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Fortaleza,
03/02/2004 - 17h20min
O Sindicato das Indústrias de Confecções do
Ceará (Sindconfecções) e a Secretaria de
Trabalho e Empreendedorismo do Estado (Setas)
promoveram nesta terça-feira (03/02), na
cobertura da Casa da Indústria, sede do Sistema
Federação das Indústrias do Estado do Ceará
(SFIEC), um café da manhã para lançar a
participação das indústrias cearenses na
Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenit
Outono/Inverno 2004) - estação outono e
inverno. O evento acontece de 9 a 12 de
fevereiro, no Pavilhão de Feiras do Anhembi, em
São Paulo. Paralelos ao encontro, acontecem,
ainda, o Salão Internacional da Moda, Salão
Infanto-Juvenil e Bebê, além de desfiles. A
solenidade na FIEC contou com a participação
do secretário da Setas, Roberto Matoso.
De acordo com o presidente do Sindconfecções,
José Moreira Sobrinho (foto), há oito anos
que o Estado não participava
da edição outuno/inverno da Fenit e a
ida agora representa um grande esforço do setor
em conseguir novos mercados. ''Precisamos dar um
salto nas exportações “, afirmou. Ele
ressaltou o esforço que o governo do Estado e a
FIEC têm dado para alavancar as exportações
do Ceará. ''E nós, do Sindicato, estamos
procurando abrir cada vez mais mercados”.
O secretário Roberto Matoso destacou que o
setor de confecção é formado basicamente por
micro e pequenos empresários e, por isso, tem
merecido especial atenção do governo estadual,
por ter possibilidade de oferecer um grande número
de empregos. Além disso, Matoso lembrou que o
segmento não exige alto capital para iniciar as
operações, o que favorece a criatividade do
empreendedor. Ele citou o programa Compre da
Gente, criado no ano passado, que abre
oportunidade de pequenas empresas locais se
tornarem fornecedoras de grandes empresas do
Estado.
Participarão da Fenit este ano, através da
parceria entre o Sindconfecções e a Setas,
nove empresas representantes dos segmentos de
moda masculina, feminina, íntima, jeans, moda
praia e cama e mesa, além da participação
especial da Ceart, que levará o artesanato
cearense para o evento. As indústrias que estarão
presentes são as seguintes: Fátima Gonçalves
- moda feminina; Desceu do Céu - moda feminina;
Ticy Brasil - moda masculina; Robia - moda íntima;
Sabor do Mar - moda praia; Primar - moda
feminina; Majom - jeans; Esfinge - moda
feminina; e Ceart - artesanato.
No evento, considerado o maior do gênero na América
Latina, é onde se pode ter uma idéia da
criatividade e do padrão de qualidade da indústria
têxtil brasileira, atributos que colocaram em
evidência a competitividade dos produtos made
in Brazil no mercado mundial. O visitante
terá, também, uma excelente oportunidade de
atualização profissional, através do Centro
de Informação em Moda, com uma programação
repleta de palestras dirigidas, desfiles, fórum
de cores e outras atividades.
Em relação ao Ceará, o setor de confecções
ainda está comemorando o resultado das exportações
em 2003, que representou aproximadamente 1,8% de
tudo o que o Ceará manda para o mundo, em
especial calças, blusas, biquínis e roupas íntimas,
apontando um salto de 65,2% em relação ao ano
anterior. Do total exportado, US$ 270 mil foram
angariados pelo Projeto Setorial Integrado (PSI)
de Confecções, que reúne 26 pequenas
empresas, assessorados por entidades como
Sebrae/CE e o Centro Internacional de Negócios
da FIEC.
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