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Premiações FIEC — Troféu Cidadania  

Demócrito Rocha Dummar

Biografia : Discurso : Resolução : Álbum

Troféu FIEC - Cidadania 2003
16 de dezembro de 2003

Prezado presidente Jorge Parente nesta belíssima! Esse portal de responsabilidade social que é a FIEC.

Eu queria também, representando a sociedade civil aqui presente, Dr. Carlos Roberto Martins Rodrigues, filho do nosso inesquecível Paulo Macedo Martins Rodrigues, ver que nominal, assim como representante da nossa sociedade aqui presente; prezado Fernando Ximenes, representando o setor público, a melhor qualidade de profissional, executivo do setor público a nível do país.

Eu queria saudar o meu querido colega de título de cidadania, Deusmar Queiroz, meu amigo do coração; em nome do comércio, João Gervásio.

Personalidades ilustres imprescindíveis há harmonia das atividades econômicas, juntamente com a Federação das Indústrias.

Eu queria saudá-los todos também, em nome do Padilha, que eu acho que é um aliado por excelência, certo? E um futuro conselheiro do Jornal O Povo, a partir de 2004. Eu queria também saudar aqui, todos as senhoras, representadas nas pessoas da Wânia, de minha mãe Lúcia, da Luciana, da Lúcia Maria, minhas queridas mulheres, que sempre me acompanham em todos os momentos de alegria como este. E eu queria também, em nome de todos, saudar o nosso maestro Fermanian, representante da cultura desta casa, que vem nos brindar com o talento de seus jovens artistas aqui, tornando esta noite mais bonita.

Mais nós ficamos muito felizes por conta dessa lembrança. Esta entidade maior que é a Federação das Indústrias, quando põe uma pausa para relembrar a importância desta organização chamada O Povo, desse jornal chamado O Povo, que já há 25 anos – 75 anos –, 25 mil números, encontra-se entre nós, lutando a partir do núcleo de cidadania cearense, da cidadania universal. Há um personagem também, eu abro parêntese dado à informalidade. Eu não posso deixar de fazer uma referência porque nós temos ligações afetivas muito profundas e também é um decano daqui, a pessoa do Luiz Esteves. Eu nunca me esqueço dele, do pai dele, da Alba, mãe dele. Uma ligação de família de muitos e muitos anos. E ex-presidente da casa. Em torno, de cada forma eu resaudo todos aqui presentes na pessoa dele.

Mais meus amigos, a partir do nome “O Povo”, buscado através de uma pesquisa popular, nós crescemos com a vocação centrada obviamente para os interesses desde povo que hoje, de certa forma, se traduz num movimento inarredável, um movimento crescente de cidadania mundial. Aparentemente as pessoas não teriam, há poucos anos atrás, a importância que eles detêm, talvez até pelo aumento da competência da comunicação mundial. E o certo é que, a opinião pública manifesta-se através da cidadania, tem marcado de forma decisiva a história recente do mundo. O caso, por exemplo, da Guerra do Vietnã, foram os cidadãos americanos que puseram um fim àquele massacre. No caso, agora, da Guerra do Iraque, a questão do respeito; a Organização das Nações Unidas, que era o fórum legítimo. Esta questão da opinião pública, ela se movimentou de uma ponta a outra do universo. E não importa que tenha perdido temporariamente uma batalha, mas elas se impõem a cada dia que passa. Há uma semana atrás, em função da opinião pública londrina, o mais influente jornal do ocidente, chamado New York Times, diante da repercussão de uma série de três ou quatro matérias publicadas por um dos seus repórteres – um de seus mil e oitocentos repórteres –, sofreu um decréscimo de credibilidade tamanha perante a opinião pública da Inglaterra e de seus leitores, que a única fórmula de buscar a sua recuperação de credibilidade, que é a principal moeda do jornal, foi nomear, há uma semana atrás, o seu primeiro ombudsman. Nós aqui do Ceará, hoje estamos comemorando dez anos de ombudsmato. Há dez anos atrás, sem crise, apenas para atender o sentido de cidadania, implantado desde a fundação do “O Povo”, pelo Demócrito Rocha, nós tivemos uma massa cultural suficiente de implantarmos de forma decisiva, de forma definitiva essa ouvidoria externa, esse (...) externo, buscando fazer um jornal mais justo. Um jornal mais próximo dos seus fundamentos editoriais. Um jornal mais próximo da sociedade que o apóia, aqui representada por todos vocês. E, hoje, nós completamos, portanto, esses dez anos.Essa festa “prá” nós se reveste de outro significado por conta dessa conquista. Dez anos é sempre uma data bonita “prá” se comemorar.

Mas eu estaria aqui, não só para agradecer, mas para prestar contas. Prestar contas do que recentemente esse jornal vem fazendo por merecer esta alta é... – troféu –, essa alta importância de Troféu Cidadania – também entregue foi, ao Deusmar, ano passado. E prestar contas no sentido de que nós devemos contar a vocês. Vocês que são os nossos leitores; o que mantêm o jornal, a partir de uma decisão diária de optar por aquele jornal; e de divergir do jornal; e de concordar com o jornal; e de colocar, de certa forma, a pauta do jornal do dia seguinte. Pois muito mais do que vocês possuem pensar, os leitores são os grandes escritores do jornal; os leitores são nossos inspiradores temáticos... contas.

