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A
Cooperativa Veiling Holambra espera chegar ao
final de 2004 com mais de 14
milhões de hastes de flores de corte
exportadas, representando um crescimento de 300%
em relação ao ano passado. Em 2003, primeiro
ano da comercialização no mercado
internacional, os produtores, por meio da
Veiling, exportaram
3,5 milhões de hastes. Na conquista de novos
mercados, Holambra conta com uma importante
vitrine para seus produtos: a Expoflora, a maior
exposição de flores da América Latina, que,
este ano, em sua 23ª edição, será realizada
entre 26 de agosto e 26 de setembro, de
quinta-feira a domingo, das 9h às 19h,
inclusive nos dias 06 e 07 de setembro, feriado
comemorativo à Independência do Brasil.
Até a entrada de Holambra no mercado
internacional como pólo exportador, a venda
para o exterior ocorria esporadicamente e de
forma isolada. Hoje são 25 produtores de flores
de corte que exportam diretamente pela Cooperativa
Veiling Holambra. As principais variedades
exportadas são lírio, rosa, gérbera,
lisianthus, antúrio, tropicais, cartamus,
girassol, folhagens, orquídea, solidago,
celosia e buquês, entre outras, totalizando 30
produtos.
Os principais compradores das flores de corte de
Holambra são os Estados Unidos, Holanda e
Portugal, este último em menor escala. A
expectativa dos produtores é ampliar o volume
exportado e chegar a novos mercados. "A
receptividade das flores brasileiras é boa, mas
ainda falta ter mais constância nos envios. O
frete aéreo também é caro, diminuindo a
competitividade das nossas flores, porém o
potencial de mercado é gigantesco",
considera o Diretor Geral do Veiling
Holambra, Arthur Goossens.
Competitividade
Os
produtores de Holambra apostam na
competitividade das flores de corte e consideram
que o primeiro ano foi de aprendizado, com a
necessidade de adaptações para atender as exigências
do mercado internacional. Para 2005, a meta de
alguns produtores é crescer ainda mais e
exportar mais de 50% da produção.
O
produtor René Vernooy exporta gérbera e antúrio
para os Estados Unidos e Holanda. Ele produz o
ano inteiro e comercializa, no mercado
internacional, cerca de 50% das flores colhidas.
"Em termos de qualidade, as variedades
produzidas em Holambra têm alta competitividade
no mercado internacional. O preço do produto
brasileiro é o que complica um pouco em razão
do frete", explica. Segundo ele, o frete (aéreo)
representa 50% do custo.
Na
avaliação de Vernooy, para exportar é preciso
qualidade, preço e quantidade. "O primeiro
ano foi de aprendizado. A expectativa para o próximo
ano é dobrar o volume exportado",
ressalta.
Jan
de Wit, um dos maiores exportadores da Holambra,
também aposta no crescimento das vendas no comércio
exterior. Ele produz lírio e exporta
principalmente para os Estados Unidos. A meta é
exportar 35% da produção até o final do ano e
50% no ano que vem. O produtor trabalha com
estoques de bulbos e consegue produzir o ano
inteiro.
Segundo
ele, o mercado internacional é sazonal, sendo
dezembro, fevereiro e maio os meses de pico para
a exportação. Jan avalia que as flores de
corte de Holambra são bem aceitas no mercado
externo. "Nosso produto tem sido muito
elogiado, tem competitividade e não deixa nada
a desejar", comenta.
Com
um ano de trabalho, os produtores estão se
ajustando. Um dos itens é a embalagem. As
caixas de papelão natural estão sendo substituídas
por papelão mais grosso, além de padronizadas
e coloridas. "Para exportar é preciso
qualidade e, principalmente, disponibilidade de
produtos para o atendimento dos pedidos. Estamos
ainda aprendendo o caminho das
pedras", diz
Sua
meta para os próximos anos é exportar entre
70% e 80% da produção. Jan considera
importante estar participando do mercado global
e fortalecendo o produto de Holambra.
"Queremos ter um produto capaz de fazer
parte de qualquer mercado, para permitir o
crescimento do nosso negócio", explica o
produtor.
Exportação
brasileira
As
exportações brasileiras de flores e plantas
ornamentais registraram um crescimento de 33,95%
nos primeiros cinco meses deste ano, com valores
globais na ordem de US$ 9,3 milhões, ou cerca
de R$ 27,9 milhões. Segundo o Ibraflor
- Instituto Brasileiro de Floricultura -,
as mudas de plantas ornamentais somaram US$ 5,6
milhões, aproximadamente R$ 16,8 milhões, no
período. O resultado deve-se, principalmente,
ao crescimento das vendas em 87% para o mercado
norte-americano, e de 62% no japonês. O Estado
de São Paulo responde pelo maior volume de
mudas de plantas ornamentais exportadas pelo
Brasil, com 80,9% das saídas internacionais.
Já as exportações brasileiras de Flores e Botões de Corte Frescos, representaram, no segundo
semestre de 2003, as mais notáveis conquistas
nacionais no âmbito do mercado internacional da
floricultura. No período de janeiro a maio de
2004, o valor exportado atingiu o patamar de US$
2,21 milhões, aproximadamente R$ 6,6 milhões,
o que significou um aumento de 226% sobre os
resultados do mesmo período do ano anterior.
Os Estados de origem das flores frescas de corte
exportadas pelo Brasil foram, prioritariamente,
São Paulo, com 78,4% dos resultados comerciais,
seguido pelo Ceará, com 16,8%, Minas Gerais
2,63%, Pernambuco, com 0,91%, Santa Catarina,
com 0,8% e Alagoas, com 0,41%.
A Balança Comercial da Floricultura mostrou
saldo favorável de US$ 6,7 milhões, cerca de
R$ 20,1 milhões no mesmo período. O valor
acumulado das importações sobre o total
exportado, de 27,5%, vem ficando abaixo da média
histórica do setor (30%), o que se deve à
maior participação relativa das flores de
corte na pauta global de exportações.
Nos primeiros cinco meses de 2004, as importações
nacionais foram concentradas em bulbos (30,5%),
seguidos de mudas (20,8%), outras plantas vivas
(15,6%), flores frescas (11,0%), mudas de outras
plantas (10,8%), bulbos em vegetação (9,8%) e
outros produtos de menor significado econômico. |