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                                                                    Atualizado em 23/08/2004 

 

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NOTÍCIA_______________________________________ 

Veiling Holambra deve fechar o ano com crescimento de 300% nas exportações de flores

A Cooperativa Veiling Holambra espera chegar ao final de 2004 com mais de 14 milhões de hastes de flores de corte exportadas, representando um crescimento de 300% em relação ao ano passado. Em 2003, primeiro ano da comercialização no mercado internacional, os produtores, por meio da Veiling,  exportaram 3,5 milhões de hastes. Na conquista de novos mercados, Holambra conta com uma importante vitrine para seus produtos: a Expoflora, a maior exposição de flores da América Latina, que, este ano, em sua 23ª edição, será realizada entre 26 de agosto e 26 de setembro, de quinta-feira a domingo, das 9h às 19h, inclusive nos dias 06 e 07 de setembro, feriado comemorativo à Independência do Brasil.

Até a entrada de Holambra no mercado internacional como pólo exportador, a venda para o exterior ocorria esporadicamente e de forma isolada. Hoje são 25 produtores de flores de corte que exportam diretamente pela Cooperativa Veiling Holambra. As principais variedades exportadas são lírio, rosa, gérbera, lisianthus, antúrio, tropicais, cartamus, girassol, folhagens, orquídea, solidago, celosia e buquês, entre outras, totalizando 30 produtos.

Os principais compradores das flores de corte de Holambra são os Estados Unidos, Holanda e Portugal, este último em menor escala. A expectativa dos produtores é ampliar o volume exportado e chegar a novos mercados. "A receptividade das flores brasileiras é boa, mas ainda falta ter mais constância nos envios. O frete aéreo também é caro, diminuindo a competitividade das nossas flores, porém o potencial de mercado é gigantesco", considera o
Diretor Geral do Veiling Holambra, Arthur Goossens.

Competitividade

Os produtores de Holambra apostam na competitividade das flores de corte e consideram que o primeiro ano foi de aprendizado, com a necessidade de adaptações para atender as exigências do mercado internacional. Para 2005, a meta de alguns produtores é crescer ainda mais e exportar mais de 50% da produção.

O produtor René Vernooy exporta gérbera e antúrio para os Estados Unidos e Holanda. Ele produz o ano inteiro e comercializa, no mercado internacional, cerca de 50% das flores colhidas. "Em termos de qualidade, as variedades produzidas em Holambra têm alta competitividade no mercado internacional. O preço do produto brasileiro é o que complica um pouco em razão do frete", explica. Segundo ele, o frete (aéreo) representa 50% do custo.

Na avaliação de Vernooy, para exportar é preciso qualidade, preço e quantidade. "O primeiro ano foi de aprendizado. A expectativa para o próximo ano é dobrar o volume exportado", ressalta. 

Jan de Wit, um dos maiores exportadores da Holambra, também aposta no crescimento das vendas no comércio exterior. Ele produz lírio e exporta principalmente para os Estados Unidos. A meta é exportar 35% da produção até o final do ano e 50% no ano que vem. O produtor trabalha com estoques de bulbos e consegue produzir o ano inteiro.

Segundo ele, o mercado internacional é sazonal, sendo dezembro, fevereiro e maio os meses de pico para a exportação. Jan avalia que as flores de corte de Holambra são bem aceitas no mercado externo. "Nosso produto tem sido muito elogiado, tem competitividade e não deixa nada a desejar", comenta.

Com um ano de trabalho, os produtores estão se ajustando. Um dos itens é a embalagem. As caixas de papelão natural estão sendo substituídas por papelão mais grosso, além de padronizadas e coloridas. "Para exportar é preciso qualidade e, principalmente, disponibilidade de produtos para o atendimento dos pedidos. Estamos  ainda aprendendo o caminho das pedras", diz

Sua meta para os próximos anos é exportar entre 70% e 80% da produção. Jan considera importante estar participando do mercado global e fortalecendo o produto de Holambra. "Queremos ter um produto capaz de fazer parte de qualquer mercado, para permitir o crescimento do nosso negócio", explica o produtor.

Exportação brasileira

As exportações brasileiras de flores e plantas ornamentais registraram um crescimento de 33,95% nos primeiros cinco meses deste ano, com valores globais na ordem de US$ 9,3 milhões, ou cerca de R$ 27,9 milhões. Segundo o Ibraflor - Instituto Brasileiro de Floricultura -, as mudas de plantas ornamentais somaram US$ 5,6 milhões, aproximadamente R$ 16,8 milhões, no período. O resultado deve-se, principalmente, ao crescimento das vendas em 87% para o mercado norte-americano, e de 62% no japonês. O Estado de São Paulo responde pelo maior volume de mudas de plantas ornamentais exportadas pelo Brasil, com 80,9% das saídas internacionais.

Já as exportações brasileiras de Flores e Botões de Corte Frescos, representaram, no segundo semestre de 2003, as mais notáveis conquistas nacionais no âmbito do mercado internacional da floricultura. No período de janeiro a maio de 2004, o valor exportado atingiu o patamar de US$ 2,21 milhões, aproximadamente R$ 6,6 milhões, o que significou um aumento de 226% sobre os resultados do mesmo período do ano anterior.

Os Estados de origem das flores frescas de corte exportadas pelo Brasil foram, prioritariamente, São Paulo, com 78,4% dos resultados comerciais, seguido pelo Ceará, com 16,8%, Minas Gerais 2,63%, Pernambuco, com 0,91%, Santa Catarina, com 0,8% e Alagoas, com 0,41%.

A Balança Comercial da Floricultura mostrou saldo favorável de US$ 6,7 milhões, cerca de R$ 20,1 milhões no mesmo período. O valor acumulado das importações sobre o total exportado, de 27,5%, vem ficando abaixo da média histórica do setor (30%), o que se deve à maior participação relativa das flores de corte na pauta global de exportações.

Nos primeiros cinco meses de 2004, as importações nacionais foram concentradas em bulbos (30,5%), seguidos de mudas (20,8%), outras plantas vivas (15,6%), flores frescas (11,0%), mudas de outras plantas (10,8%), bulbos em vegetação (9,8%) e outros produtos de menor significado econômico.

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
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