Relatei aqui algumas, algumas iniciativas que eu precisaria. Eu gostaria de pedir suas atenções para retratá-las. A primeira, recentemente nós fizemos uma campanha chamada “Saia do Muro”, em conjunto com – foi premiada pela UNICEF com a menção honrosa internacional e com o prêmio Airton Sena de Jornalismo. Que foi uma campanha incentivando a inscrição de jovens eleitores de 16 a 18 anos. O Ceará então, foi o estado do Brasil que maior número de eleitores, proporcionalmente ao seu eleitorado, inscreveu como cidadãos eleitores para decidirem o destino do seu município, do seu estado e do seu país. Essa foi uma de nossas campanhas que tem realmente o clima da nossa identidade, do prazer que nós temos de manifestá-lo.

Eu queria também lembrar neste momento, dentro do cotidiano, a cobertura que nós fizemos sobre as UTIs, que serviu de uma reflexão nacional – foi de norte a sul do Brasil. Todos, toda a sociedade brasileira pensou que havia pessoas esperando a morte fora dos leitos das UTIs. E aqui no Ceará, em função da iniciativa editorial, nós conseguimos juntar a União, o Estado, e o Município. E, por enquanto, está solucionado: ninguém vai morrer na porta de UTI. Porque nós temos que respeitar a cidadania das pessoas. O Estado tem que acolhe-las, principalmente no momento de grandes dificuldades, que é o momento onde você está frágil, você está doente à espera do socorro que a sociedade e o Estado tem que dar.

Eu queria também salientar algo também que é de grande prazer! O Jornal como um catalisador, um potencializador. Entendo como fermento, ou como holofote, ampliando o significado dos movimentos da sociedade. Nesta FIEC, por exemplo, nós temos o prêmio Delmiro Gouveia, elaborado com grande critério pela Bolsa de Valores, no sentido de nós salientarmos quais são as pequenas e as médias e grandes empresas que contribuíram para o crescimento da economia local. Em apenas três anos de execução, este prêmio tornou-se um paradigma, um paradigma que vai continuar acendendo por conta da seriedade como o Padilha conduz sua equipe, no sentido de buscar, aprofundar, escolher realmente entre os senhores aqueles que mais se dedicaram, em que mais resultados obtiveram nas suas operações comerciais e também na sua área de responsabilidade social. Eu me lembro bem que no primeiro evento, nós tivemos 14 empresas que apresentaram balanços de responsabilidade social e, neste último agora, com 43 empresas que inseriram dentro de seus balanços esta prestação de contas públicas. É um recorde brasileiro. Em nenhum estado do Brasil houve esse incremento. E eu coloco o apoio da FIEC e a iniciativa da Bolsa de Valores com nosso apoio editorial, como co-responsáveis por esse espetacular resultado.

Eu também não queria deixar de salientar essa questão do poder catalisador. Na nossa relação com o CDL, que é o representante, que eu considero o mais legítimo representante do comércio cearense. A sua federação com seu conselho, o Clube dos Diretores Lojistas.

Nós comemoramos nove mil executivos formados na Universidade do Varejo, uma iniciativa que, com o apoio do Jornal, nós chegamos, nós somos plenamente bem sucedidos, inicialmente com a Universidade de São Paulo e, agora, com a Universidade Federal do Ceará, trazendo “prá” cá, para os professores cearenses – as universidades –, a responsabilidade de formar os nossos futuros líderes do comércio do Ceará, visto que o Ceará tem um grande fator de desenvolvimento nessa atividade comercial.

Eu queria também salientar aqui, outras entidades que surgira no Jornal, o CRESCE (sic), por exemplo, vai completar 20 anos agora, a assembléia originária de sua fundação foi feita dentro do Jornal. Hoje conta com mais de quatro mil profissionais de alto nível, mobilizando a atividade da construção civil.

Eu queria também salientar neste momento, na pessoa da Emília, o momento do nascimento da AJE, também com dez anos de fundação, onde nas nossas jovens lideranças (Aplausos), essa entidade se situa com suas jovens lideranças, entre as mais acreditadas lideranças empresariais do Estado, cumprindo um papel de formação inigualável, no sentido de dotar um futuro Ceará, de representantes que dêem continuidade às atividades produtivas, no sentido de que as empresas cearenses não feneçam como as empresas brasileiras, a partir de um curto período de vida.

