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NOTÍCIA_______________________________________
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Dólar
supera R$ 2,60 e fecha com alta de mais de 1%
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Fortaleza,
01/03/2005 17h50
Fonte: Folha Online
O dólar começou
o mês de março em forte alta por causa da
apreciação da moeda norte-americana no
exterior e da compra de divisas pelo Banco
Central em um leilão. A cotação subiu 1,12% e
fechou a R$ 2,618.
Lá fora, o euro caiu e ficou abaixo da marca de
US$ 1,32. Isso ocorreu após a Alemanha, maior
economia da Europa, anunciar desemprego recorde
em fevereiro, e a agência Standard & Poor's
fazer um alerta sobre o fraco desempenho fiscal
alemão.
Mesmo com o dólar em alta no Brasil, o BC
adquiriu divisas em leilão pagando taxa máxima
de R$ 2,61. A intervenção ajudou a elevar a
cotação. Amanhã, o BC ofertará contratos de
"swap cambial" --é como se comprasse
divisas no mercado futuro.
Também foi aguardado com expectativa o
pronunciamento do presidente do Fed (Federal
Reserve, o banco central dos EUA), Alan
Greenspan, que ocorrerá amanhã no Congresso.
Ele pode comentar a recente alta dos preços ao
consumidor americano. Se emitir alguma preocupação
com a inflação, isso será interpretado pelo
mercado como um sinal de aumento mais agressivo
dos juros.
Um alta mais acelerada dos juros --que torna
mais atraente a remuneração dos títulos do
Tesouro americano-- se configura como um cenário
negativo para o fluxo de capital que hoje se
destina aos ativos de países emergentes, como o
Brasil.
Apesar da alta do dólar nesta terça-feira, a
previsão de entrada de recursos no país segue
positiva graças às captações feitas por
bancos e empresas. Ontem, o Tesouro captou
US$ 1 bilhão com um bônus de dez anos. Mesmo
com o dólar em baixa nos últimos nove meses, o
comércio exterior ainda rende boas notícias.
Foi divulgado que as exportações superaram
a marca de US$ 100 bilhões no período de
12 meses, terminado em fevereiro. A divulgação
do PIB (Produto Interno Bruto), que cresceu
5,2% em 2004, a maior alta desde 1994, não
mexeu com os negócios. O dado já era esperado.
Teve mais impacto o anúncio do reajuste
(17,65%) da tarifa de ônibus na cidade de São
Paulo, pois o aumento deve pressionar a inflação,
o que retardaria o fim do atual ciclo de alta
dos juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária).
No mercado futuro, as projeções dos juros
subiram. | | |
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Informativo eletrônico
produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema
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