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                                                                    Atualizado em 23/02/2005 

 

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NOTÍCIA_______________________________________ 

Propriedade intelectual é que diferencia os grandes centros

Fortaleza, 24/02/2005  13h30

O ex-diretor de Administração da Organização Mundial de Propriedade Intelectual e ex-funcionário da ONU, Roberto Castelo Branco de Souza (foto), disse hoje pela manhã, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), durante o seminário “A Economia do Conhecimento, o Brasil e o Comércio Multilateral”, que a propriedade intelectual é o fator responsável por distinguir os grandes centros industriais, como a China e os Estados Unidos, dos pequenos.

Com base nisso, ele entende que o Brasil precisa avançar muito no campo da propriedade intelectual. “O nosso país tem grandes cientistas, mas não temos ainda aquela cultura de registrar nossas patentes. É isso é desastroso!”. Roberto Castelo citou a empresa Microsoft, que em apenas cinco anos tornou-se uma potência mundial em produção de software, como exemplo de como o registro da inovação tecnológica é importante.

Roberto Castelo Branco destacou que, atualmente, se um país, um setor produtivo ou uma empresa não se adequarem aos processos relacionados à produção intelectual, “vai perder o bonde da história”. Para justificar essa visão, ressalta que, em função das grandes transformações registradas nas duas últimas décadas no mundo, o Século XXI passou a ser chamado de o século da Economia do Conhecimento. “Tais fatos fizeram com que a economia tradicional desse lugar a uma nova economia, baseada na inovação e na criatividade”, acrescentou.

No final dos anos 70 do século passado, disse, tínhamos uma revolução em marcha, que foi o surgimento dos microcomputadores. “Essas máquinas levaram inovação para o procedimento cotidiano de empresas e das próprias residências”, informou. Uma década depois, com o aparecimento da Internet, tal revolução ganhou um novo impulso tecnológico. “O mais importante é que, com a internet, as informações se globarizaram”, assinalou.

Em paralelo a essa revolução tecnológica, Roberto Castelo destaca que os mercados internacionais se tornaram cada vez mais interligados. ''Os países que não perceberam isso no início entraram em situação difícil, porque não se estruturam para tal. E agora estão sentindo quanto ficaram para trás.”

nformativo eletrônico produzido pelo Núcleo de Comunicação do Sistema FIEC
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