Para finalizar, eu também queria me voltar um pouco para outras atividades, como a nossa relação com a questão da igreja. Nós fizemos uma campanha inteira sobre a instalação da Rede Vida, e em um mês nós conseguimos as votações necessárias para instalação do canal da Igreja Católica. Está aí à disposição do público católico. Bem como demos todo apoio a Fazenda Uirapuru, doada pela família Macêdo, para se realizar lá um condomínio de entidades que atendem a dependentes químicos, crianças em situação de risco; e que nós tivemos uma participação efetiva no sentido de, daquela destinação precisa, porque em determinado momento pensava-se em construir lá um centro de convenções. E o Jornal, sem dúvida, teve um papel decisivo de guardar esse espaço privilegiado, de preservar esse espaço privilegiado, para que lá operassem essas entidades.

Mais eu poderia aqui, eu cansaria vocês, porque o Jornal é um jornal de todo dia. Todo dia o Jornal cresce, renasce. E todo dia ele se finda. “Nada mais velho (já dizia um amigo meu) de que o jornal de ontem”.

Então eu ia tomar, sem dúvida, o tempo de vocês, um tempo de Natal, maravilhoso! Contando essas..., prestando contas a vocês, justificando porque vocês me deram, nos deram esse troféu, até para nos comprometer mais, para realizar mais em favor da sociedade que nós servimos. Eu não poderia, no entanto, findar essa relação, com essa prestação de contas, sem deixar de citar a Fundação Demócrito Rocha, na edição de livros, tornando o Ceará um pólo editor de livros; edição de clássicos da nossa cultura cearense, nossa literatura; os CDs do Patativa do Assaré; esse resgate da nossa memória. Nós temos um trabalho amplo de literatura infantil, que serve de material paradidático para os nossos..., que os estudantes estudem em livros fabricados, feitos no Ceará, editados no Ceará; o lançamento de novos cantores, como a Kátia Freitas, a comemoração dos 50 anos do Fausto Nilo, tudo transformado em CD. E bem como uns cursos da Universidade Aberta, que através do Jornal, nós, este ano, tivemos dez mil alunos estudando, estudando o Orçamento Público, dos quais cinco mil fizeram provas. Ao comprar o Jornal, tinham o curso, e a Universidade Federal do Ceará conosco, corrigindo essas provas. Certificará como curso de extensão aqueles que obtiverem notas acima de sete na questão do Orçamento Público. Eu não imaginava que um jornal com trinta mil exemplares, fizesse dez mil alunos entre seus leitores, desejosos de fazer desse aprimoramento, dessa educação continuada. Mais eu fico, eu não precisava nem me admirar, porque o Jornal é um meio de educação permanente. A partir do momento que você ler um jornal, ler um editorial, ler um artigo de um articulista tradicional, ler uma carta do leitor, sem dúvida que nós estamos interagindo, estamos aprendendo a conviver em cidadania.

Mais eu fico muito feliz em nome de oitocentos colegas meus, que integram os quadros de nossa empresa. Dizer que eu acho que, realmente, nós estamos a caminho de merecer este título, que muito nos honra. Nos chega como um presente de Natal, nos chega com uma mensagem de renascimento, e que nós o guardaremos, sem dúvida, como um símbolo de que nós estamos dando continuidade ao que os fundadores do jornal se propuseram a fazer a favor do Ceará, em favor do Brasil.

Eu aqui vim acompanhado, meus amigos! Por três gerações: a geração dos fundadores, através de minha mãe, Lúcia Dummar; da minha geração, representadas por mim, pela Wânia, colega de vocês; e da geração dos atuais dirigentes do jornal, através da Luciana, minha filha mais velha.

Então, para comemorar esse troféu e para comemorar o Natal nós viemos em família, que eu queria presentear ao presidente desta Federação, retribuir com esse livro, organizado pela Fundação Demócrito Rocha, cujo título tem uma expressão que só nós entendemos. Se repararmos nisso, em qualquer lugar do Brasil, ninguém vai entender. As pessoas temem a chuva! Temem o inverno! Mas, quando “tá” “prá” chover nós sempre dizemos – isto de pai “prá” filho, há décadas, há centenas de anos –: “Está bonito para chover”. Então, este livro “Bonito para Chover”, é uma contribuição de vinte e seis intelectuais que se uniram para falar da nossa cearensidade. Então são vinte e seis mergulhos na cearensidade; no sentido de revisitá-la, no sentido de discuti-la. Enfim, discuti-la. No sentido de comemorarmos essa cearensidade, representada no olhar de cada um de vocês, e na extrema bondade, de vocês considerarem esta velha empresa de setenta e cinco anos! Mas convicta que, com o esforço permanente, a dedicação que nós temos, da mesma maneira que um jovem músico toque seu violino, de elevarmos essa empresa aos cem anos e, se Deus quiser, na companhia de todos vocês aqui presentes!

Então, em nome dos..., do corpo editorial do Jornal eu faria a entrega do “Bonito para Chover”, ensaios sobre a cultura cearense, como o nosso agradecimento, que nós temos a certeza, que nós vivemos o momento “bonito para chover”, em termos de Brasil, em termos de Ceará, em termos de Fortaleza; em termos de entidades empresariais, como a FIEC; em termos de imprensa cearense, como O Povo. Para todos um belo inverno!

Bom Natal!.

* Transcrito do original


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