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                                                                     Atualizado em 16/08/2005

 

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NOTÍCIA_______________________________________ 

Orgânicos no combate à poluição

Além de ajudar a reduzir a contaminação do meio ambiente, programas de estímulo ao cultivo alternativo da Itaipu e da CGTEE buscam melhorar qualidade de vida dos agricultores

As preocupações com o meio ambiente e com a qualidade de vida dos agricultores que vivem nas proximidades de usinas têm levado empresas do setor elétrico a estimular o plantio de alimentos orgânicos por meio de programas ambientais. A Itaipu Binacional, companhia responsável pela maior hidrelétrica do mundo, e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) já praticam ações que promovem a conservação da natureza e a produção de orgânicos.

Empresa do Grupo Eletrobrás, a Itaipu Binacional é responsável pelo Projeto de Agricultura Orgânica na Bacia Hidrográfica Paraná III, criado em fevereiro de 2003. O objetivo é contribuir para minimizar os impactos ambientais gerados pela produção agrícola convencional, que normalmente utiliza agrotóxicos para controle de pragas na lavoura. 

Também estão entre as metas do projeto da Itaipu o aumento do índice de qualidade de vida dos agricultores e dos consumidores e o fortalecimento da agricultura familiar nos 28 municípios da Bacia Hidrográfica do Paraná III (BPIII).


O programa realiza trabalhos de capacitação para produtores rurais, técnicos e professores; oferece assistência técnica aos agricultores; dá apoio às pesquisas, à comercialização e à agroindustrialização. “Com isso, hoje, temos a formação de uma rede de assistência técnica composta por 20 técnicos, número que pode crescer para 40 no futuro. Essa rede já capacitou 500 agricultores, mas até o final do ano esse número crescerá para 1.100. A capacitação é feita por meio de diversos cursos, seminários e palestras”, explica João José Passini, gestor do programa.


Segundo ele, pa
ra 2006 estão previstos mais de cem eventos que deverão atingir cerca de mil agricultores, ampliando ainda mais o projeto, que tem a meta de formar 2.600 produtores orgânicos até o ano de 2008 (10% do número de agricultores da BPIII).


O programa da Itaipu Binacional gera empregos para agricultores da região não apenas por causa do apoio à produção mas também pelo estímulo à comercialização dos produtos. Além disso, donos de propriedades que produzem orgânicos recebem certificação participativa, ou seja, os próprios agricultores, por meio de um Conselho de Ética, avaliam e certificam os colegas com o Selo da Rede Ecovida. O programa também capacita e presta assistência técnica aos produtores.


“O cultivo de produtos orgânicos traz inúmeras vantagens ao meio ambiente e ao homem”, explica Moacir Darolt, pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (IPAR) e doutor em meio ambiente. Segundo Darolt, a produção orgânica poupa a terra e a água dos produtos químicos, como pesticidas e inseticidas, que danificam a natureza. “Um dos problemas mais graves que registramos é a contaminação de água nos lençóis freáticos, afetados pela agricultura convencional, à base de agrotóxicos”, diz Daroult.


Além disso, o pesquisador chama a atenção para a vantagem de levar às famílias que moram no campo a tecnologia de agricultura de orgânicos. “É muito importante que essas pessoas já comecem a cultivar sem trazer prejuízos duradouros à natureza. A idéia é que a técnica do cultivo do orgânico seja passada para as futuras gerações e, daqui a alguns anos, a agricultura convencional acabe”, completa.


O projeto atua ainda junto às universidades da região, com cursos de capacitação voltados para acadêmicos e apoio a trabalhos de pesquisa ligados à agroecologia, desenvolvidos pelas instituições. “Atualmente existem quatro projetos que contam com o apoio do Projeto de Agricultura Orgânica por meio de um convênio com a Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste)”, explica Passini.


A CGTEE – outra controlada da Eletrobrás – tem um programa similar: o Projeto Quintais de Frutas Orgânicas. Iniciado em dezembro do ano passado, o projeto tem como objetivo capacitar técnicos e agricultores, selecionando áreas para a instalação de cem quintais frutíferos orgânicos a partir do processo participativo dos produtores e com tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 

Os quintais servem para dar subsídios a pesquisas e, ainda, como estratégia de segurança alimentar para a população. Além de garantir a subsistência, têm um papel importante na captura do carbono da atmosfera renovando o meio ambiente.


O projeto é realizado nas áreas de
Hulha Negra, Candiota, Piratini, Pelotas, Aceguá e Porto Alegre e atinge aproximadamente cem propriedades de assentamentos rurais, comunidades quilombolas (descendentes dos habitantes de antigos quilombos), assentamentos urbanos e uma reserva indígena.

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
webmaster Gevan Oliveira (CE01185jp) -  Fones: (85) 3466.5434/35/36  - Fax: (85) 3466.5426.

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