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                                                                    Atualizado em 25/04/2005 

 

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NOTÍCIA_______________________________________ 

Diretor da FIEC diz que indústrias já estão no limite

Não há como evitar que o custo da energia elétrica na indústria chegue aos consumidores finais, na opinião do coordenador do Grupo de Ação de Infra-Estrutura e Governabilidade da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Francisco de Alcântara Macêdo. Segundo ele, pelo menos parte do aumento deve ser repassada, já que muitas empresas já vinham absorvendo esse custo.

Entre as indústrias mais prejudicadas, Alcântara Macedo destaca três fortes segmentos na economia do Estado: têxtil, siderúrgica e metalúrgica, todas, em sua grande maioria, de altíssima tensão. “São empresas, como no caso da têxtil, que já estão trabalhando no limite, gastando até mesmo R$ 2 milhões por mês com energia”, observa. De acordo com Alcântara Macêdo, o reajuste de energia, aliado às quedas do dólar, tem levado algumas empresas a registrarem prejuízos em 2005.

As tarifas da Coelce ficaram, em média, 23,59% mais caras. Entre as 10 companhias que tiveram seus reajustes autorizados pela Aneel no país, apenas a Cemig e a Celpe tiveram reajustes maiores do que o da Coelce: 23,88% e 34,11%, respectivamente. A Celpe, no entanto, passa pelo processo de revisão tarifária. O reajuste foi anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e na maior faixa de consumo chega a 32,07%.

Mais uma vez, a tarifa de energia sobe bem mais que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) acumulado nos últimos 12 meses, de 11,13%. O IGP-M é o índice contratual que corrige parte dos custos das distribuidoras. Para determinar o percentual, a Aneel considera a variação de custos que as empresas tiveram no decorrer de 12 meses. A fórmula de cálculo inclui custos não-gerenciáveis e gerenciáveis, sobre os quais incide o IGP-M. 

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
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