|
Fortaleza,
27/08/2004 - 16h25
Fonte: Folha Online
O
setor público (União, Estados, municípios e
estatais) registrou um superávit primário
(receita menos despesas, excluídos os gastos
com juros) de R$ 52,8 bilhões nos primeiros
sete meses deste ano.
A economia de recursos feita para o pagamento de
juros é equivalente a 5,59% do PIB (Produto
Interno Bruto). No ano, a meta do governo é
economizar R$ 71,5 bilhões, ou 4,25% do PIB. O
superávit primário é o que o país deixa de
gastar para pagar os juros da dívida pública.
Em julho, o superávit primário somou R$ 6,614
bilhões, abaixo dos R$ 7,915 bilhões
economizados no mês anterior. O superávit
costuma cair no desenrolar do ano porque nos
primeiros meses o governo ainda está planejando
os gastos.
Em julho, o governo central (Tesouro Nacional,
Previdência Social e Banco Central) contribuiu
com um superávit primário de R$ 4,047 bilhões
para o resultado consolidado, enquanto os
governos estaduais e municipais fizeram uma
economia de R$ 1,394 bilhão e as empresas
estatais tiveram um superávit de R$ 1,173 bilhão.
No acumulado do ano, a economia foi resultado de
um superávit primário de R$ 39,633 bilhões do
governo central, de R$ 11,576 bilhões dos
governos regionais e de R$ 1,587 bilhão das
empresas estatais.
Juros
Em julho, os gastos com juros nominais somaram
R$ 10,375 bilhões. Portanto, o resultado primário
obtido pelo setor público consolidado, de R$
6,614 bilhões, não foi suficiente para cobrir
toda a despesa com juros do mês, o que resultou
em um déficit nominal (receita menos despesas,
incluindo os juros) das contas públicas de R$
3,761 bilhões no período.
Nos sete primeiros meses deste ano, o setor público
consolidado teve despesas com juros nominais no
valor de R$ 72,203 bilhões, que também não
foram totalmente cobertas com o superávit primário
do período (R$ 52,8 bilhões). Com isso, o déficit
nominal das contas públicas no acumulado do ano
soma R$ 19,407 bilhões.
|