Fortaleza,
05/02/2004 18h35min
O
secretário de Ciência e Tecnologia do
Estado, Hélio Barros, disse agora há pouco,
durante o lançamento, na Federação das Indústrias
do Estado do Ceará (FIEC), do edital do
projeto Empresa Competitiva, que o Ceará só
terá crescimento com o engajamento da classe
empresarial e o setor acadêmico.
"Precisamos aliar o conhecimento das
universidades e centros de pesquisas com o
dinamismo do setor industrial como única
forma de elevar o potencial do Ceará”,
defendeu.
Para
o presidente da FIEC, Jorge Parente Frota Júnior,
a inovação tecnológica é imprescindível
para a competitividade industrial atualmente.
Ele comentou que as maiores potências do
mundo têm como aliadas o conhecimento advindo
dos centros produtores de ciência, sendo este
o principal motivo para seu progresso. "O
Brasil e, em especial, nosso Estado precisam
cada vez mais seguir esse modelo com o intuito
de despontar como um centro competitivo em
termos industriais,” disse.
A
mesma visão foi defendida pelo diretor de Ciência
e Tecnologia da FIEC, Lima Matos,
acrescentando que o papel do Fórum de
Tecnologia, atualmente coordenado pelo
Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL-CE), tem
permitido, de forma inédita no país, essa
interação hoje defendida pelos setores do
conhecimento e da produção. “O Ceará
precisa dessa aliança para chegar ao seu
verdadeiro lugar de destaque no cenário
nacional e internacional. Temos todos os
recursos, basta encontrarmos meios de
viabilizar as idéias hoje em
desenvolvimento”, acrescentou.
O
projeto tem como objetivo financiar empresas
nas atividades de pesquisa e desenvolvimento
de produtos e processos que vão ser lançados
no mercado. Conta com orçamento de R$ 8 milhões.
Desse total, R$ 4 milhões são oriundos do
Ministério da Ciência e Tecnologia por meio
da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep);
R$ 3,6 milhões aportados pelas empresas e R$
400 mil pelo Tesouro Estadual, via Fundação
Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (Funcap).