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Fortaleza,
30/08/2004 - 10h45
Fonte: Globo Online

O dólar à vista abriu em alta de 0,16% nesta segunda-feira, sendo
negociado por R$ 2,955 na compra e R$ 2,960 na
venda. No mercado de títulos da dívida, os
papéis operam perto da estabilidade. O C-Bond
sobe 0,06% e o risco-país recua 0,38%, aos 523
pontos-base.
O mercado financeiro brasileiro inicia a semana
atento a indicadores econômicos nacionais e
internacionais, que possam dar dicas sobre a
política de juros dos países. Nesta manhã, o
destaque é a divulgação do IGP-M de agosto,
que recuou de 1,31% para 1,21%, mas ficou bem
acima do esperado pelos analistas.
A inflação acima do previsto preocupa os
investidores porque dias atrás a ata da
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)
acenou com a possibilidade de elevação dos
juros básicos da economia, se a inflação
ameaçar se desviar da meta do governo.
Um dos números mais esperados da semana será o
Produto Interno Bruto (PIB) do segundo
trimestre. A estimativa é de um crescimento
significativo, que confirmará o forte ritmo de
aquecimento da economia. Devido ao seu grande
potencial inflacionário, esse é outro motivo
que pode levar o Banco Central a elevar a taxa
Selic, hoje de 16% ao ano.
Já a tendência para o dólar no curto prazo é
de queda, segundo estimam quase todos os
analistas. Para isso contribui a balança
comercial e a expectativa de ingresso de
recursos externos via captações externas.
Além do setor privado, o governo também
estaria por promover emissão de títulos no
exterior, aproveitando a queda do risco-país
para o patamar dos 500 pontos.
No cenário externo, preços do petróleo e
números da economia americana devem continuar a
concentrar atenções. Nesta segunda-feira devem
ser divulgados números sobre gastos e renda
pessoal em julho. Esses são indicadores do
ritmo da economia do país, que podem dar dicas
sobre a política monetária americana.
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