Depois
de seis quedas
consecutivas, o dólar
fechou em alta nesta
sexta-feira, de
0,94%, cotado a R$
2,1500 na ponta de
venda das operações.
Durante o dia, a
moeda
norte-americana
oscilou entre a máxima
de R$ 2,1600 e a mínima
de R$ 2,1220. Na
primeira semana de
abril, o dólar
acumula queda de
0,69%.
O
foco do mercado
financeiro no Brasil
ficou hoje no cenário
externo. Os
indicadores de
emprego divulgados
nesta sexta-feira
nos EUA deixaram os
investidores mais
pessimistas em relação
aos rumos dos juros
norte-americanos. A
taxa de desemprego
norte-americana
atingiu o patamar
mais baixo em quatro
anos, graças à
criação de 211 mil
postos de trabalho.
O número de
empregos gerados é
ainda maior que os
190 mil previstos
pelos analistas.
O
forte impulso na
geração de novos
postos de trabalho
sugere um possível
aumento nas pressões
inflacionárias, o
que deve deixar o
banco central
norte-americano (Fed)
mais conservador.
Isso significa que
os juros nos Estados
Unidos podem
continuar subindo.
Antecipando esta
perspectiva, as
taxas negociadas nos
papéis da dívida
dos Estados Unidos já
subiram hoje. A taxa
do papel de 30 anos
superou os 5%.
Refletindo
a elevação dos
juros, as bolsas
norte-americanas
operam em queda
hoje. Isso porque o
investimento em ações
perde atratividade
quando os juros
sobem. Os
investidores começam
a sair das Bolsas e
migram para o
mercado de juros, o
que provoca a queda
das ações. Este
comportamento
repete-se nas bolsas
do mundo todo,
inclusive no Brasil.
Às 16h21, a Bolsa
de Valores de São
Paulo (Bovespa)
opera em baixa de
1,18%.