O
abastecimento de gás
da Bolívia pode ser
restabelecido entre
cinco a sete dias,
segundo estimativas
da Petrobras, mas
isso não significa
que o consumidor
sairá
necessariamente
ileso.
As fortes chuvas no
sul da Bolívia na
semana passada
fizeram com um duto
fosse do Gasbol
(gasoduto Brasil-Bolívia)
fosse danificado, o
que comprometeu a
importação de gás
natural do país
vizinho.
Do consumo diário
de 26 milhões de
metros cúbicos, a
importação de gás
caiu para 21 milhões
de metros cúbicos.
Estados da região
Sudeste, como São
Paulo e Rio de
Janeiro, serão os
principais afetados.
As distribuidoras
terão reduzida a
oferta de gás em até
12%, a partir dessa
terça-feira.
A indústria
paulista pode ser a
principal
prejudicada em uma
redução no
abastecimento de gás
natural nos próximos
dias. Cerca de 80%
das vendas da Comgás
vão para empresas
do ramo industrial.
Dos 11,5 milhões de
metros cúbicos
distribuídos pela
Comgás em São
Paulo, 8,5 milhões
são importados da
Bolívia, por meio
do gasoduto Bolívia-Brasil,
operado pela
Petrobras.
Isto significa que
se uma distribuidora
recebia 1 milhão de
metros cúbicos por
dia, passará a
receber 12% a menos.
No entanto, segundo
o Ministério de
Minas e Energia, a
redução para o
consumidor pode ser
de até 12%.
Para usinas termelétricas
e refinarias da própria
Petrobrás, a restrição
já está em vigor.