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                                                                    Fortaleza,                

 

                                                                    Atualizado em 19/04/2004 

 

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NOTÍCIA_______________________________________ 

Entidades cearenses planejam campanha contra elevada carga tributária

Uma campanha contra a elevada carga tributária cobrada no Brasil será deflagrada, no final deste mês, por um grupo de sete entidades cearenses, representantes dos setores do comércio, indústria, agricultura e serviços. As peças publicitárias foram apresentadas durante reunião na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). A idéia da campanha é mostrar a situação atual e elaborar projetos de lei para alterar a carga tributária, visando tornar a cobrança razoável. O estudo que será elaborado pelo grupo vai avaliar os impostos, tributos ou taxas que podem ser minimizados, quais podem deixar de ser cobrados e alíquotas majoradas.

Além da CDL, integram o movimento a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), a Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), o Conselho Regional de Contabilidade no Ceará (CRC), o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Ceará (Sescon) e a Ordem dos Advogados do Brasil - seção Ceará (OAB-CE).

O objetivo da campanha, que pretende começar no Ceará e estender-se para todo o país, vai dizer para o consumidor que hoje se levam apenas 60% dos ganhos (incluindo salários e outros rendimentos), já que 40% são consumidos através de impostos, taxas e contribuições nos níveis federal, estadual e municipal. Na reunião na CDL, os representantes das sete entidades analisaram as peças da campanha que serão apresentadas à imprensa, aos diversos segmentos envolvidos e ao público em geral no final deste mês.

O presidente da FIEC, Jorge Parente Frota Júnior, não poupa nenhum nível em relação à questão tributária: o federal, com o aumento no PIS e Cofins; estadual, com o aumento de dois pontos percentuais no ICMS; e municipal, com o aumento no IPTU.   ‘‘Nós vamos reivindicar a mudança da política macroeconômica do Brasil’’, adiantou. 

‘Desde o final do primeiro semestre do ano passado que a política econômica estava no rumo errado. Não foi uma política adequada para corrigir o ritmo da inflação crescente que havia no Brasil no final de 2002. Mas, com os resultados dos primeiros cinco meses de 2003, já dava para corrigir, para reduzir as taxas de juros. O governo só veio reduzir no segundo semestre. E o que é mais grave: continua a crescente política de carga tributária’’, afirmou.

Informativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
Coordenador do Núcleo de Comunicação Social:
Luiz Carlos Cabral de Morais - Redação:  Luís Henrique, Ângela Cavalcante e Gevan Oliveira- Editor e
webmaster Gevan Oliveira (CE01185jp) -  Fones: (85) 466.5434/35/36  - Fax: (85) 466.5426.

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