Os
indicadores da situação
financeira das famílias
da região metropolitana
do Rio de Janeiro
apontaram uma recuperação
em março. A PEC (Perfil
Econômico do
Consumidor), pesquisa
realizada pelo Instituto
Fecomércio-RJ, mostra
que no mês passado os
resultados foram
positivos em todas as
faixas de renda, com
destaque para o grupo
que recebe até dois salários
mínimos.
O percentual de famílias
da região metropolitana
do Rio com sobra no orçamento
subiu de 20,2% para
29,5% entre março de
2005 e igual mês deste
ano. "Essa elevação
foi puxada pelos
consumidores que
migraram dos grupos que
estavam com o orçamento
equilibrado e com falta
de dinheiro",
divulgou o instituto.
A pesquisa revela ainda
uma redução na
inadimplência neste
mesmo tipo de comparação,
de 24% para 22,3% nas
contas e de 19% para
14,1% nas parcelas de
financiamentos.
O destaque ficou com as
famílias com rendimento
até dois salários,
que, na média,
reduziram o percentual
de financiamentos em
atraso de 31,8%, em março
de 2005, para 25,4%, no
mesmo mês de 2006. Também
caiu --de 34% para
29,1%-- o número de famílias
com contas em atraso que
ganham até dois mínimos.
Por outro lado, o
percentual de famílias
que tomou algum tipo de
financiamento subiu de
44,6% para 45,8%, puxado
pelo grupo com renda de
até oito salários mínimos.
"Isso demonstra que
as pessoas estão
administrando o orçamento
de forma mais
inteligente. Elas estão
tomando novos empréstimos
com melhores condições
de crédito para pagar dívidas
que têm juros
maiores", disse
Clarice Messer, diretora
do Instituto Fecomércio-RJ.