própria de caixa
como principal fonte dos investimentos, cujo
valor total foi de R$ 44,5 milhões (4,8% da
receita líquida consolidada). “Conseguimos
financiar os investimentos do ano, melhorar o
perfil do endividamento e antecipar dividendos
aos acionistas”, destaca Paulo Mendonça,
Diretor Financeiro e de Relações com
Investidores. O lucro líquido foi de R$ 44,4
milhões (contra R$ 78,1 milhões no ano
anterior), representando 8,9% de retorno sobre o
patrimônio líquido.
"Esses números são bastante positivos
para o exercício, considerando o clima
recessivo mundial e brasileiro nos primeiros
meses do ano, e os grandes aumentos de custos
que tivemos, em especial nos preços do algodão
(60% na média do exercício) e também das
tarifas de serviços públicos no Brasil”,
comenta Paulo Mendonça.
“Além de não poder repassar esses
substanciais aumentos aos preços dos produtos
finais, o desempenho mundial da indústria de
tecidos para vestuário em 2003 foi impactado
pela retração internacional”, explica o
presidente da Santista, Herbert Schmid. Ele
explica que o consumidor se viu com menos
recursos e com maior demanda para utilizá-los,
devido ao aumento dos gastos com outros produtos
e serviços, principalmente eletrônicos, de
telecomunicações e de lazer.