O
ministro Roberto
Rodrigues (Agricultura)
anunciou hoje um pacote
de medidas que envolve
R$ 9 bilhões em novos
créditos e prorrogação
do vencimento de dívidas
para o setor agrícola.
O pacote visa minimizar
perdas dos agricultores
acumuladas desde 2005
por problemas climáticos
na região Sul. Além
disso, a queda do dólar
causou fortes prejuízos
ao setor, uma vez que os
produtores compraram
insumos e máquinas com
o dólar caro e venderam
ao exterior sua colheita
com a moeda bem mais
barata.
Dos R$ 9 bilhões, mais
de R$ 7,7 bilhões
referem-se ao
alongamento de dívidas
e mais de R$ 1,2 bilhão
em novas linhas de crédito.
O governo decidiu
liberar mais R$ 1 bilhão
(R$ 500 milhões neste mês
e R$ 500 milhões em
maio) para a sustentação
de preços dos produtos
agrícolas, além dos R$
650 milhões que já
estavam previstos no Orçamento
2006.
A medida de apoio à
comercialização também
vai atingir a
agricultura familiar,
que vai receber outros
R$ 238 milhões. Esses
recursos serão
destinados ao programa
de aquisição de
alimentos da agricultura
familiar.
Também haverá maior
prazo para o pagamento
de R$ 7,2 bilhões de dívidas
contratadas em programas
de investimento na
agricultura que
venceriam neste ano.
Esses pagamentos só serão
retomados 12 meses após
o vencimento da última
parcela de cada um
desses contratos. Essa
medida, segundo
Rodrigues, se aplica aos
produtos com problemas
de comercialização e
preço.
Outros R$ 530 milhões
cujos pagamentos já
haviam sido prorrogados
no ano passado por
problemas de estiagem
também ganharão prazos
de vencimentos mais
longos.
As medidas de
refinanciamento ainda
dependem de aprovação
do CMN (Conselho Monetário
Nacional, que reúne os
principais membros da
equipe econômica), que
se reúne no final do mês.
O voto será proposto
pelo próprio Ministério
da Fazenda, o que
sinaliza a aval da área
econômica às medidas.
Rodrigues informou que o
pacote anunciado hoje é
destinado a resolver
"questões
conjunturais que afetam
a agricultura".
Segundo ele, os
problemas
"estruturais"
de longo prazo serão
discutidos no governo em
outro momento.