A
Federação das Indústrias do Estado do Ceará
(FIEC) será palco do lançamento do Centro
de Energias Alternativas (Cenea), no dia 9 de
maio, às 18h, no auditório Waldir Diogo, térreo
da Casa da Indústria. O evento, para o qual estão
sendo aguardados quatro ministros do governo
Lula – Minas e Energia, Dilma Rousseff;
Integração Nacional, Ciro Gomes; Comunicações,
Eunício Oliveira; e Ciência e Tecnologia,
Eduardo Campos –, deverá contar, também, com
presença de representantes do governo estadual,
de entidades de classe e da comunidade acadêmica,
além de reitores das universidades,
parlamentares e empresários do país e do
exterior. Na ocasião, será empossado o
conselho consultivo do órgão e realizada a
assinatura de convênios.
De
acordo com o presidente do Cenea e diretor
Corporativo e de Relações com o Mercado do
Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará
(Indi), órgão da FIEC, Alcântara Macedo, o
Centro foi idealizado na época do governo
Tasso, pelo atual vice-governador, Maia Júnior,
quando ainda exercia o cargo de secretário de
Infra-Estrutura do Estado. Ele lembra que o
projeto passou a mobilizar instituições como a
FIEC, através do Grupo de Ação de
Infra-Estrutura e Governabilidade, e
universidades, a exemplo da Universidade Federal
do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do
Ceará (Uece).
A
localização do Cenea no Estado não é por
acaso. “O Ceará possui vantagens comparativas
para abrigar o órgão, porque
é rico em energias alternativas provenientes do
vento (eólica), do sol e das biomassas. Já
temos as condições naturais, mas precisamos
aprimorar o conhecimento sobre o assunto”,
avalia Macedo, que acredita ser o Centro, na prática,
o ponto que faltava para aliar o ambiente de negócios,
proporcionado pela FIEC, ao conhecimento, por
meio das pesquisas produzidas nas universidades
cearenses, que irão gerar patentes.
O
Cenea não formula projetos. Na verdade,
catalisa a produção acadêmica e dá forma, de
modo que possa se candidatar a recursos dos
fundos da área e investimento das empresas do
setor elétrico obrigatório por lei. Hoje, boa
parte do dinheiro acaba não vindo por falta de
projetos.
Quanto
aos recursos para prover o Centro, Macedo diz
que pretende “brigar” para captar parte do
montante que é destinado pelas empresas do
setor elétrico para pesquisa. “O
encaminhamento das verbas está relacionado aos
projetos e é através de projetos de energias
alternativas que o Cenea irá funcionar,
utilizando os laboratórios que já existem nas
universidades, além do apoio do governo do
Estado e da FIEC”, afirma.
O
presidente do Cenea lembra, também, que até
2008 serão investidos no Estado, através do
Proinfa, de US$ 700 milhões a US$ 800 milhões
somente em energia eólica, correspondendo a 467
megawatts
(MW).
Além disso, mais 60
MW serão disponibilizados pelo
governo do Estado, através da implementação
dos Parques de Paracuru e Camocim, cada um com
30 MW. “Somados com os 17 MW que já existem
hoje no Estado serão ao todo 544 MW só de
energia eólica. Não há dúvida de que o Ceará
será o maior gerador de energia alternativa do
Brasil e de energia eólica da América
Latina”, conclui otimista.
Outras
informações sobre o projeto com Alcântara
Macedo, através dos telefones (85) 3466.5929,
3264.0409 e 3433.1090.