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Fortaleza, 24/02/2005
13h30
O
ex-diretor de Administração da Organização
Mundial de Propriedade Intelectual e ex-funcionário
da ONU, Roberto Castelo Branco de Souza (foto),
disse hoje pela manhã, na Federação das Indústrias
do Estado do Ceará (FIEC), durante o seminário
“A Economia do Conhecimento, o Brasil e o Comércio
Multilateral”, que a propriedade intelectual
é o fator responsável por distinguir os
grandes centros industriais, como a China e os
Estados Unidos, dos pequenos.
Com base nisso, ele entende que o Brasil precisa
avançar muito no campo da propriedade
intelectual. “O nosso país tem grandes
cientistas, mas não temos ainda aquela cultura
de registrar nossas patentes. É isso é
desastroso!”. Roberto Castelo citou a empresa
Microsoft, que em apenas cinco anos tornou-se
uma potência mundial em produção de software,
como exemplo de como o registro da inovação
tecnológica é importante.
Roberto Castelo Branco destacou que, atualmente,
se um país, um setor produtivo ou uma empresa não
se adequarem aos processos relacionados à produção
intelectual, “vai perder o bonde da história”.
Para justificar essa visão, ressalta que, em
função das grandes transformações
registradas nas duas últimas décadas no mundo,
o Século XXI passou a ser chamado de o século
da Economia do Conhecimento. “Tais fatos
fizeram com que a economia tradicional desse
lugar a uma nova economia, baseada na inovação
e na criatividade”, acrescentou.
No final dos anos 70 do século passado, disse,
tínhamos uma revolução em marcha, que foi o
surgimento dos microcomputadores. “Essas máquinas
levaram inovação para o procedimento cotidiano
de empresas e das próprias residências”,
informou. Uma década depois, com o aparecimento
da Internet, tal revolução ganhou um novo
impulso tecnológico. “O mais importante é
que, com a internet, as informações se
globarizaram”, assinalou.
Em paralelo a essa revolução tecnológica,
Roberto Castelo destaca que os mercados
internacionais se tornaram cada vez mais
interligados. ''Os países que não perceberam
isso no início entraram em situação difícil,
porque não se estruturam para tal. E agora estão
sentindo quanto ficaram para trás.”
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