O dólar à vista acelerou o ritmo e opera em alta significativa nesta
manhã, influenciado por fatores internos e
externos. Às 11h02m, a moeda americana era
negociada por R$ 2,649 na compra e R$ 2,651 na
venda, com alta de 1,26%.
Os leilões de ''swap'' do Banco Central têm
sido fator de pressão sobre a cotação, já
que o BC vem recolhendo quantidade suficiente
de dólares no mercado. Serão ofertados nesta
quarta-feira mais 40 mil contratos, que
movimentarão US$ 2 bilhões. Inicialmente, o
BC afirmou que os leilões de ''swap'' teriam
o objetivo de reduzir a dívida pública
cambial do governo. Mas o presidente do BC,
Henrique Meirelles, admitiu na terça-feira a
possibilidade de continuidade dos leilões, o
que pressionou o câmbio.
A forte alta dos juros pagos pelos títulos do
Tesouro americano e a valorização do dólar
frente ao euro também são fatores
importantes de pressão sobre o dólar, nesta
quarta-feira. Os investidores trabalham em
compasso de espera do discurso do presidente
do Federal Reserve, Alan Greenspan. Há grande
expectativa em torno da possibilidade de
sinalização de aumento de juros mais forte
naquele país, por conta da inflação em
patamares acima do esperado.
No mercado futuro de juros, as taxas
acompanham o dólar e se ajustam para cima. Na
Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F),
o Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro
tem taxa de 18,83% ao ano, contra 18,75% do
fechamento de terça-feira.