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NOTÍCIA_______________________________________ 

Presidente da FIEC critica aumento 
da Cofins

Fortaleza, 04/02/3004 - 13h50min
O aumento da alíquota da Contribuição para Financiamento da Previdência Social (Cofins), de 3% para 7,6%, já em vigor, não está agradando os empresários, apesar de o governo afirmar que haverá compensação com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sobre os bens de capital e que haverá aumento da eficiência com a terceirização dos serviços. 

Segundo especialistas em tributação e empresários cearenses, a medida, que entrou em vigor a partir de 1º de fevereiro, deve provocar conseqüências e atingir toda a cadeia produtiva, embora uns mais e outros menos, sobrando o ônus final para o consumidor. A preocupação maior é com o repasse imediato para os preços, provocando queda nas vendas e, em conseqüência, reflexos no emprego.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Jorge Parente Frota Júnior, ocorrerá mais um aumento de carga tributária, conforme já demonstrou estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em relação à alta da alíquota do Programa de Integração Social (PIS), de 0,65% para 1,65%. ''A sistemática é semelhante'', frisa ele, observando que as indústrias mais afetadas serão as que se utilizam menos de insumos na sua produção.

Jorge Parente calcula que a empresa que não tiver até 60% de seu componente de custo em insumos vai ser extraordinariamente prejudicada. Na sua avaliação, os setores mineral e de moagem de trigo serão dois deles. Segundo ele, o repasse do tributo para os preços será imediato, provocando mais inflação. O comércio, tanto o de bens como o de serviços, também será extremamente afetado, na opinião do presidente da Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), Luiz Gastão Bittencourt Filho.

O segmento de bens terá menor influência, enquanto o de serviços será bastante prejudicado porque já tem uma margem de comercialização muito baixa, ou seja, de 5%. Gastão acha que o repasse para os preços será imediato, devendo aumentar a inflação, podendo provocar demissões de trabalhadores. ''A inflação no Brasil, hoje, não é de demanda, mas de custo'', conclui. 

A mesma avaliação é feita pelo advogado tributarista Hugo de Brito Machado, para quem é evidente o aumento da carga tributária, porque as empresas que vinham pagando 3% vão continuar recolhendo o tributo e os setores cuja cadeia produtiva é menor passarão a pagar mais que aqueles, em razão da nova alíquota, de 7,6%. 

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
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